Rivellino, o craque que jogou com Pelé, conquistou Sonia Braga, é ídolo de Maradona e sonha tabelar com Messi. Foto: UOL

Rivellino, o craque que jogou com Pelé, conquistou Sonia Braga, é ídolo de Maradona e sonha tabelar com Messi. Foto: UOL

BRUNO FREITAS E FELIPE PEREIRA
DO UOL, EM SÃO PAULO

Daqueles que não se faz mais

Rivellino é daqueles caras raros hoje em dia. A começar pelo bigode, que cultiva desde os anos 70 e segue vistoso até hoje, mais branco do que quando entrava em campo. Depois, tem a paixão por passarinhos. Para ele sorrir é só começar a falar sobre o canto dos curiós. Ele logo engata histórias e provavelmente vai citar Cyborg, o mais famoso dos passarinhos da espécie do Brasil.

Não é só isso. Um cara que jogou o fino da bola como ele pode se orgulhar de ter jogado ao lado de Pelé (e confidenciar que o "negão" era daqueles sem frescura, comendo bife duro e dormindo ao lado de escorpiões sem reclamar) e ser ídolo de Maradona (que chega a ser inconveniente sempre que se encontram). E ainda se imaginar tabelando com Messi e imaginar onde enfiaria a bola se estivesse em campo com a camisa do Barcelona.

O UOL Esporte sentou com Rivellino para ouvir opiniões e histórias de futebol. Conseguiu muito mais. Ele falou da mulher que encontrou no armário antes de um jogo da seleção, do affair com Sônia Braga, das amizades com Luciano do Valle e Faustão e dos nãos que deu para São Paulo, Santos, Palmeiras e Real Madrid. Confira:

Rivellino tabela com Messi

O Real já recebeu um não de Rivellino

Não é de hoje que o Real Madrid é interessado em craques. Um dia nos anos 70, a comissão técnica do clube viu Rivellino jogar. Foi paixão à primeira vista e os espanhóis tentaram levar o jogador para a Espanha. Na época, ele estava no Fluminense, astro do time conhecido como `máquina tricolor´. O negócio não foi para frente.

O Horta (presidente do Fluminense) pediu bastante na época. E antigamente também era diferente.”

Riva não sabe o que encontraria na Europa naquela época. Mas ressalta que entraria em campo para chamar a responsabilidade e decidir jogos. “Ia para ser protagonista. Como a maioria dos brasileiros antigamente era. Um Ronaldo, um Romário, um Rivaldo, um Bebeto, um Djalminha, um Zico”.

Período de adaptação é piada...

"Que nem o Neymar, não precisou se adaptar. O Gabriel Jesus praticamente tá entrando e fazendo gol. Esses caras que...esse papo de adaptação, são os que não têm condição de jogar"
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Ao ser perguntado se conseguiria se adaptar ao futebol europeu

Maradona, o homem que copiava

Antes da Copa de 2014, Maradona fez um programa para uma televisão venezuelana e Rivellino foi convidado. Acontece que a adoração do argentino por Riva supera os níveis normais. O brasileiro lembra que Maradona ignorou os demais convidados e ficou hipnotizado ouvindo-o falar.

“De repente, ficou ele e eu falando de bola. O cara não falava nada. Foram 20 minutos e ele só ouvindo”, conta Riva. “Se estiver com ele, o Maradona não olha pra outra pessoa. Só pra mim. Ele tem um carinho impressionante”.

Rivellino ressalta que os dois faziam muita coisa acontecer em campo com a perna canhota. Incluindo com lances smilares. “Eu vi um documentário na TV argentina e pensava: isso aí eu já fiz. Será que ele copiou? Será que ele viu? Porque, graças a Deus, eu tinha um pouco de habilidade. E ele tem muito essa habilidade”.

"Sempre o mencionei como um dos grandes e muitos se surpreenderam. Não sei por quê. Era a elegância e a rebeldia em campo"
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Diego Maradona, falando de Rivellino em sua biografia ?Yo soy el Diego de la gente?

O não ao Palmeiras: "Trataram como se fosse lixo"

A proposta indecorosa do Santos

Rivellino quase jogou no Santos de Pelé. A proposta, porém, envolvia uma bizarra regra do mercado de transferências dos anos 70 e um boicote por parte do jogador. Naquela época, o atleta era preso ao clube e só poderia sair se seu passe fosse comprado. Quem ficasse sem jogar por seis meses, porém, via seu passe perder valor – a depreciação acontecia a cada 30 dias, por lei.

O Santos queria usar essa manobra: Riva ficaria meio ano sem jogar e, depois, seria companheiro de Pelé. “Pô, mas parar seis meses? Eu só parava quando era expulso. Aí você pegava o jornal: `Santos tá sem dinheiro e vai vender o Balneário´. Eu fiquei naquela dúvida... O Corinthians fez uma proposta muito boa e acabei renovando.”

"Antigamente tinha esse laço... Não é que nem hoje em dia quando você pensa no seu mercado. Eu não me via fora do Corinthians”.

“É claro que eu gostaria de jogar no Santos. Mas estava bem no Corinthians. Antigamente, a gente criava raiz. Você vê o Pelé, que jogou a vida toda no Santos. O Ademir da Guia. Veio garoto (do Bangu) e jogou não sei quantos anos no Palmeiras”.

Convite do São Paulo para encerrar carreira no clube

Para completar o quarteto dos grandes clubes paulistas, Rivellino também flertou com o São Paulo. Ele deixou o Brasil aos 33 anos, mas jogou tão bem na Arábia Saudita que seguia cobiçado pelo mercado no início dos anos 80. Mas ele estava machucado.

Quem abriu as portas para sua recuperação foi justamente o São Paulo, que desde aquela época recuperava atletas. “Quando eu encerrei minha carreira, estava fazendo tratamento no São Paulo e queriam me contratar. Fiz um treino. No São Paulo tem aquela mística de jogadores antigos. Mas eu falei: não quero mais jogar. Acabou. Não quero mais bola."

Rivellino se aposentou depois de todos os grandes de São Paulo tentarem sua contratação. Jogou apenas no Corinthians e se tornou um gigante na história do clube. Ironicamente, não conquistou nenhum título pela equipe alvinegra.

"A maior homenagem que recebi na vida. Você tá marcado eternamente, né?"

"Só se jogarem uma bomba ou terminarem com o Corinthians vão arrancar meu busto de lá. E se você analisar: quantos bustos têm? Parece que são quatro ou cinco. Porra, desde 1910, a fundação do Corinthians. Veja quanto anos... São mais de cem anos e quantos têm esse privilégio?"
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Sobre o busto erguido em sua homenagem no Parque São Jorge

O mito sem taça (ou o dia em que ele voltou a pé do Morumbi)

Folhapress

Corinthians e Palmeiras decidiram o Campeonato Paulista de 1974. Era a chance perfeita para o Corinthians sair da fila. Riva podia conquistar seu primeiro título pelo clube que o formou como jogador de futebol. O destino, porém, queria que Rivellino fosse um mito corintiano sem títulos. E seu time perdeu a decisão por 1 a 0.

“Fui para lá moleque. Fui recebido de uma maneira tão carinhosa, sabe? Mas nós perdemos o título e eu fui a pé para casa”.

Lembrando que, nos anos 1970, o Morumbi ainda era um bairro distante na cidade de São Paulo – mesmo para Riva, cuja família morava na zona sul paulistana.

No caminho, mil coisas passaram na cabeça do então astro do time. “Estava decepcionado, porra...Pensando na vida. Puta, mas não é possível. Por que você aí já começa: quando eu vou ter uma outra oportunidade assim de novo?”

Ele não sabia, mas foi a sua última partida pelo Corinthians. Rivellino foi fritado por parte da imprensa e trocou de equipe. Encontrou o caminho dos títulos no Rio de Janeiro, jogando pelo Fluminense.

"O Corinthians me deu tudo. Hoje vocês estão sentados aqui e foi o Corinthians que me propiciou essas oportunidades. Eu amo o Corinthians"
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Declarando amor ao clube que o revelou

Motor da máquina tricolor

O Brasil dos anos 70 era um lugar em que os ganhadores da Copa do Mundo jogavam no país. Rivellino teve proposta de ir para o Real Madrid, mas não se incomodou em ter permanecido no Fluminense.

“O Fluminense estava toda hora com a bola no pé. É que não tinham esses dados, quanto tempo fica com a bola, erros de passes. Meu time de 75/76 do Fluminense, pô... Tanto é que denominaram a máquina tricolor. Era uma coisa de louco. A gente jogava o Brasil todo e ganhava de todo mundo. E se fosse por pontos corridos merecia ter sido campeão brasileiro em 75 e 76”.

E ele também ficava feliz ao olhar para o banco de reservas. O time era treinado por Didi, craque da seleção brasileira e um dos ídolos de Riva. “Você lembra do Didi? Eu adorava ver o Didi jogar. A maneira de bater na bola, de enxergar jogo. Eu tive a felicidade de ele ter sido o meu treinador no Fluminense”.

A surpresa antes da Copa: uma mulher invadiu seu quarto

Pelé: grande dentro e fora de campo

A seleção brasileira na Copa de 70 é citada por muitos como a maior equipe da história do futebol. Naquele time, Rivellino fez o que não conseguiu em seu clube: jogar com Pelé. E ele diz que, além de bola no pé, o “negão” era bom de grupo.

“O Pelé é inteligente. Ele já era bicampeão do mundo e poderia falar que a gente tinha de dar a bola para ele. Não! Ele fez parte do todo. Aquela seleção era um todo. Não era só Pelé. A gente não tinha a obrigação de pegar a bola e dar pra ele. Claro, seria até mais fácil pra mim”.

Rivellino conta que Pelé era uma estrela sem estrelismo. “Não reclamava se o bife estava duro, se a cama tinha escorpião. Eu nunca vi aquele homem reclamar de nada. Pelo contrário. O maior exemplo que eu tive dentro do futebol. Tinha hora que a gente não aguentava os treinos. Mas ele é impossível: aquele homem não cansa nunca”.

Linha direta com o presidente

Copa de 70, dia da estreia e Rivellino é chamado pelo chefe da segurança, o militar Jerônimo Bastos. Ele entregou o telefone para Riva e, no outro lado da linha, ninguém menos que o presidente da República, Emílio Garrastazu Médici.

“Eu falei com o presidente em todos os jogos que nós fizemos em Guadalajara. Ainda bem que era papo de torcedor. `Vamos ganhar?´ Sim, vamos ganhar, se Deus quiser, presidente. Não falei depois da final porque aí já viraria bagunça, né?”

O desmaio após a final da Copa e a ameaça ao bigode

A conquista do tricampeonato Mundial foi motivo de tanta festa que teve jogador se empolgando além da conta. Quase sobrou para uma das marcas registradas de Rivellino: o bigode.

“Os caras no vestiário estavam empolgados. O Brito era um cavalo e me travou no chão. Falou para arrancar o bigode. Eu pedi pelo amor de Deus pra não fazerem isso. Pedi para o Antônio Passos, que era o chefe da delegação: `Pô, doutor, o meu bigode tá legal´. Aí ele aliviou. Mas iam tirar o meu bigode mesmo. Era o Brito, o Fontana, o Joel...tudo homenzinho fraco”.

Antes desse episódio, porém, Rivellino preocupou os colegas: minutos depois do fim do jogo, ele desmaiou: “Apaguei... E acordei errado. Foi emoção, stress. Sabe que aquela seleção que é até hoje considerada a maior seleção? Saímos daqui totalmente desacreditados. Tanto é que quando nós fomos desfilar no Rio havia cartazes e mais cartazes pedindo desculpas”.

Romance com a mulher mais desejada do Brasil

Na década de 1970, Sônia Braga causou um furacão ao interpretar Gabriela. A personagem era uma morena de comportamento ora ingênuo, ora extremamente provocante, que seduzia sem querer. Naquela época, Sônia poderia ter o homem que escolhesse. Rivellino foi esse cara.

“Foi um caso maravilhoso que passou na minha vida. Foi um momento, passou. Mas o que aconteceu foi fantástico. Uma pessoa maravilhosa. Tenho um carinho, um respeito muito grande por ela”.

Rivellino preferia ser discreto a respeito do relacionamento com a atriz. Ele passou a falar do caso nos últimos anos, depois que a própria Sônia Braga tratou do tema.

Luciano do Valle sonhou treinar a seleção brasileira

Uma ideia do narrador Luciano do Valle voltou a reunir aquela seleção de 70 (e outros jogadores históricos) anos depois. O projeto era montar um time de másters com craques de várias gerações e disputar partidas e torneios promocionais.

Uma das estrelas era Rivellino. “Foi o Luciano que criou. E ele era o treinador. Ganhamos a Copa Pelé, e o próprio Pelé jogou uma partida. Era muito legal. A gente viajava o Brasil todo, lotava os estádios”.

Os torcedores viam estrelas da Alemanha, Itália, Uruguai, Holanda e França – até mesmo Michel Platini participou de alguns jogos. Em um domingo, Rivellino marcou um golaço do meio de campo que foi escolhido o Gol do Fantástico. Mesmo sendo em uma partida de másters.

Riva lembra que Luciano do Valle se empolgou tanto com a seleção de veteranos que chegou a cogitar assumir a seleção brasileira principal.

"Ele tinha um sonho de ser lembrado pra seleção brasileira. E falava "Quem sabe?" Eu respondia que sim. O Saldanha foi e também era jornalista"
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Em resposta bem humorada a Luciano do Valle

Vida de comentarista

Quatro Copas pela Bandeirantes, uma com o SporTV. Como comentarista, Rivellino também tem um currículo invejável. “Fiquei mais de 20 anos trabalhando na TV Bandeirantes. Tinha um time que era fantástico. A gente fazia chover com o Luciano comandando. Em 86, no México, o Pelé estava conosco. O Luciano, pra mim, foi um dos melhores. Se não foi o melhor”.

Ele ressalta que a equipe e a estrutura da Bandeirantes era menor que a das concorrentes. Mas ainda assim, a audiência era boa. “Não tinha vaidade de querer aparecer, falar mais. A gente tinha prazer de estar junto. Ia com dez gatos pingados. Tinha emissora que ia com 200 e a gente incomodava”.

Tantas estrelas, porém, causavam alvoroço. Imagine um restaurante cheio de campeões mundiais em época de Copa? Ainda mais com Pelé no bonde... “Com o Pelé não dá pra sair. A gente ia num lugar meio armado pra gente ficar tranquilo”.

"Ficaria de saco cheio se ninguém me reconhecesse. Pô, se ninguém viesse tirar uma fotografia comigo era triste. É até uma recompensa pelo meu trabalho"
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Respondendo se gosta da fama

Dono de um curió mítico

Rivellino ama tanto passarinhos que costuma brincar que gastou três ou quatro apartamentos com eles. O mais conhecido que passou pelas mãos do ex-jogador foi Cyborg, que morreu em 2007. Passarinhos do nível dele valem coisa de R$ 200 mil.

Assim como o dono, ele era mais que campeão nacional: era hors-concours. Quando havia apresentações, centenas de pessoas faziam silêncio para ouvir Cyborg cantando.

Rivellino gosta tanto de passarinhos que sempre que viaja para praia ou sítio escolhe alguns para ir com ele. Ele mesmo limpa as gaiolas e da comida. E avisa: é reconhecido pelos animais.

Paixão por passarinhos: "Não me arrependo do que gastei"

A devoção ao pai

Rivellino tem uma tatuagem no braço com o rosto do pai. A figura de seo Nicola é importante até hoje para o ex-jogador. “Falar dele é difícil. Porque o meu pai na minha vida... Eu olhava, ele estava comigo aqui. Era meu amigo, era tudo na minha vida. Eu jogava o meu futebol tranquilo porque não tinha preocupação fora do campo. O velho Nicola era fantástico. Gente boníssima”.

Riva conta que aprendeu coisas que levou para a vida. Valores como honestidade, lealdade e sinceridade. Em resumo, fazer as coisas certas. Ele diz que se nunca ouviram falar um `A´ sobre Rivellino é por causa do exemplo que teve dentro de casa.

“Eu procurei passar esses valores e graças a Deus hoje eu tenho uma família maravilhosa. Tenho filhos que só me dão alegria. Estão seguindo a vida deles. Para um pai ver os filhos bem é um sonho realizado”.

Ô Loco, meu!

Na lista de amigos de Rivellino um famoso apresentador dominical salta aos olhos: Faustão. Os dois se conheceram quando o global era repórter de campo de futebol. “Ele ia me entrevistar no campo. Tenho amizade com ele não sei nem de quantos anos. Mais de cinquenta anos, pô...”

Riva vai a almoços organizados pelo apresentador da Globo e revive a amizade de décadas. “Esse é meu irmão. Adoro. Uma pessoa íntegra, maravilhosa, que realmente ajuda as pessoas. Muitos não sabem disso”.

Faustão foi ao velório do pai do jogador, já visitou o sítio da família e é amigo do filho de Rivellino. O ex-jogador ressalta que não precisa estar falando com o amigo todo dia para manter a amizade. “Mas quando nos encontramos, é uma satisfação, uma alegria grande”.

7 a 1 apagou Maracanaço

A seleção brasileira passou uma grande vergonha em casa ao ser atropelada pela Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Para Rivellino, essa derrota superou o maior fiasco do futebol brasileiro até aquele dia, o Maracanaço.

“Porra! Quem não ficou abalado? Maior vergonha! Ninguém tomou uma atitude, ninguém deu um bico, ninguém brigou. Parecia que era um treino, que é normal tomar de 7. Meu Deus! Apagou 50”, esbraveja.

Rivellino ficou tão abalado pelo resultado que ele mesmo foi procurar os resultados de todas as 123 vezes em que defendeu a seleção. Descobriu que nunca um time seu levou mais do que três gols em um jogo. Aconteceu uma derrota por 3 a 2 para a Tchecoslováquia e uma vitória de 6 a 3 sobre a Polônia. “Eu não somei as derrotas. Mas todas foram 1 a 0, 2 a 1. Graças a Deus".

Saudades do Maracanã de raiz

Atuar por quatro anos no Fluminense fez Rivellino jogar muitas vezes no Maracanã. Não aquele da Copa do Mundo de 2014, mas a versão anterior à reforma exigida pela Fifa. “Graças a Deus eu joguei no Maracanã antigo. Porque o povo ficava no fosso. Quando eu fazia gol ia no fosso. Não olhava pra cima. O verdadeiro torcedor ficava ali”.

O ex-jogador não curte a maneira teatral de torcer que existe hoje no estádio. Lamenta que não é mais permitido ficar em pé e brinca: “Daqui a pouco vão mandar usar gravata para entrar”.

O Maracanã era lindo, maravilhoso. É bonito hoje. Acham moderno, né? Tudo é moderno, tudo tem que modernizar. Mas eu sou à moda antiga. Prefiro o Maracanã velho”.

Jogadores estão mimados

Rivellino é crítico em relação à geração atual. Para ele, hoje os jogadores são mimados. A culpa, porém, não é dos atletas. “Não é o jogador. É a imprensa. Porque dão tanta ênfase que eles se tornam mimados. Hoje, realmente, tudo mudou. Jogador é popstar”.
Ele compara o momento atual com o tempo em que estava no futebol. “Todo mundo achava que jogador de bola era cafajeste, vagabundo, sem-vergonha... Hoje, não. Hoje você vê todo mundo empurrando a filha”.

Os meios de comunicação, porém, também ajudaram o futebol. Rivellino lembra que na Copa de 74 nunca tinha ouvido falar de Cruijff e do time da Holanda. “Que absurdo... Quando eu vi ele jogar, eu perguntava: Quem é esse cara, meu? Que jogador é esse? Você está entendendo? Eu não conhecia. Hoje eles ficam monitorando tanto que acham que um moleque vale 45 milhões de euros”.

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