Marcelo de Lima Henrique, Dewson Freitas, Sávio Pereira Sampaio e Caio Max Vieira: atrapalhadas na rodada 27.

Marcelo de Lima Henrique, Dewson Freitas, Sávio Pereira Sampaio e Caio Max Vieira: atrapalhadas na rodada 27.

A arbitragem brasileira deu uma verdadeira aula no fim de semana. Uma aula de incompetência. De mal posicionamento, de péssimos auxiliares, e de interpretações piores ainda.

Que o nível da arbitragem é ruim todo mundo sabe. Mas o que mais incomoda é a prepotência de quem comanda e de quem apita em não admitir o que tudo mundo vê: que é necessário melhorar. E muito.

De árbitros experientes, como Marcelo de Lima Henrique que, junto com sua equipe, fizeram arbitragem polêmica em América-MG x Corinthians no sábado, até novatos como Caio Max Vieira, que INVENTOU penalidade para o Santos no jogo contra o Atlético-PR, passando po Dewson Freitas e Sávio Sampaio, que estenderam a linha da grande área nas partidas Palmeiras x Cruzeiro e Inter x Vitória. O último conseguiu ser medonho duplamente, uma vez que também anulou gol regular do Colorado.

Clubismos à parte. Aqui a intenção é pensar apenas na qualidade da arbitragem brasileira. Como melhorar. Mas, como na vida, toda mudança depende do desejo e da vontade de cada um.

Não é o que se vê na arbitragem. Muito pelo contrário. Negar a imperfeição de forma sistemática tem sido, ao longo dos anos, marca de árbitros e comandantes. Em campo, o homem do apito se julga intocável.

Pior é ver que árbitros, como o péssimo Wagner Reway, que tem um histórico de arbitragens polêmicas desde o início da carreira, conquistar, em curto período, o status de “árbitro FIFA”. Foi dele, por exemplo, a marcação de falta de Edu Dracena em Fábio, do Cruzeiro, na Copa do Brasil. Puro impulso.

Numa rodada com 10 jogos, nove realizados no fim de semana e um ainda a realizar, e quatro partidas onde o destaque é o desempenho da arbitragem e não de jogadores ou treinadores é de se lamentar.

Olha, se até na Argentina estão se incomodando com o nível da arbitragem aqui no Brasil é sinal que chegamos ou estamos perto do fundo do poço do apito.

Já ouvi de gente que trabalha no comando da arbitragem que “profissionalizar não é o caminho porque tem que pagar direitos aos trabalhadores”. A que ponto chegamos.

É muita acomodação. A CBF não quer custos trabalhistas com seus árbitros. Prefere os custos à imagem da Comissão e aos próprios profissionais (que não são profissionalizados).

Ficam, os custos, nas contas dos clubes. Investimentos, treinamentos, concentrações... e num piscar de olhos, numa marcação ou interpretação equivocada tudo vira pó.

No momento estão se amparando no VAR como a salvação da arbitragem. Não é. O VAR apenas auxilia em lances duvidosos, mas a marcação será sempre do profissional.

Os clubes têm, sim, o direito e até o dever de cobrar a CBF e a Comissão de Arbitragem sobre os efeitos nos jogos e campeonatos. Mas é aquela coisa: quando é para o meu time eu nem ligo, mas quando é contra... A hipocrisia é geral.

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