Treinador gaúcho não deve seguir no clube em 2022. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Treinador gaúcho não deve seguir no clube em 2022. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Ninguém em sã consciência tem a coragem de dizer em termos de gestão financeira o Flamengo é mal administrado. O trabalho iniciado com Eduardo Bandeira de Melo segue bem feito e colhe frutos com Rodolfo Landim. Quando falamos da gestão do futebol, especialmente nas escolhas de treinadores, está cada vez mais escancarado que essa direção rubro-negra erra muito mais do que acerta.

A contratação de Renato Gaúcho em julho de 2021, que culminou com a piora da equipe e a derrota na final da Libertadores, é a grande prova de que a gestão flamenguista está longe de ter sucesso ao buscar seus treinadores. Fica então a pergunta: o que é competência e o que é golpe nos “acertos” dessa gestão?

Vale lembrar que o grupo de Landim, que tem Marcos Braz como homem forte do futebol, assumiu o Fla em janeiro de 2019. O primeiro treinador contratado por essa gestão, já com um elenco estrelado e altíssimo investimento, foi Abel Braga – treinador de enorme história, multicampeão, profissional da melhor qualidade, mas que há anos não entregava grandes resultados.

Estava claro que Abel teria dificuldades e em seis meses o técnico acabou demitido. Para seu lugar apareceu o grande acerto dessa gestão: Jorge Jesus apareceu livre no mercado, visitou o Brasil para assistir ao Atlético-MG, não acertou com o Galo e entrou no radar flamenguista. Assumiu o clube carioca, brilhou, fez história, elevou o nível da equipe que alcançou um desempenho invejável e, lógico, fez com que o nível de exigência no clube fosse maior.

Com a saída de Jesus, os erros voltaram a aparecer: buscaram Domenec Torrent, treinador inexperiente, que pouco conhecia o futebol brasileiro, com ideias diferentes do português e que até poderia dar certo, logo acabou demitido. Saiu Dome, veio o emergente Rogério Ceni, técnico não tão experiente, com ideias mais próximas de Torrent do que de Jesus.

Em comum entre os dois sucessores de JJ estava a necessidade de algo que essa direção nunca deu a ninguém: respaldo! Ambos acabaram demitidos porque eram constantemente comparados ao português e não foram bancados pela cúpula rubro-negra. Por que contrataram, então? Talvez nem Landim e nem Braz saibam responder.

Veio então Renato Gaúcho, o treinador que dizia que com R$ 200 milhões em investimento faria qualquer time jogar bonito. Os resultados recentes falam por si só e o gaúcho não deve seguir no clube em 2022. Renato piorou o time flamenguista como era de se esperar. Sob o comando do ex-gremista, essa equipe viveu seu pior momento desde a formação do elenco em 2019. Um erro crasso da gestão Landim, que pela primeira vez terminará uma temporada sem troféus relevantes.

Renato é um símbolo dessa gestão flamenguista, uma diretoria que erra mais do que acerta quando o assunto é treinador. No final das contas, está cada vez mais claro que a contratação de Jorge Jesus e o sucesso absurdo da temporada 2019 foi muito mais um golpe de sorte do que um ano planejado.

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