Em 1996, ano que completou o centenário dos Jogos Olímpicos Modernos, recebi um livro de presente: "Os Jogos Olímpicos Na Grécia Antiga", escrito pela autora Lauret Godoy, o prefácio deste livro foi feito pelo Sylvio de Magalhães Padilha, presidente de honra do Comitê Olímpico Brasileiro, membro do Comitê Olímpico Internacional e antecessor na presidência do Comitê Olímpico Brasileiro.
Sylvio de Magalhães Padilha tece muitos elogios a professora e pesquisadora Lauret Godoy que também foi atleta e dirigente que acompanhou diversas delegações esportivas.
Lauret Godoy venceu um concurso literário promovido pelo Comitê Olímpico Brasileiro e continuou suas pesquisas, elaborou este livro que nos leva a um retorno no tempo e a entender o como e o porquê de fatos que marcaram os Jogos Olímpicos Antigo e Moderno.
O quarto dia de competição dos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga eram realizadas: Luta, Pugilato e Pancrácio. O Pugilato teve início (segundo as pesquisas da autora Lauret Godoy), em 668 a.C. e o vencedor foi Onomaste, posteriormente foi Onomaste quem ajudou a elaborar os regulamentos desse evento.
No Regulamento Técnico da CBB está: 776 A.C.
Em 1896, data dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna não houve boxe, o boxe foi inserido no terceiro Jogos Olímpicos da era moderna, 1904 em Saint Louis, EUA, mas no regulamento técnico da CBB consta que o boxe participou desde o primeiro, 1896.
Outro erro encontrado foi a data de quando e como o boxe chegou ao Brasil no Regulamento Técnico da Confederação Brasileira de Boxe.
Está escrito: "No Brasil, surgiu o interesse pelo boxe em 1918, quando alguns marinheiros franceses fizeram algumas exibições em São Paulo".
No livro do jornalista e pesquisador Henrique Matteucci, "Luzes do Ringue" escreve que a primeira data conhecida foi 16 de março de 1913.
Um ex boxeador peso-pena francês que havia trocado o ringue pela ribalta e cujo nome, infelizmente, perdeu-se na cauda do tempo - chegou a São Paulo com a companhia de ópera do célebre mestre italiano Tita Ruffo e na manhã de 16 de março de 1913 todos os integrantes da Companhia foram levados a visitar o Campo do Floresta.
O engenheiro paulistano Luís Araripe Sucupira conhecido como "Apolo Brasileiro" em razão do seu exuberante físico e que desconhecia boxe na época, fazia sua ginástica matinal no Campo da Floresta, na Ponte Grande (onde se localiza hoje a sede do Clube de Regatas Tietê), o mais importante parque esportivo de São Paulo na época. O engenheiro Luís Araripe Sucupira ao notar a presença de estrangeiros fez muitas exibições de ginástica para mostrar o seu visual de estátua grega, recebendo efusivos aplausos. Então um francesinho meio magro e de pouca estatura o desafiou para uma luta de boxe, com luvas, naturalmente.
O final dessa história foram muitas esquivas do francês evitando os golpes do "Apolo Brasileiro"e em seguida respondeu com alguns golpes no corpo do brasileiro e finalizou com um potente direto no nariz do Luís Araripe Sucupira, levando-o ao chão e fraturando o nariz do mesmo.
Oficialmente, o boxe nasceu no Brasil entre 1920 e 1921 com a organização das primeiras comissões municipais em São Paulo, Rio de Janeiro e Santos.
As regras "Queensberry"


As regras Queensberry foram elaboradas em 1865 por John Graham Chambers e não por John Sholto Douglas (8º Marquês de Queensberry).
Foram elaboradas em 1865, publicadas em 1867 e se solidificaram entre 1885 e 1891 quando todos os boxeadores e lutas passaram a obedece-la.
Por que John Graham Chambers deu o nome das regras de Queensberry?
Porque em 1860 John Sholto Douglas colaborou na fundação de um clube, o qual Chambers era sócio e em retribuição a fundação do clube, também aproveitando a "força política" do nome do John Sholto Douglas, Chambers deu o nome ao regulamento de boxe de regras Queensberry.
No Regulamento Técnico da Confederação Brasileira de Boxe está escrito que Marquês de Queensberry era um entusiasta do boxe, não, ele praticava provas a cavalo.
É dever da entidade esportiva a promoção da modalidade, mas sem perder a história da própria modalidade.
Aqui no Terceiro Tempo já escrevemos sobre diversos boxeadores brasileiros que fizeram história e boxeadores de outros países que marcaram época.
Também nos preocupamos em levar ao leitor histórias de como surgiu, de onde veio, como foi elaborado e em uma das colunas daqui do Terceiro Tempo, que os primeiros campeões brasileiros de boxe vieram das urnas e não dos ringues, diferente, mas a nossa história.
Imagens: Arquivo colunista
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