A agenda do Rei já não é mais a mesma. Ele está mais reservado

A agenda do Rei já não é mais a mesma. Ele está mais reservado

Hoje, 23 de outubro, é o aniversário do Rei Pelé. Imagens de sites e de televisão mostrarão as arrancadas, os cabeceios, os dribles, os gols, com o pé direito, com o esquerdo, do maior jogador de futebol da história. Uma quarta-feira para recordar os feitos, no Santos e na Seleção Brasileira, os 1.283 gols, do Atleta do Século, que faz 79 anos.

O mundo vai se lembrar do Rei do futebol. O cidadão Edson Arantes do Nascimento certamente vai se restringir a agradecer os afagos de seus súditos pelas redes sociais.

Tem sido assim nos últimos meses.

A agenda do Rei já não é mais a mesma. Ele está mais reservado. Prefere agora o aconchego e o carinho da família em sua casa no Guarujá.

Não foi uma escolha. O Rei hoje tem muitas dificuldades de locomoção. Em novembro de 2012, foi submetido à uma cirurgia de quadril no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O procedimento foi realizado pelo médico Roberto Dantas. Quatro anos depois, Pelé afirmou à Folha de São Paulo que teria havido erro médico no Albert Einstein.

Na entrevista, Pelé disse que a correção do erro médico tinha sido feita em um hospital dos Estados Unidos.

“Segundo os médicos que me analisaram, teve um erro na técnica dos médicos brasileiros. Eu tinha um problema na resistência e a dor não passava de jeito nenhum”, afirmou.

Responsável pela cirurgia realizada no Brasil, o doutor Roberto Dantas rebateu as declarações.

“Não houve erro médico. O Pelé entendeu errado. Antes que o Pelé fosse aos Estados Unidos para esta nova cirurgia, repetimos todos os exames e não encontramos nada errado na prótese do quadril”, argumentou Dantas.

O caso foi parar no Cremesp – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo -, que considerou descabida e decidiu arquivar o processo.

A informação sobre o arquivamento do processo foi publicada pelo UOL Esportes, em 19 de novembro de 2017, matéria assinada por este repórter.

O que impede que Pelé tenha hoje uma vida normal e que caminhe sem o amparo de muletas ou de cadeira de rodas não é o problema do quadril.

O Rei tem lesões nos joelhos e na coluna. Os inúmeros compromissos profissionais que era obrigado a cumprir o impediram de operar a coluna no momento certo, como conto no livro Esconderijos do futebol, publicado recentemente.

Recluso, Pelé prefere agora usar as redes sociais para se comunicar com os fãs. Aniversários de ex-parceiros da Seleção Brasileira, como Rivellino e Garrincha, merecem destaque no facebook e no twitter.

A verdade é que a conta pelas arrancadas sensacionais que dava nos gramados do mundo chegou. Pelé sempre foi um jogador de muita explosão. A técnica que mostrava em campo vinha sempre acompanhada de muita força física.

Foi considerado um atleta perfeito. Se não tivesse escolhido o futebol, poderia praticar qualquer outro esporte. Seria um gênio em qualquer outra modalidade esportiva.

O extraordinário sucesso que conquistou com o seu talento inquestionável o manteve em evidência durante décadas. Parou de jogar, no Cosmos, em 1977, e até hoje ele é celebrado, festejado, amado.

Pelé é eterno.

Mas seu físico hoje sofre o esforço feito para que a sua arte fosse imortalizada.

Vida longa ao Rei.

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