Foto: Divulgação/Atlético

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Saiu dos pés de Hulk o gol que garantiu a vitória do Atlético Mineiro por 2 a 0 sobre o Bahia, quarta-feira, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Uma cena comum nesta temporada.

O atacante participou diretamente de 25 gols em 34 jogos nesta temporada, sendo 16 tentos e nove assistências. Números que só não são melhores porque o início pelo Galo, em especial no Campeonato Mineiro, não foi empolgante.

O começo pouco animador serviu para aumentar a desconfiança sobre o jogador de 35 anos. Além da idade, pesava o fato de ter jogado as últimas cinco temporadas no futebol chinês.

É notório o déficit físico de atletas que estavam na China, algo que poderia ter ainda mais impacto em um jogador que sempre teve a força física como principal arma. Hulk se consolidou no futebol internacional pela sua explosão, um potente ponta direita que, sendo canhoto, sabia muito bem como cair pela diagonal.

Foi tal desconfiança que impediu, por exemplo, o avançado de realizar o sonho de defender o Palmeiras, seu clube do coração, ou voltar ao Porto, aonde se tornou ídolo depois de conquistar uma Liga Europa, quatro ligas portuguesas e três Taças de Portugal. Pesava contra também o alto salário de um atleta oriundo do inflacionado mercado chinês.

Turbinado com o dinheiro de investidores, o Atlético bancou a aposta e teve paciência. Até mesmo uma possível crise depois de uma cutucada pública de Hulk pedindo a titularidade ao técnico Cuca foi contornada internamente.

Mas a chave do sucesso foi a mudança no posicionamento do avançado, que deixou de jogar como ponta para atuar centralizado. Isso, somado à evolução física, transformou Hulk em uma máquina de gols.

Na Libertadores são seis em oito jogos, que dão ao ex-jogador da seleção brasileira a artilharia da competição. No Brasileirão ninguém participou diretamente de tantos gols como ele. São seis tentos e cinco assistências em 13 partidas.

Hulk junta o faro de gol de um matador com a inteligência de um armador. Não se limita a ficar preso à área adversária, saindo para chamar o jogo. Não por acaso é o principal garçom do Campeonato Brasileiro. Também chama à atenção suas arrancadas, assim como a facilidade para finalizar com o pé direito.

Sua versão 2021 é a de um atacante completo, como o futebol atual exige. Não é exagero dizer que ele coloca uma pulga atrás da orelha de Tite, que tem dificuldades para escolher o 9 da Seleção. Com Firmino e Gabriel Jesus em baixa, o treinador, que parece não ter tanta confiança em Gabigol, acabou a Copa América tendo Neymar como o homem de frente.

Passado um terço do Brasileirão, Hulk é o destaque do Brasileirão até aqui. Aos 35 anos, o atacante soube transformar a desconfiança em gols, e inflama o sonho atleticano de uma temporada inesquecível. Alguém duvida?

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