Modesto nos anos 60, com a camisa do Peixe

Modesto nos anos 60, com a camisa do Peixe

Zagueiro do timaço do Santos nos anos 1960, João Modesto morreu na madrugada desta quinta-feira (30), aos 80 anos, na cidade de São José do Rio Pardo-SP. Ele lutava há tempos contra um câncer no pulmão, que se espalhou para outros órgãos.

Modesto nasceu na fazenda Santa Lúcia, no município de São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, em 17 de junho de 1939. Aos 11 anos saiu da fazendo e foi morar na cidade. Lá, teve seu primeiro contato com a bola, nas categorias de base do Rio Pardo FC, onde em 1956 e 57, conquistou o bicampeonato amador do estado.

No final de 1957, sofreu uma grave lesão no joelho e ficou no estaleiro por um ano. Em 1959, já recuperado, teve sua primeira chance como jogador profissional no Barretos Esporte Clube, da cidade de Barretos, onde jogou até 1963, ano em que se casou e, junto com sua esposa Dagmar, foi morar em Presidente Prudente-SP (quase divisa com o Mato Grosso do Sul).

Foi contratado então pela Prudentina, onde despontou para o futebol e mostrou grande qualidade. Disputando a Divisão Especial do Paulista, foi considerado a "revelação do interior" e despertou o interesse do Santos FC, que acabara de ser bicampeão mundial.

No time da Vila, ganhou o Paulistão e a Taça Brasil de 1964 e 65. Lá ficou até 1967, quando teve um sério problema de visão e, mais uma vez em sua carreira, ficou parado por um ano, retornando para a Prudentina, que caiu para a segunda divisão e nunca mais retornou à elite do futebol paulista.

Após sair de Presidente Prudente, atuou pelo Coritiba, ajudando o Coxa na conquista do bicampeonato paranaense de 1968/69.

No dia 12 de novembro de 1969, em jogo válido pela primeira fase do Robertão daquele ano, João Modesto sofreu uma tremenda decepção. Jogando no estádio Belford Duarte, em Curitiba, o Coxa perdeu para o Corinthians por 3 a 2. Um dos gols alvinegros foi marcado após um pênalti sobre Roberto Rivelino. Contestado acintuosamente por Modesto sobre a marcação da penalidade, o árbitro Airton Vieira de Moraes (o Sansão), considerou a atitude do zagueiro como uma agressão, o que rendeu ao jogador do Coritiba uma suspensão de um ano.

Desiludido com a punição, Modestou voltou para São José do Rio Pardo onde encerrou definitivamente sua carreira. Antes, jogou pela Riopardense e ganhou um bicampeonato estadual amador e a Copa Arizona. Anos depois foi também árbitro dos campeonatos de várzea de sua cidade natal.

Modesto deixou três filhos (Luciane, Cilmara e João Henrique) e quatro netas (Laura, Mariana, Gabriela e Beatriz).

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Em pé, da esquerda para a direita: Lima, Zito, Haroldo, Ismael, Modesto e Gylmar. Agachados, da esquerda para a direita: Toninho Guerreiro, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Foto: Reprodução/Revista do Santos

 

Da esquerda para a direita, Modesto, Edu, Tadeu Leite e Artur Eugênio. Ao fundo Modestinho, filho mais novo de Modesto. Foto enviada por Artur Eugênio

 

Da esquerda para a direita, Artur Eugênio, Coutinho e Modesto. Foto enviada por Artur Eugênio

 

Modesto é fotografado e tido como um dos melhores zagueiros do ano de 1965. Foto: Walter Peres

 

Confira o ex-zagueirão em junho de 2009

 

Confira o garoto Modesto no comecinho de sua carreira no Riopardense de São José do Rio Pardo (SP)

 

Veja Modesto no começo de sua carreira. Ele é o quarto em pé, da esquerda para a direita

 

O bom zagueiro até que tinha certa habilidade com a bola

 

No Coxa: em pé, da esquerda para a direita, veja Nico, Berto, Modesto e Lucas. Dirceu Kruger é o segundo agachado

 

1964: veja o zagueirão Modesto em ação com a camisa do Peixe no Maracanã. Atrás dele está Haroldo. O camisa 9 é Sicupira

 

Elenco do Coritiba, nos anos 70. Modesto é o quinto, da esquerda para a direita, na fileira do meio, seguido por Berto. O goleiro Joel Mendes é o quarto em pé, seguido por Célio. Na fileira de baixo, Nico é o primeiro, seguido por Lucas. Kosileck é o quarto e Dirceu Krieger o sexto

 

Veja Modesto já ensinando para a molecada os segredos da bola

 

Modesto sempre gostou muito de estar com a família

 

Reprodução de página de jornal da década de 1960 mostra os melhores do primeiro turno de um Campeonato Paulista da época. Acima, da esquerda para a direita, vemos Rosan, Djalma Santos, Modesto, Geraldino, Roberto Dias e Oreco; na fila de baixo estão Julinho, Tales, Silva, Pelé e Rezende

 

Vejam o Coritiba no início da década de 1970. Em pé estão Paulo Vecchio, Berto, Nico, Modesto, Joel Mendes e Nilo. Agachados temos Oromar, Lucas, Krüger, Paquito e Rinaldo

 

Em pé: Paulo Vecchio, Berto, Joel Mendes, Nico, Modesto e Augusto (ex-Corinthians). Agachados: Passarinho, Krüger, Rinaldo, Kosilek e Nilson Bocão

 

 

 

 

Em 1965, o Pacaembu estava lotado para um jogo do fantástico Santos. E será que os jogadores de hoje poderiam ver a uma partida preliminar lado a lado com os torcedores? Bons tempos. A violência quase não existia, muito menos guerra de organizadas. Aqui, da esquerda para a direita, os craques santistas Lima, Modesto (atrás de Pepe), Pepe, Toninho Guerreiro (camisa branca) e Coutinho observam ao jogo preliminar. Um torcedor está entre os goleadores Toninho Guerreiro e Coutinho. Ao lado do versátil Lima, um guarda civil. Imagina se hoje seria possível aos craques dar uma espiadinha em alguma partida de futebol ao lado da galera? A foto, de rara sensibilidade, tem a assinatura do saudoso fotógrafo Sarkis. Conheça sua história clicando "Sarkis" em "Que fim levou"

 

 

Santos em 1964. Em pé: Lima, Zito, Haroldo, Ismael, Modesto e Gylmar. Agachados: Toninho, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe

 

Nos anos 60, Pelé, Modesto e Toninho Guerreiro. (Foto: publicada no Facebook da Assophis)

 

Nos anos 60 e em 2016

 

 

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