Será que ainda é válido colocar o atacante no patamar dos grandes craques internacionais? Foto: Site Oficial do PSG

Será que ainda é válido colocar o atacante no patamar dos grandes craques internacionais? Foto: Site Oficial do PSG

Quando o hino da UEFA Champions League tocar nesta quarta-feira em Munique, um jogador terá uma sensação diferente. Ao menos é o que se espera de Neymar.

Após a infantil expulsão no último sábado diante do Lille, em duelo que valia a liderança da Ligue 1, o brasileiro foi fortemente criticado pela imprensa internacional. Como questionou a tradicional revista "France Football", será que ainda é válido colocar o atacante no patamar dos grandes craques internacionais? 

A dúvida é pertinente. Se do ponto de vista técnico ninguém discorda das qualidades de Neymar, também é quase unânime que o atleta chegou aos 29 anos, em tese o principal momento da maturidade esportiva de qualquer jogador, abaixo do que se esperava dele.

É bem verdade que o brasileiro vem sofrendo com as lesões. Nessa temporada só esteve em campo pelo Paris Saint-Germain em 20 jogos, contribuindo com 13 gols e três assistências. Pouco para o jogador mais caro da história do futebol.

Se Neymar não pode controlar as lesões, ao menos deveria se importar mais com seu comportamento. A impressão que passa é que ele parece não ter muito interesse com o que passa ao seu redor, vivendo em uma espécie de bolha protetora.

Claro que, exceto quem o conhece na intimidade, nos limitamos a ter acesso ao Neymar das mídias sociais. Entretanto, por mais superficial que seja, é uma versão que ele mesmo deseja passar ao mundo.

Por isso causa ainda mais impacto ver que o brasileiro, apesar do mau momento e das críticas, parece mais preocupado com um reality show e em jogar video game. Fica a impressão de que Neymar não parece disposto a se sacrificar pela carreira. Não quer abrir mão do seu estilo de vida e tampouco parece aberto às críticas.

Um comportamento que é levado para dentro de campo. Por isso a irritação com as faltas recebidas, que não são poucas. O brasileiro é o jogador mais caçado nas cinco principais ligas da Europa, com uma média de 4.4 faltas sofridas por jogo.

Neymar apanha porque é craque. E por se craque segura demais a bola. Mas também apanha porque todos conhecem o seu temperamento. Só nessa temporada foram nove cartões amarelos e uma expulsão. Isso em 20 partidas, um número extremamente alto para quem joga no ataque. Qualquer técnico aceitaria "sacrificar" um defensor se isso também significasse a expulsão do brasileiro.

Neymar ainda tem uma longa carreira pela frente. Pode retomar um lugar que parecia ser seu há alguns anos, como o sucessor de Messi e Cristiano Ronaldo. Mas para isso precisa responder até onde pretende ir e o que está disposto a abrir mão.

Se não fizer isso, dificilmente terá sucesso no PSG ou na Seleção, muito menos se tornará o melhor jogador do mundo, sonho individualista que ele carrega desde os tempos de Santos. É preciso sair da bolha. Quem sabe o hino da Champions não o acorda para isso?

 

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