Torcida faz a diferença no protagonismo da equipe italiana. Foto: Reprodução/You Tube/RAI

Torcida faz a diferença no protagonismo da equipe italiana. Foto: Reprodução/You Tube/RAI

Nem é preciso ir a um autódromo em um fim de semana de Fórmula 1 para entender a diferença entre a Ferrari e as demais equipes.

Mesmo pela tevê, é possível notar a diferença.

A Ferrari tem torcida, e ela é espontânea.

Digo isso, porque é comum, um patrocinador "fechar" um setor para convidados e vestí-los com suas cores, transformando-os de uma hora para outra em "torcedores" dos carros "A" e "B" de uma determinada equipe.

Nada contra, faz parte do jogo.

O ferrarista não "vira casaca".

É torcedor fiel.

Na Itália, inclusive, pouco importa quem esteja nos cockpits dos carros escarlates.

Importa a vitória da Ferrari.

Em 1983, o italiano Riccardo Patrese, então na Brabham-BMW, foi vaiado durante o GP de San Marino, em Imola (território encravado na Itália) quando ultrapassou o francês Patrick Tambay, piloto da Ferrari. 

Patrese bateu a seis voltas para o final da corrida. Aí, recebeu aplausos dos tiffosi...

Tambay, o francês, com a Ferrari, venceu e foi ovacionado...

Resumindo: a torcida dos italianos não era pelo italiano Patrese, mas pela Ferrari conduzida por um francês...

Claro, comparações são inetiváveis. 

Se fosse um time de futebol, a Ferrari estaria para o Corinthians.

O domínio da Mercedes na atual temporada da F1, com cinco dobradinhas em cinco corridas, fez o "mundo" começar a cobrar a Ferrari por uma reação...

A McLaren, que está em jejum de vitórias desde o GP do Brasil de 2012 (triunfo de Jenson Button), não é cobrada da mesma forma...

A Williams, idem. Hoje rastejando pelas pistas, não ganha desde o GP da Espanha de 2012, com Pastor Maldonado.

Duas equipes gigantes, fortíssimas em outros tempos.

A McLaren ainda tem poder de reação. 

A Williams, salvo engano, precisará de muito esforço para, ao menos, voltar ao meio do pelotão.

Elas tem algo em comum.

Não tem torcedores.

Por isso, a Ferrari sempre será cobrada por resultados, seja por seus torcedores ou pela mídia.

Ela é protagonista, sempre.

O francês Patrick Tambay durante o GP de San Marino (em Imola) de 1983. Ele venceu a bordo da Ferrari. Os ferraristas comemoraram o abandono do italiano Riccardo Patrese, então na Brabham-BMW. Foto: Reprodução

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