Neymar em ação nos treinos da seleção brasileira. Foto: Lucas Figueiredo/CBF/Via UOL

Neymar em ação nos treinos da seleção brasileira. Foto: Lucas Figueiredo/CBF/Via UOL

Sempre defendi (ou tentei defender) Neymar como jogador de futebol, tipo o “craque perseguido” ou o “jogador injustiçado”. Mas Neymar não se ajuda e, muito menos ajuda quem tenta sair em sua defesa. Às vezes até sabendo que ele nem mereceria tamanho entusiasmo.

Desde o primeiro ato polêmico e que gerou desdobramento, ainda no Santos, ao se desentender com o técnico Dorival Jr por causa de uma cobrança de pênalti, o atacante coleciona condutas desabonadoras.

Foi exatamente neste jogo de 2010, contra o Atlético Goianiense, que o técnico Renê Simões comentou a atitude do então candidato a estrela: “estamos criando um monstro”. Parece que o tempo deu certa razão ao experiente trabalhador.

Não que Neymar seja um monstro, sem coração, irracional... ou criminoso. Mas, lá se vão nove anos (desde aquela noite de 2010) e uma série de polêmicas e de condutas questionáveis dentro e fora do campo.

Chicão, Sandro Meira Ricci, final do Mundial contra o Barcelona em 2011, transferência para a Espanha, Justiça Espanhola, Cavani, Copa América de 2015, brigas e provocações desnecessárias com adversários, vaias da própria torcida do PSG, o cai-cai da Copa da Rússia e as mais recentes:

Soco em torcedor na decisão da Copa da França, a discussão com o lateral alemão e companheiro de equipe Draxler e, por fim, a acusação do último fim de semana. Óbvio que muita coisa ficou pelo caminho, não foi citada aqui.

Tudo isso poderia ser evitado? Se não tudo, boa parte disso. Afinal de contas, Neymar tem uma empresa responsável por sua gestão de imagem. O único problema é que essa empresa pertence ao pai do jogador. Neymar da Silva Santos é um homem que se contenta em ser o pai do Neymar e gozar de suas benesses. Pelo filho talvez pudesse fazer mais. Pela imagem do filho, com certeza, poderia fazer muito mais.

A condução da gestão de imagem aparentemente se baseia em apenas um aspecto: buscar parcerias que projetem a carreira do atleta e que pussam mantê-lo como uma estrela também fora das quatro linhas.

Se esqueceram da gestão do ser humano. E deveria ser essa a premissa deste trabalho. Afinal de contas, é o jovem Neymar, o homem Neymar (esqueçam essa história de menino Ney pelo amor de Deus) e seus atos que, mais do atrair, vão manter os parceiros profissionais.

Voltamos a 2010. Será que naquele momento um dos seus gestores lhe chamou a atenção para a postura dentro de campo? De como o respeito à hierarquia é importante no futebol? Será que alguém em algum momento da vida lembrou Neymar do quanto o futebol é importante para a vida de tantas crianças e como os ídolos do esporte influenciam em suas formações?

O instituto tocado pelo jogador e sua família potencializa ainda mais a necessidade de ser responsável dentro e fora de campo para ser referência para as crianças lá assistidas.

Sabe quando a gestão de carreira vai funcionar? Quando os mais de 30 parceiros do atleta (listagem consta no site da empresa NR Sports) repensarem a condição. Seria este o parceiro ideal para marcas que pretendem passar ao mundo exemplos de responsabilidade, cidadania e bem-estar?

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