Bruno Henrique e Gabigol chegaram ao Flamengo no começo do ano. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Bruno Henrique e Gabigol chegaram ao Flamengo no começo do ano. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

O Flamengo vive a expectativa do início do trabalho do técnico Jorge Jesus - elenco se reapresenta amanhã (20) - e busca se aperfeiçoar para não repetir falhas da última temporada, quando viu o rendimento cair, a liderança no Campeonato Brasileiro se esvair e dar adeus à Copa do Brasil e à Libertadores. A mudança de postura no mercado, porém, pode ser um diferencial para que os resultados no segundo semestre sejam melhores.

Em 2018, a equipe rubro-negra chegou à paralisação do Brasileiro (à época, para a disputa da Copa do Mundo da Rússia) com oito pontos à frente do Palmeiras, que acabou campeão. Coincidentemente, após a vitória no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que manteve o resultado da partida do Verdão contra o Botafogo, a situação se inverteu neste ano, com o Palmeiras tendo 25 e o Fla 17.

Uma questão que pode pesar para que o "pós-Copa" seja diferente é a postura que o clube adotou no mercado. No último ano, foram poucas as contratações na virada da temporada, com mexidas mais intensas no elenco no meio do ano.

Para enumerar algumas das questões que o então técnico Mauricio Barbieri teve de superar, houve a perda de Vinicius Júnior, vendido ao Real Madrid, da Espanha, e a incógnita em relação ao futuro de Guerrero, que acabou assinando com o Internacional em agosto.

Para a vaga de Vinicius Júnior, Vitinho chegou à Gávea como a contratação mais cara da história do clube, mas não engrenou logo de cara e foi criticado pela torcida. Com o adeus de Guerrero, o treinador teve como opções Uribe - contratado durante a Copa do Mundo -, Henrique Dourado e Lincoln, mas nenhum conseguiu se firmar no time titular. Atualmente, dois deles não estão mais no Rubro-Negro - Dourado foi para o futebol chinês e Uribe para o Santos.

Além disso, em setembro houve mudança no comando da equipe, com a demissão de Barbieri e a chegada de Dorival Júnior, que tinha 12 partidas do Brasileiro pela frente para "salvar a temporada". Já em outubro, foi anunciada a venda de Paquetá para o Milan, da Itália, o que fez o bastidor do clube, que já vivia o clima da eleição presidencial, efervescer ainda mais.

Virando a página e chegando a 2019, por outro lado, a movimentação do grupo foi no início do ano, com as chegadas de Rodrigo Caio, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol, fazendo com que Jorge Jesus possa assumir o time com uma base. Ao menos até o momento, a mudança mais drástica que o time pode sofrer deve ser na lateral direita, com a chegada de Rafinha, que estava no Bayern de Munique, da Alemanha. Pará vinha sendo o titular e Rodinei o reserva imediato, mas a situação será analisada.

E por falar em Jorge Jesus, o treinador português assinou contrato de um ano, havendo uma garantia, ao menos no papel, de que o comando do time será o mesmo até o final da temporada.

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