Rubro-Negro foi superior na maioria do tempo, mas placar mantém o Tricolor vivo. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Rubro-Negro foi superior na maioria do tempo, mas placar mantém o Tricolor vivo. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Nesta semana, aconteceram os jogos de ida das semifinais da Taça Libertadores da América. Na terça-feira (01/10), River Plate e Boca Juniors se enfrentaram em Núñez e o atual campeão de La Copa se impôs diante do maior rival, levando para o jogo de volta a vantagem de 2 a 0. Ontem (02/10), Grêmio e Flamengo se encararam na Arena, em Porto Alegre. A exemplo do que ocorreu no Superclásico Argentino, uma das equipes foi muito superior. No entanto, diferentemente do embate entre os hermanos, quem deu as cartas foi o visitante e a superioridade não se refletiu de modo contundente no placar.

O empate em 1 a 1 não representa fidedignamente o quão melhor jogou o Flamengo de Jorge Jesus. Ao longo de todo o primeiro tempo, os cariocas desfilaram um futebol de encher os olhos diante de uma Arena lotada por mais de 50 mil tricolores. Parecendo não se dar conta disso, o Mengão atuou como se estivesse no Maracanã. O Grêmio de Renato, por sua vez, literalmente não viu a cor da bola na etapa inicial. O volume de jogo do Fla, que trocava passes, triangulava e contava com uma constante movimentação de seus jogadores de ataque e meio de campo para confundir a marcação gremista, rendeu dois gols. Ambos foram corretamente anulados pelo VAR e livraram o Tricolor de um desfecho quase que irreversível.

Durante os dias que antecederam a partida, Renato Portaluppi e Jorge Jesus trocaram farpas em declarações à imprensa. Ambos clamavam que seus respectivos times jogam o melhor futebol do país. Após a primeira etapa do jogo, ficou difícil não dar razão ao português. O dono da bola foi o Fla. Os cariocas ficaram muito mais tempo com a redonda, trocaram mais passes e foram extremamente mais efetivos. A intensa movimentação de Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta e Éverton Ribeiro deixou perdida a defensiva gremista. Na volância, Arão foi bem e Gerson, como de costume, deu aula.

O 0 a 0 levado pelas duas equipes ao vestiário não foi condizente com o domínio absoluto do Mengo. Sorte do Imortal, que voltou mais ligado para a segunda etapa e conseguiu colocar em prática seu estilo de jogo, que havia ficado escondido, ou melhor, sido anulado pelos cariocas no primeiro tempo. Everton Cebolinha teve a chance de abrir o placar para os gaúchos, após bela enfiada de Luan. Diego Alves fez uma grande defesa para salvar o Fla. Matheus Henrique, que pouco havia pegado na bola na etapa inicial, levou perigo em um chute da entrada da grande área. O goleiro flamenguista espalmou para escanteio novamente.

O time de Renato Portaluppi parecia ter se encontrado. Para o azar do Grêmio, o Flamengo não se desencontrou no jogo em nenhum momento. Mesmo quando viram o adversário crescer, os comandados de Jesus souberam se portar. O resultado? O Fla abriu o placar em um período do jogo no qual os gaúchos eram melhores. Após Gerson abrir espaço entre as linhas gremistas, se apresentar como opção e receber a bola, o volante deixou na direita com Arrascaeta, que mandou cruzamento preciso na cabeça de Bruno Henrique. O atacante do Fla ganhou a disputa aérea de Galhardo e testou para inaugurar o marcador. 1 a 0 Mengão.

Depois de aberto o placar, o embate ficou mais franco, entretanto, o Flamengo seguia melhor e ainda teve mais um tento invalidado por impedimento. Muito bem treinado, ciente do que tem que fazer, o Rubro-Negro não rifou a bola em nenhum momento. Cuidava bem dela, trocava passes e tentava envolver. Os cariocas sabiam que, se deixassem o Tricolor com a redonda, problemas poderiam aparecer. Em uma jogada na qual os cariocas tinham a bola no ataque, Filipe Luís sentiu após dividida, Éverton Ribeiro tentou dar sequência ao lance, mas foi desarmado.

O Tricolor dos Pampas rapidamente ligou contra-ataque. Maicon, que havia entrado na segunda etapa, enfiou boa bola para Cebolinha, pelo lado direito. O artilheiro do Grêmio fez as vezes de garçom e cruzou na medida para Pepê se atirar em diração da bola, na entrada da pequena área, e empurrar para o fundo do gol do Flamengo. Era o empate gaúcho. 1 a 1.

Empate com sabor de vitória para o Tricolor Gaúcho, que viu-se amplamente dominado na maior parte do jogo. Para o Flamengo, ficou o gostinho de que poderia ter feito mais se tivesse aproveitado melhor as oportunidades, convertendo-as em gol. De qualquer forma, o Fla leva a vantagem para o Maraca e entra em campo classificado. O Grêmio, por sua vez, está vivo, é copeiro e já mostrou que é capaz de reverter placares adversos em campos adversários. Tem que respeitar! Contudo, o time de Portaluppi precisará jogar muito mais do que jogou em sua Arena para superar o Mengo de Jesus e ir para sua sexta final de Libertadores. Sem dúvidas, será mais um grande embate entre os dois melhores times do país na atualidade.  

* Renan Riggo é jornalista esportivo (A Folha Esportiva) e assessor de imprensa da PPress Marketing e Comunicação

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