Certamente que muitos de seus jogadores combinaram perfeitamente com esta imagem, apenas para ilustrar alguns: Bellini, Mauro, Roberto Dias, Falcão, Leonardo, Kaká, Raí, Rogério Ceni e muitos outros.

Como toda regra, que para ser regra precisa ter uma exceção, a exceção neste caso coube justamente ao maior goleador tricolor de todos os tempos, Serginho Chulapa.

Foram 242 gols, ao longo de quase 10 anos de clube, período em que conquistou três títulos paulistas (1975, 1980 e 1981) e um brasileiro (1977).

Também coube a Serginho entrar na história do futebol brasileiro como um dos jogadores mais indisciplinados, com uma longa lista de expulsões e confusões.

Talvez a maior delas, aconteceu às vesperas das finais do campeonato brasileiro de 1977, quando em uma partida, em 12 de fevereiro de 1978, em Ribeirão Preto, contra o Botafogo, tão logo teve seu gol, de empate do São Paulo, anulado por indicação de impedimento, partiu para cima do bandeirinha e desfiu-lhe um pontapé.

Resultado, expulso, Serginho acabou desfalcando o São Paulo na final do campeonato brasileiro, foi suspenso por 14 meses, dos quais cumpriu 11, e foi afastado da Copa do Mundo de 1978, justamente em sua melhor fase. Com certeza a Seleção Brasileira sentiu sua falta também.

Quatro anos depois, durante a final do campeonato brasileiro de 1981, o goleiro gremista, Leão, passa o jogo inteiro tirando sarro do fato do atacante tricolor estar sofrendo de uma crise de hemorroidas.

Ao final da partida, sofrendo com a perda do título e sem paciência mais para aguentar as gozações de Leão, Serginho agride o goleiro gremista e novamente passa a ter a sua condição de artilheiro questionada, ainda mais para a próxima Copa do Mundo, a de 1982.

Desta vez, Serginho resolve se enquadrar, a se comportar, sob o risco de novamente perder a possibilidade de ser convocado. Após ganhar a posição frente ao favorito pela vaga, Careca, uma vez que quando foi cortado o atacante do Guarani era o reserva daquela fantástica equipe, Serginho realmente passou a se comportar em campo.

O que aconteceu?

Seu brilho apagou.

Ele não foi sequer uma sombra daquele atacante goleador do final da década de 1970.

30 anos depois, outro atacante tricolor, Luis Fabiano passa a ser efetivamente, e de forma devida, questionado por seus constantes atos de indisciplina.

Evidentemente que o atual atacante tricolor não possui, jogando pelo São Paulo, um currículo sequer próximo ao de Chulapa, mas certamente sua habilidade e faro de gol são inegáveis.

Também 30 anos depois, o jogador envolvido no lance que contribuiu com a decisão de Chulapa em se comportar, Leão, reforça o coro que o Fabuloso passe a ter mais controle e, se comporte.

Mesmo que por motivos distintos, e embora concorde que o atual atacante ainda deve para a torcida tricolor, me limito a fazer um singelo pedido:

- Cala a boca, Leão!!!

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