Genial para muitos, irresponsável para os críticos, argentino está perto de devolver o Leeds à Premier League. Foto: Divulgação

Genial para muitos, irresponsável para os críticos, argentino está perto de devolver o Leeds à Premier League. Foto: Divulgação

O nome Marcelo Bielsa será um dos mais comentados, elogiado ou criticado do futebol mundial na próxima quinta-feira, dia em que o histórico Leeds poderá garantir de forma antecipada o retorno à Premier League, após 16 temporadas de ausência.

Para o bem e para o mal, El Loco Bielsa, o argentino sobre quem é impossível ficar indiferente, estará certamente entre os personagens mais mencionados no Twitter.

Como sempre, os defensores dirão que Bielsa é um ideólogo da bola, um irradiador de influência que tem até mesmo Guardiola entre seus discípulos. Os críticos voltarão a lembrar que desde 1998 ele não vence um campeonato, quando triunfou na Argentina à frente do Velez Sarsfield.

O ouro olímpico de 2004 não vale nessa conta. Afinal, até Rogério Micale tem essa medalha. Fora que em Olimpíada ninguém compete com o que tem melhor. Pelo menos no futebol é assim.

As discussões a respeito das façanha e fracassos, igualmente estrondosos, de Bielsa serão apaixonadas. Ah, mas ele formou grandes times no Newell´s Old Boys, vice-campeões de torneios importantes.

Bom, mas nem passou da fase de grupos da Copa de 2002 com uma ótima geração de jogadores argentinos e ainda cometeu o imperdoável pecado de não levar Riquelme para o mundial.

Com Bielsa é assim. Tudo que diz respeito a ele é intenso. O futebol jogado por seus times, também. Tanto na alegria das vitórias, quanto na tristeza das derrotas.

Para o torcedor do Leeds, ele é ídolo. O time foi o último campeão inglês antes da era Premier League. Desde então nunca mais venceu nada. Se apequenou. Chegou a desabar para a terceira divisão. Enquanto isso, seu maior rival, o Manchester United, se tornou gigante mundial da bola. Humilhação suprema por se tratar de clubes de cidades próximas e de tamanhos semelhantes. E sem contar que esportivamente os arquirrivais não eram tão absurdamente desiguais como se tornaram nas últimas três décadas.

Nos velhos tempos, o Leeds chegou a decidir uma Copa dos Campeões, a precursora da Champions, contra o Bayern de Munique. Foi campeão nacional três vezes. Depois, mais nada.

Agora, sob a inspiração criativa do argentino, o Leeds está bem bem perto de, finalmente, se recolocar entre os grandes.

Irascível, maluco, intelectualmente honesto, inovador, irresponsável ou presunçoso. Bielsa tem de tudo um pouco. Só não dá para dizer que ele seja comum ou que passe incólume em meio à multidão de personagens da bola.

Bielsa é como George Orwell. Os críticos dizem que, com as palavras, o escritor inglês não foi dos grandes. Para os defensores, é uma referência há várias gerações de autor que dedicou sua obra a denunciar regimes autoritários.

Na bola e na política eles têm algo em comum!

Ótimo que seja assim!

Fábio Piperno
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