Troféu do Mundial de Clubes de 2012 é objeto de disputa por conta de uma dívida corintiana

Troféu do Mundial de Clubes de 2012 é objeto de disputa por conta de uma dívida corintiana

Arthur Sandes e Ricardo Perrone
Do UOL, em São Paulo

Após ter a taça do Mundial de Clubes de 2012 penhorada pela segunda vez ontem, o Corinthians planeja sanar sua dívida com o Instituto Santanense de Ensino Superior em até quatro dias, segundo prometeu o presidente alvinegro Andrés Sanchez na tarde de hoje.

"Eu não sou do jurídico", respondeu Andrés, irritado, quando questionado sobre a situação. "Tem ônibus, caminhão, terreno, mas eles quiseram [penhorar] a taça - que é uma réplica, porque a original está na Fifa. Estamos tentando fazer o acordo e devemos pagar no mais tardar segunda-feira", afirmou o presidente do Corinthians.

Segundo advogados do Instituto Santanense, a dívida está entre R$ 2,5 milhões e R$ 4,5 milhões. O troféu já havia sido penhorado em novembro de 2018, mas uma liminar suspendeu a decisão já no dia seguinte. Foi este recurso corintiano que foi julgado na tarde de ontem, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), com decisão favorável à instituição de ensino por três votos a zero.

O troféu conquistado pelo Corinthians no Japão, em 2012, foi penhorado e avaliado para saldar o débito após tentativas de penhorar tanto a conta bancária alvinegra quanto o dinheiro da venda do meia Rodriguinho, hoje no Cruzeiro, para o exterior no ano passado.

Mesmo penhorada, a taça não deve ser tomada pela Justiça. Por ora, o clube não pode usar o troféu em qualquer atividade, nem vendê-la ou tirá-la do país, pois o objeto vai a leilão caso a dívida não for quitada no curto prazo.

Entenda o caso
A instituição de ensino executou o Corinthians para recebimento da dívida, já reconhecida pela Justiça. Para isso, pediu o bloqueio dos valores que o clube tinha a receber por ter chegado à final da Copa do Brasil. Oficiada para depositar o valor diretamente na conta da credora, a CBF respondeu no dia 23 de outubro que já tinha realizado o depósito nos cofres corintianos um dia antes, no dia 22.

Para o Instituto Santanense, a medida configurou fraude em conluio entre Corinthians e CBF. A empresa argumenta que, no dia 22, antes da CBF realizar o depósito, diversos veículos de imprensa já tinham noticiado a ordem de penhora. Além disso, aponta que, nos autos, o alvinegro já havia dado à entidade máxima do futebol brasileiro um recibo de quitação no dia 19 de outubro, três dias antes da data na qual a CBF depositou o valor.

"É inconteste que o Executado tinha ciência do pleito formulado pelo Exequente e, assim, em conluio com a CBF buscou adiantar o recebimento do prêmio ao qual fazia jus, frustrando, assim, o cumprimento da determinação judicial de bloqueio desses valores", diz o documento acusando a fraude.

Além da penhora da taça do Mundial, o Instituto Santanense ainda pede que todo o processo seja encaminhado ao Ministério Público, para a apuração de irregularidades.

Foto: Divulgação/SC Corinthians Paulista

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