Athletico e Inter fizeram um grande primeiro duelo, sobretudo de propostas. Foto: Miguel Locatelli/Clube Athletico Paranaense

Athletico e Inter fizeram um grande primeiro duelo, sobretudo de propostas. Foto: Miguel Locatelli/Clube Athletico Paranaense

O Club Athletico Paranaense e o Sport Club Internacional realizaram um ótimo confronto na noite de quarta-feira (11/09), pelo primeiro jogo das finais da Copa do Brasil de 2019. A partida aconteceu na Arena da Baixada, em Curitiba, e o Furacão superou o Colorado pelo placar mínimo, levando uma pequena vantagem para o jogo de volta, que será disputado na próxima quarta-feira (18/09), no Beira-Rio, em Porto Alegre. Tudo aberto na grande final!

O jogo, em termos táticos, não fugiu daquilo que se esperava. O Rubro-Negro paranaense, como de costume quando joga em casa, assumiu o controle da bola e tomou a iniciativa de jogar dentro do campo do Inter. Os gaúchos, sabendo disso, trataram de se postar de modo extremamente compactado, com uma linha de cinco jogadores protegendo os dois beques e os laterais.   

Durante todo o primeiro tempo do jogo, a proposta de Odair Hellmann se sobressaiu à de Tiago Nunes. O Furacão praticamente não foi capaz de furar o bloqueio defensivo do Colorado, porque havia poucos espaços para articular as jogadas entre as linhas de defesa e de meio de campo. Nunes percebeu que seria necessária uma movimentação maior e mais rápida com e sem a bola para desorganizar a forte marcação gaúcha.

E foi exatamente deste modo que o Furacão conseguiu furar a última linha do Internacional e abrir o placar. Ao décimo terceiro minuto da etapa final, Bruno Guimarães penetrou a grande área colorada e disparou um chute de destra sem chances para Lomba. O deslocamento e troca de posição entre Bruno e Marco Rúben, autor do passe, foi fundamental para quebrar a marcação do Inter.

O centroavante do Athletico, que passara todo o primeiro tempo estático no meio dos dois zagueiros do Inter, saiu da grande área e veio buscar o jogo na intermediária ofensiva. Bruno, percebendo o espaço deixado por Rúben, se infiltrou pelas costas de Moledo e recebeu um ótimo passe do argentino. A finalização no ângulo esquerdo de Lomba foi o bolo da cereja da grande jogada. Athletico 1 a 0.

O Inter, após sofrer o gol, até tentou sair mais para o jogo. No entanto, foram os paranaenses que quase aumentaram a vantagem. Rony infiltrou pelo meio, levou a marcação do Colorado e só parou na grande defesa de Marcelo Lomba. Os gaúchos até chegaram a criar alguma coisa, mas com pouca eficiência e pouco perigo.

Os números do duelo não mostram uma disparidade tão grande entre os dois finalistas. O Athletico finalizou nove vezes, enquanto o Inter chutou onze. Na direção do gol, foram três disparos colorados e dois athleticanos. Na posse de bola e no número de passes, os paranaenses deram um baile: ficaram com a redonda 63% do tempo de jogo e trocaram 537 passes. E foi sobre estes quesitos que a vitória foi construída, apesar do número menor de chutes ao gol.

O Internacional contará com o apoio de sua torcida no jogo de volta, mas também precisará pôr em prática uma postura diferente da que se viu ontem. A equipe necessita de um gol para levar aos pênaltis, portanto, tem que ser mais propositiva e menos passiva. O Athletico, por sua vez, terá que quebrar a sina do baixo aproveitamento nos jogos fora de casa e saber utilizar a vantagem construída a seu favor. Será mais um grande embate! 

* Renan Riggo é jornalista esportivo (A Folha Esportiva) e assessor de imprensa da PPress Marketing e Comunicação

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