Vítor Pereira, técnico do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Vítor Pereira, técnico do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Vítor Pereira errou ao não escalar um Corinthians completo para enfrentar o Palmeiras? Penso que sim. Pois que se ainda não tem noção da importância do duelo, deveria ter procurado se informar. Se bem que, sinceramente, tenho certeza que ele tem a dimensão do que representa o derbi. Vitor é português, não é de outro planeta. De longe, certamente ouviu falar que quem perde o clássico, normalmente também perde o rumo.

E perder como o Corinthians perdeu é pior ainda. Poucas vezes se viu num derbi um dos dois times ser tão dominado como o Corinthians foi pelo Palmeiras de Abel Ferreira.

Perdeu de três, mas o massacre poderia ter sido maior.

Muito maior.

E mais vergonhoso do que realmente foi.

Mas não é disso que se trata.

A decisão do treinador já foi muito debatida nas últimas horas.

Quero falar da maneira como o Corinthians vem jogando desde que Vitor Pereira assumiu o comando da equipe.

O time não mostra evolução.

Não flui.

O Corinthians não mostra força na marcação. Não tem intensidade ofensiva. Deixa espaços enormes em seu setor defensivo. E não é só porque tem em seu elenco jogadores com idade acima dos 30 anos, como Renato Augusto, Paulinho, Willian e Giuliano, jogadores contratados para que o time atingisse patamar muito mais elevado nas competições que disputa.

Se fosse para jogar o que está jogando, seria melhor, bem melhor, que o Corinthians continuasse com o Sylvinho como técnico.

Jorge Jesus e Jorge Sampaoli e Abel Ferreira, um pouco, trouxeram grandes ideias para o futebol brasileiro nos últimos anos. Digo nos últimos anos. Não vamos aqui falar de Béla Guttmann, o treinador húngaro campeão paulista pelo São Paulo, em 1957, e descobridor de Euzébio, e nem de Fleitas Solich, o paraguaio que treinou o Flamengo também na década de 1950.

Com Jorge Jesus o Flamengo encantou em 2019. No mesmo ano, Sampaoli fez o Santos que dirigiu arrancar suspiros. JJ fez do Flamengo um multicampeão. Sampaoli levou o Peixe ao vice-campeonato brasileiro. Mais do que isso: O Santos era um exemplo de como uma equipe deveria marcar e atacar o adversário.

Sampaoli não conseguiu repetir no Atlético Mineiro o ótimo trabalho que fez no Santos.

Dono de temperamento difícil, Sampa ficou marcado no Brasil pelas confusões que arrumou, principalmente no Santos, com constantes discussões com o ex-presidente do clube, José Carlos Peres.

Mas o fato é que Sampa e JJ deixaram uma marca no futebol. Montaram times aplicados na marcação e com uma capacidade ofensiva elogiável.

Abel Ferreira faz carreira vitoriosa no Palmeiras. É bicampeão da Copa Libertadores da América. Mas o seu time nem sempre encanta. 

Sampa mostrou a que veio logo no seu início de trabalho no Santos. JJ da mesma forma. O Corinthians de Vitor Pereira pode até melhorar. Mas por enquanto acumula decepções.

E não dá sinais de que pode evoluir. 

 

 

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