ENTREVISTA PUBLICADA ORIGINALMENTE EM 8 DE ABRIL DE 2011:
Qual o seu time?
Graças a Deus, o glorioso e inigualável S. C. Corinthians Paulista.
Qual o jogo que mais marcante?
Pelas más razões, a derrota da extraordinária seleção de Telê Santana com Sócrates, Zico, Falcão, Júnior e companhia, diante da Itália, na Copa do Mundo da Espanha, em 1982, por 3 a 2, jogo a que assisti no falecido Estádio de Sarriá, em Barcelona, como encarregado de chefiar a equipe de VEJA que cobriu aquela Copa.
Qual a sua seleção de todos os tempos?
Preciso improvisar jogadores em posições em que eles não necessariamente atuaram. Mesmo assim, sofrendo barbaramente, deixando gênios de fora, arrisco: Gilmar, Djalma Santos, Oscar, Orlando e Newton Santos; Falcão, Didi e Zico; Garrincha, Ronaldo ou Tostão e Pelé.
Qual a camisa mais bonita?
Depois da do Corinthians (sem a poluição dos atuais patrocinadores), gosto esteticamente das camisas do Barcelona, do Arsenal, da seleção inglesa e do Fluminense.
Qual o melhor e o pior esporte?
Esporte sempre é bom, né? O de que mais gosto é o futebol, mas também sou superfã de atletismo, natação, vôlei e basquete. Sobre os violentos demais, como o vale-tudo, tenho crescentes dúvidas.
Em que rádio você ouve futebol?
Oscilo entre a Jovem Pan e a Bandeirantes e, eventualmente, a CBN. Mas, como tenho TV por assinatura e pay-per-view, acabo ouvindo pouco futebol por rádio.
A revista que você lê.
Sou jornalista, leio, ou tento ler, dezenas de revistas ? de VEJA a Piauí, da revista da ESPN a Placar, além desta nova, Alfa, de Quatro Rodas, e revistas estrangeiras.
Qual o melhor e o pior presidente da história do Brasil ?
O melhor foi o presidente Fernando Henrique. O pior, o general Garrastazu Médici.
A personalidade marcante em sua vida.
Na minha vida pessoal, meu pai, Arnaldo Setti, advogado e cidadão. Na profissão, tive grandes mestres: Thomaz Souto Corrêa, Evandro Carlos de Andrade, Ewaldo Dantas Ferreira, Rolf Kuntz, Carlinhos Brickmann, José Roberto Guzzo, Elio Gaspari, Dorrit Harazim, Roberto Pompeu de Toledo, Marcos Sá Corrêa e Augusto Nunes.
Narrador esportivo de TV e de rádio.
Na TV, nos bons tempos, o Luciano do Valle. Hoje, gosto muito de Luís Roberto, da Globo. No rádio, Osmar Santos, sem a menor dúvida.
Comentarista esportivo de TV e de rádio.
No rádio, quando ele atua, o Juca Kfouri. Na TV, eu detestava no começo, mas venho gostando a cada dia do Caio. Mais assertivo, saindo de cima do muro e mais desenvolto, está cada dia melhor. Gosto muito do jeitão despachado e informal do José Trajano. O PVC é,frequentemente, indispensável. Não sei se se encaixam nesse item, mas também gosto do Celso Unzelte e do Marcelo Duarte. O Casão entende muito de futebol, mas eu o acho mal humorado demais ? além de implicar demais com o Coringão.
Repórter esportivo de TV e de rádio.
No rádio, sou velho fã e amigo do Wanderley Nogueira, incansável, sempre gentil com todo mundo e sempre conseguindo boas informações. O Mauro Naves, da Globo, também é dos bons. Acho que vou cometer injustiças, aqui, porque tem muita gente boa.
Apresentador esportivo de TV e de rádio.
Gosto de vários, inclusive de você, Milton. Mas você, me permita a franqueza, fala demais e eu discordo do fato de fazer publicidade.
Apresentador de auditório de TV.
Não tenho assistido a nenhum programa de auditório.
Melhor ator e melhor atriz no Brasil.
O melhor ator que vi foi Paulo Autran. Da nova geração, Wagner Moura. Atriz, disparado, Fernanda Montenegro.
Jornalista de TV.
Se for para citar um, William Waack.
Programa esportivo de TV.
Sem demagogia, como gosto muito de esporte, vejo praticamente todos e gosto, em variados graus, de todos.
Quem melhor escreve sobre esporte no Brasil?
Falar em "melhor? é praticar injustiça contra colegas e amigos. Mas gosto imensamente do jeito de escrever sobre esporte do Tostão.
Melhor e o pior cartola.
Melhor, estou para ver. Pior, Ricardo Teixeira, a vanguarda do atraso e do que há de pior no futebol brasileiro.
Melhor e o pior técnico.
Melhor, Mano Menezes. Não sei quem é o pior.
Na foto, o jornalista aparece ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso