Entre 2000 e 2001, Felipão comandou o Cruzeiro em  75 jogos e conquistou dois títulos. Foto: Cesar Greco

Entre 2000 e 2001, Felipão comandou o Cruzeiro em 75 jogos e conquistou dois títulos. Foto: Cesar Greco

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Escolhido para tirar o Cruzeiro da maior crise de sua história e tentar impedir um rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro, Luiz Felipe Scolari fará sua segunda passagem pela Toca da Raposa.

Sem em 2020 Felipão precisará lidar com uma equipe fragilizada pela queda e pela gigantesca crise financeira, quando chegou pela primeira vez ao Cruzeiro em 2000, o treinador contava com elenco recheado de boas peças. Sorín, Ricardinho, Geovanni, Fábio Júnior, Oséas e Muller eram algumas das peças à disposição de Scolari naquele momento.

Felipão assumiu a Raposa logo depois da conquista cruzeirense na Copa do Brasil de 2000, com uma vitória memorável sobre o São Paulo. O técnico, que chegava com a credencial de campeão da Libertadores um ano antes com o Palmeiras, foi anunciado para substituir Marco Aurélio que conquistou o título da Copa do Brasil e se despediu do clube.

Com um time que vinha com histórico recente de títulos, Felipão levou o Cruzeiro até semifinal da Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro daquele ano) de 2000, mas acabou eliminado nas fases mais agudas: o time mineiro caiu nas semifinais diante do Vasco de Joel Santana e Romário, time que acabou campeão do torneio.  

Em 2001 a expectativa sobre o trabalho de Felipão era enorme. O ano começou com o título da Copa Sul-Minas de forma invicta, batendo o Coritiba na grande final. No Campeonato Mineiro daquele ano, porém, veio mais uma decepção: o clube celeste foi eliminado na primeira fase do campeonato que era divido em dois grupos.  A Raposa foi derrotada por América e Ipatinga e apenas empatou com a Caldense.

A segundo decepção veio no grande objetivo do clube no ano: a Libertadores.  O time de Felipão caiu nas quartas de final da Libertadores, para o Palmeiras, que vinha de um título em 99 e um vice em 2000.

Após a eliminação no torneio continental, Felipão se despediu do Cruzeiro rumo ao grande trabalho de sua carreira: o treinador deixou a Toca da Raposa para assumir seleção brasileira, naquele momento em crise. A história a partir desse momento todos conhece: Scolari classificou a equipe verde e amarela para a Copa do Mundo no Japão e na Coreia, e no ano seguinte conquistou o Pentacampeonato Mundial.

Com a passagem marcada por títulos, mas também por derrotas nos momentos decisivos, Felipão teve um aproveitamento de 63,5% no Cruzeiro. Foram 75 jogos a frente do clube, com 40 vitórias, 12 derrotas e 23 empates.

Dezenove anos depois, chegou a oportunidade de voltar à Toca. O cenário dessa vez é muito diferente e o experiente treinador de 71 anos chega num cenário de profunda crise.

Nada de assumir o time após a conquista de um título, ou de contar com elenco recheado de jogadores históricos. Felipão chega ao Cruzeiro que ocupa a 19ª posição na tabela da Série B. Vice-lanterna e com mais de 30% de chances de ser rebaixado para a Série C, o clube vem convivendo com sérios problemas financeiros. Com uma dívida ultrapassa R$ 1 bi, a Raposa não pode quitar os salários do treinador que receberá seus vencimentos de um dos patrocinadores do clube.

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