Treinador são-paulino relatou o carinho que tem recebido no clube do Morumbi. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Treinador são-paulino relatou o carinho que tem recebido no clube do Morumbi. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

No Brasil há menos de três meses, o técnico Hernán Crespo não esconde sua alegria. Em entrevista ao jornal argentino Olé, o treinador contou como foi seu início de trabalho no São Paulo e relatou a grande recepção que teve ao desembarcar no Morumbi.

“Encontrei reciprocidade de admiração. O argentino admira o brasileiro pelo talento e eles admiram nossa garra e a disciplina. Acho que o brasileiro tem menos receio de expressar seus sentimentos, são mais naturais. Por exemplo, aqui eles não têm escrúpulos em ir abraçá-lo em um gol por causa do que os outros dizem, ou de elogiar, não ligam para o que dirão. No Defensa , no terceiro gol da final (da Copa Sul-Americana) e quando o time explodiu, todos se juntaram para me abraçar, pois a emoção era tão grande que não importava mais. Desde que cheguei aqui, eles se abraçam sem problemas, não porque eu seja bom ou mau. Eles não têm nenhum problema em se falarem, eles sentem e transmitem isso a você, são muito afetuosos. Fizeram com que eu me sinta em casa”, contou o treinador.

“Eu cheguei e me trouxeram as camisetas do São Paulo com os nomes das minhas filhas, que não vieram comigo e nem as conheciam, fizeram isso simplesmente para me fazer sentir bem. Não acredito. Eles estão tentando sempre me fazer sentir bem, é um vai e vem. Eles estão me dando muito. É dar e receber. Eles tomaram como deles a minha frase ´onde as pernas não alcançam, o coração chegará´, algo que disse no Defensa durante a pandemia. E hoje ela está no vestiário do Morumbi. Uma frase minha está escrita e pra mim é uma loucura, algo muito forte. Eu não posso explicar isso. Sou eu, não me transformei. Eu não fiz nada que não fosse ser eu”, completou Crespo.

O treinador ainda destacou a boa relação que tem com uma das principais referências do elenco: o lateral Daniel Alves.

“O trato com Dani é natural, tanto pela experiência quanto pela idade. Ele não quer ser técnico, ele me diz: `Você é louco´. É natural pela experiência. Já jogamos várias vezes contra o Dani e agora voltamos a nos encontrar de outro lugar, em uma relação técnico-jogador, e é diferente. Ele é muito claro sobre isso e isso é bom. Existem coisas para grandes jogadores que não precisam ser explicadas. Eles sabem o lugar que ocupam, jogaram mais e sabem disso. E talvez tenha até que ter mais paciência com outros jogadores de futebol que não viveram as mesmas experiências mas que, no entanto, acreditam mais. O grande jogador não acredita, e às vezes o mais jovem acredita em alguma coisa. Dani é uma profissional impressionante e uma referência”, relatou o argentino.

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