Treinador alviverde destacou o lado psicológico como determinante na derrota do Verdão. Foto: Cesar Greco

Treinador alviverde destacou o lado psicológico como determinante na derrota do Verdão. Foto: Cesar Greco

Foi por pouco, mas o Palmeiras conseguiu a classificação para a grande final da Libertadores mesmo com a derrota por 2 a 0 para o River Plate. O jogo ruim do Verdão e o sufoco pelo qual a equipe passou tem uma explicação, segundo o técnico alviverde. Ao analisar a partida, Abel Ferreira destacou que o aspecto psicológico pesou contra sua equipe e isso quase custou a vaga na final.

“Já tinha dito que era possível eles fazerem os três gols, com um treinador que está há cinco anos na equipe, ganhou duas vezes [a Libertadores], com jogadores experientes e que veio sem nada a perder. E como gosto da psicologia, é um dos componentes que eu adoro, a intensidade do sentimento da perda é o dobro do lucro. E o jogo hoje era um jogo muito mental. Se sai o gol na primeira bola do Rony, matávamos o adversário animicamente. Depois, era natural que o adversário reagisse”, analisou o técnico português.

“Quando vai jogar na casa do River e estamos os dois no mesmo nível, lutando pelo melhor resultado, não há condicionantes para o fator mental. Temos de estar focados nas nossas tarefas. Aqui já se traz a vantagem. Se faz o primeiro gol, por experiência e estudo, o jogo seria totalmente diferente. O fator mental inibe do que se precisa fazer. Foi evidente o sentimento após os gols: não podemos perder. Foi uma das melhores derrotas que eu e o Palmeiras tivemos na nossa história. E foi uma boa altura para perdermos”, completou.

Abel Ferreira ressaltou que o primeiro jogo foi decisivo para que o Verdão conseguisse a classificação. O técnico alviverde valorizou os 3 a 0 no jogo de ida e reconheceu o River Plate superior no Allianz Parque.

“E eu estudei a equipe, sabia que eles poderiam fazer três gols. Os primeiros gols foram de escanteio e lançamento. No intervalo, com 2 a 0, o adversário está animicamente muito forte e nós com o sentimento de perda da vantagem. Temos de sofrer e conseguimos a qualificação muito pelo jogo que fizemos na Argentina. No primeiro jogo, fomos muito superiores, e no segundo, o River foi superior. Lá fomos muito superiores, poderíamos ter chegado com quatro ou cinco gols de vantagem. Hoje, o fator psicológico fez a diferença”, comentou.

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