Ainda ecoam os protestos e a indignação pelo doping da tenista russa Maria Sharapova. Não há como negar, associar a imagem da tenista russa ao uso de substâncias dopantes é incompatível.

Em tempo, não existe um estereótipo para atletas que fazem uso de substâncias proibidas, já tivemos cada vexame, figuras do esporte sobre as quais não cabia desconfiança, nos decepcionaram.

Tudo isso ocorre porque a impressão que se tem do doping, para a maioria das pessoas, é de drogas ilícitas, tais como cocaína, maconha, dentre outras.

Mas o uso de substâncias capazes de melhorar o rendimento físico, o aporte muscular e o desgaste energético, também é considerado doping. Existem medicamentos que facilitam a eliminação das drogas através da urina, e estes também entram na lista de doping.

Quando um atleta e seu treinador tomam a decisão de usar uma substância condenada, sabem dos riscos envolvidos.

Os maiores perigos resumem-se aos danos provocados no organismo humano. Vão desde distúrbios hepáticos e cardiovasculares até o risco de morte.

Sharapova utilizava o Meldonium, substância terapêutica usada no tratamento de distúrbios cardiovasculares, mas que em atletas pode trazer benefícios quanto ao gasto energético, consumo de oxigênio e circulação periférica.

A carreira da tenista russa sofreu grande abalo e somente o tempo poderá nos dizer quais os reais impactos.

Sinceramente, para a prática do tênis, dadas as suas peculiaridades, o Meldonium pode não ser tão benéfico, ou melhor, talvez não seja o grande responsável pela ascensão de Sharapova.

O caso deve ser avaliado para ver se cabe punição.

Entendo que devem haver critérios quanto ao tipo de doping, para que não sejam cometidas injustiças.

Banir não é o caso!

Foto: UOL

Esporte é vida!
Gustavo Santos - nosesportes@gmail.com
No Twitter: @gustavofarmacia

Últimas do seu time