"Se não houver bom senso dos dirigentes, o principal esporte do país não irá suportar". Foto: Ivan Storti/Santos FC

"Se não houver bom senso dos dirigentes, o principal esporte do país não irá suportar". Foto: Ivan Storti/Santos FC

Nesse cenário caótico de pandemia que o Brasil está atravessando, o futebol segue se equilibrando e tentando driblar o vírus, a falta de dinheiro e o desinteresse de muita gente.

Com o país vivendo o pior momento da Covid-19, qual é o real interesse pelo futebol? Torcer no estádio não é possível. Comemorar um título não é possível. Abraçar alguém querido para comemorar um gol é um risco. Desde que essa doença começou que o mundo se divide entre poupar vidas e salvar a economia. O equilíbrio entre essas duas coisas é o sonho de consumo do planeta. Com um protocolo falho, o Brasil deverá demorar mais tempo para sair do olho do furacão.

Assim, os clubes precisam se adequar a uma realidade bem diferente de alguns anos atrás. Sem a arrecadação da bilheteria e com redução de patrocínios, a ordem é reequilibrar as contas. O primeiro – e mais importante – passo é renegociar a folha de pagamento. Não cabem mais os salários fora da realidade nacional. Ou os clubes e jogadores entendem definitivamente que somos um país pobre e que os times estão falidos, ou seguiremos vendo gigantes derreterem.

O exemplo de Botafogo, Cruzeiro, Vasco, São Paulo, Santos, Corinthians deveria servir para outros clubes acionarem o freio de emergência.

As demissões já são uma realidade também. Esta semana o Santos fez uma limpa no departamento de futebol, sobrou até para o Renato, ídolo santista que gerenciava o futebol do clube.

O fato é que se não houver bom senso dos dirigentes e pés no chão de toda a cadeia do futebol, o principal esporte do país não irá suportar. Mais clubes irão sucumbir. E o efeito será pior que o da pandemia.

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