Treinador pede demissão e deixa o clube mineiro após sequência de sete jogos sem vitória. Foto: Estevão Germano/América

Treinador pede demissão e deixa o clube mineiro após sequência de sete jogos sem vitória. Foto: Estevão Germano/América

Após sequência ruim no início do Brasileirão e Copa do Brasil, Lisca não é mais técnico do América-MG. O treinador pediu demissão nesta segunda-feira (14) e deixou o Coelho.

O América-MG não vence há sete jogos, foi eliminado da Copa do Brasil e é lanterna do Brasileirão. Nesse contexto, o treinador optou por deixar o clube mineiro. Manobra que pode aproximá-lo do Internacional. O Colorado procura um treinador após saída de Miguel Ángel Ramírez (que chegou ao clube em fevereiro e foi demitido após apenas 21 jogos) e o nome de Lisca, que já trabalhou no clube gaúcho em duas oportunidades, foi o primeiro especulado no Beira-Rio.

A saída de Lisca do América exemplifica muito bem como as coisas mudam muito rápido no futebol brasileiro. Ao longo dos últimos meses, o treinador foi um dos mais cobiçados no mercado nacional.

Bastante desejado, o folclórico comandante foi especulado no Vasco, no Botafogo, no Cruzeiro em duas oportunidades e, mais recentemente, no Santos – para substituir Cuca no início de fevereiro e depois para substituir Arial Holan, no mês de Abril. Lisca recusou até mesmo oferta do exterior.

Em todas as situações, o treinador e a direção do América reforçaram o desejo de cumprir o contrato e seguir com o projeto que visava uma boa campanha na volta do Coelho na Série A. Bastaram três rodadas e uma sequência negativa para que tudo deixasse de fazer sentido. E o treinador tão cobiçado sai por baixo do clube mineiro.

Lisca poderia ter assumido um projeto maior e mais ambicioso – talvez assuma agora, é verdade. Poderia ter optado por ganhar mais dinheiro no exterior. Optou por ficar. Assim como o América optou por segurá-lo.

Mas como no futebol brasileiro todos os projetos duram até a próxima derrota, o treinador vai buscar novos ares e pegar um novo trabalho em andamento. Enquanto o Coelho recorrerá ao mercado às pressas para buscar um novo treinador que tope “trocar o pneu com o carro andando”.

Da parte dos treinadores e da parte dos dirigentes, o grande problema do futebol brasileiro parece ser a dificuldade de avaliação. Desse jeito, seguimos com técnicos demitidos ou pedindo demissão jogo após jogo.

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