Tite convocou a seleção para dois amistosos. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Tite convocou a seleção para dois amistosos. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Antes era o Edu Gaspar, agora é o Juninho Paulista. Tanto faz quem seja o coordenador de da Seleção Brasileira. O que importa e o que salta aos olhos do observador atento é o esforço que o ocupante do cargo da vez faz para justificar os absurdos cometidos pela empresa que escolhe os locais em que a seleção pentacampea do mundo realiza amistosos.

Os próximos serão dias 10 e 13 de poutubro, diante das “poderosas” Senegal e Nigéria. Os duelos estão marcados para Singapura, distante 17 mil quilômetros do Brasil. Neymar e cia enfrentarão quase 19 horas de voo. Isto caso não haja escala. Com  parada, podemos acrescentar aí mais umas dez horas de permanência no ar.

No seu site, no anúncio dos jogos, a CBF manchetou que seriam duas partidas “contra duas seleções fortes”. Questão de opinião. A CBF entende que Senegal e Nigéria são “fortes”. Fortes mesmo, entendo seriam seleções como a Alemanha, Inglaterra, Holanda, Itália, mesmo levando em consideração que esta última não vive no panorama do futebol mundial atual um grande momento. Mas, sem dúvidas, enfrentar os italianos com certeza traria muito mais proveitos do que os confrontos com senegaleses e nigerianos trarão.

Mas a CBF, Juninho Paulista e a comissão técnica da seleção têm de seguir a cartilha da ISE, empresa com sede nas Ilhas Cayman, que tem contrato com a entidade que comanda, mal, o nosso futebol.

A ISE paga US$ 1,05 milhão por jogo amistoso que arranja para a verde e amarela. Outros US$ 2,1 por partida são pagos pela Pitch, empresa responsável pela operacionalização do evento esportivo.

A ISE paga e fica com todas as receitas auferidas nas partidas, como ingressos e direitos de transmisões de todas as mídias.

E, de forma sutil, interefere na lista de convocações, pois determina que o jogador que for inserido na lista de convocados tenha “o mesmo valor de marketing” do que foi substituído.

O nome disto é interferência. Ou não?

Na entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, 20/09, para divulgar a lista de convodados para os dois jogos amistosos, os integrantes da comissão técnica e Juninho Paulista tiveram de responder às várias questões sobre os adversários escolhidos e também a respeito da logística que será utilizada para os duelos do outro lado do mundo.

Juninho Paulista e Tite disseram que Alemanha e Dinamarca colocaram dificuldades para realizarem amistosos com o Brasil. Juninho lembrou que, para o próximo ano, Rogério Caboclo, o presidente de plantão da CBF, já prometeu que, nas datas Fifa, os jogos do Campeonato Brasileiro não serão disputados. Ou seja, que não haverá choques de datas.

Esta promessa é antiga e jamais foi cumprida.

Ressalte-se o esforço insano que todos os membros da comuissão técnica fazem para justifticar o injustificável. Claro, todos eles precisam de seus empregos.

E, convenhamos, integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira dá status. Além disso, o salário não é de se jogar pela janela.

A visibilidade também não.

A conquista do título da Copa América realizada no Brasil trouxe mais segurança para Tite e os demais integrantes da comissão técnica em seus cargos. Dá para perceber que o treinador está muito tranquilo.

Está tão tranquilo que se deu o direito de levar Vinícius Júnior e Bruno Henrique para as partidas disputadas contra Colômbia e Peru há quinze dias, e aproveitá-los muito pouco. Fez pior com o lateral-esquerdo Jorge, do Santos. Levou o jogador para passear nos Estados Unidos e não o colocou em campo.

Agora, convocou Gabriel Barbosa, Rodrigo Caio, o goleiro Santos e Renan Lodi. Espera-se que, principalmente, Gabigol, destaque e artilheiro do Campeonato Brasileiro, tenha a chance de jogar bem mais do que alguns minutos.

Se não fizer isto, Tite dará razão a quem acha que ele não quer mexer na estrutura do grupo que tem às mãos.

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