Presença de narradores e repórteres em partidas com “apagão” da TV podem ser a única alternativa ao torcedor apaixonado. Foto: Arquivo pessoal

Presença de narradores e repórteres em partidas com “apagão” da TV podem ser a única alternativa ao torcedor apaixonado. Foto: Arquivo pessoal

Uma terça-feira de más notícias para o torcedor de futebol no Brasil. Uma nova tabela do Campeonato Brasileiro foi divulgada a quatro dias da rodada do final de semana e Santos x Athletico está em “apagão”, ou seja, sem transmissão pela TV. No mesmo dia, o amigo Gabriel Valquer, do UOL, noticia que o “Gre-Nal” e jogos do Flamengo pela Copa Libertadores ficarão sem transmissão na telinha, já que a Globo abriu mão da competição. Com o rádio fora dos estádios com seus narradores, por determinação da CBF, os torcedores correm o risco de perder o acesso ao jogo do seu time querido quando a televisão faltar.

O protocolo estabelecido pela CBF para jogos do Brasileirão permite o acesso de repórteres nas arquibancadas ou tribunas durante os jogos. Apenas um profissional por veículo. Os operadores, que montam o equipamento de transmissão, deixam tudo pronto e precisam ir embora. As cabines, nossa segunda casa, estão interditadas, por segurança. Para quem não conhece, os postos de transmissão dos estádios são pontos de aglomeração. Espaços pequenos para narrador, comentarista e operador em menos de dois metros quadrados por emissora. Imagine todas as rádios e webrádios locais num único evento. Para o momento atual, o formato anterior à pandemia é realmente perigoso

No entanto, com as polêmicas recentes entre as detentoras de direitos de transmissão, algumas partidas ficarão em uma espécie de limbo. Embora os clubes mandantes possam evocar a Medida Provisória 984/2020 e transmiti-las em seus canais próprios, não creio que muitos deles se utilizem de um recurso que os colocaria em rota de colisão com seus parceiros comerciais. E como ficaria o torcedor? Sem as imagens e sem a emoção do rádio, alijado dos estádios por conta dos riscos de contágio. Infelizmente, pensa-se pouco no consumidor do grande produto futebol em nosso país.

Assim, deixo aqui humildemente uma sugestão aos dirigentes da CBF e até mesmo às associações de cronistas esportivos e imprensa Brasil afora. Crie um sistema alternativo para jogos “em apagão”, permitindo um acesso – restrito – às cabines dos estádios. Talvez apenas com narrador e operador, com repórter na arquibancada, a centenas de metros de distância. Em estádios vazios, é possível espalhar esses profissionais em distância segura utilizando talvez tribunas, camarotes, espaços outros que não as posições apertadas de transmissão.

O bom e velho rádio sempre foi a salvaguarda do amante de futebol no Brasil. Amigo dileto e inseparável na hora em que a bola começa a rolar, pode ser a única salvação (e gratuita) de milhões de apaixonados pelas camisas e ídolos de suas equipes. É muita crueldade deixar essas pessoas sem a sua alegria semanal. Portanto, não em meu nome, mas para o benefício daquele que deveria ser a maior preocupação de quem organiza a maior paixão do brasileiro, fica aqui o pedido às autoridades futebolísticas. Viabilizem a presença das emissoras de rádio nos estádios no Brasileirão. É possível, de forma segura, levar a emoção da bola na rede a quem dela vive.

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