Obra está em fase de pré-lançamento pela Gulliver Editora. Imagem: Olho Vivo Design

Obra está em fase de pré-lançamento pela Gulliver Editora. Imagem: Olho Vivo Design

O jornalista carioca Rodrigo Mattar, um dos principais expoentes do Brasil para esporte a motor, está lançando um livro que certamente agradará os fãs da Fórmula 1: "Saudosas Pequenas", pela Gulliver Editora, de Minas Gerais, obra que retrata em textos primorosos 41 equipes que integraram o grid da categoria e deixaram saudade e, a maiorias delas, um gostinho de "quero mais".

Atualmente no "Fox Sports", trabalhando como comentarista de automobilismo da emissora sediada na capital carioca, e comandando seu blog, o "A Mil por Hora", hospedado no conceituado site "Grande Prêmio", Rodrigo Mattar falou com exclusividade ao Bella Macchina do Portal Terceiro Tempo sobre seu livro de estreia, que está em fase de pré-lançamento, podendo ser adquirido através do site da Gulliver Editora (aqui).

Um trio de peso do jornalismo especializado em automobilismo abraçou o livro de Mattar: Reginaldo Leme, responsável pelo prefácio; e também Flavio Gomes e Luiz Alberto Pandini, que fazem a apresentação do mesmo. Flavio Gomes, aliás, tem dois romances publicados pela mesma Gulliver Editora: "Dois Cigarros" e "Gerd Der Trabi".

A capa de "Saudosas Pequenas", de Rodrigo Mattar, ficou a caro de Bruno Mantovani, e a maior parte das fotos é do consagrado Miguel Costa Jr.

Capa do livro remete à italianíssima Minardi, uma das 41 equipes presentes na obra escrita por Rodrigo Mattar. Fotos: Divulgação/arquivo pessoal de Rodrigo Mattar

O conhecimento de Rodrigo Mattar acerca do automobilismo vai muito além dos limites da Fórmula 1. Ele é um dos maiores estudiosos e especialistas no WEC (Campeonato Mundial de Endurance), sobretudo para a mais emblemática das provas do calendário deste, as 24 Horas de Le Mans. Aliás, tanto o WEC quando as 24 Horas de Le Mans, estão no radar do jornalista para futuros livros, bem como algumas categorias que ajudaram a formar uma plêiade de pilotos brasileiros que alçaram voos internacionais, casos da Fórmula Super Vê, Fórmula 2 Brasil e Sudam e Fórmula 3.

LIVRO NASCEU A PARTIR DO BLOG DO JORNALISTA E PEDIDOS DOS LEITORES

"Já quando eu fazia a série "Saudosas Pequenas" no blog, dezenas de comentários diziam `escreve um livro´, `isso tem que ir pra livro´, e eu empurrando com a barriga. Aquilo tudo saiu de um jorro na época de entressafra após a minha demissão do Grupo Globo e a volta ao mercado via Fox Sports. Então voltei a trabalhar e esqueci a ideia. Mas a angústia gerada pela Pandemia nos primeiros dias me motivou a buscar algo que suprisse minhas necessidades. Desde fevereiro eu faço terapia, depois de uma separação que deixou algumas marcas profundas. Mas não foi com minha terapeuta que compartilhei angústias. Foi com uma amiga de um grupo de relacionamentos, também psicóloga, com quem conversei pelo WhatsApp e ela tinha notado que precisávamos conversar. E no papo ela me aconselhou: `Faça alguma coisa que lhe dê prazer´. E veio o estalo... `PQP! O livro das "Pequenas´". E não é brincadeira: as primeiras linhas saíram em 1º de abril. Toda a parte de texto ficou pronta em um mês e meio e durante o processo de pré-lançamento deu tempo de ajustar, pôr mais informações importantes e cortar algumas coisas, tirar alguns excessos", explicou Rodrigo Mattar.

CRITÉRIO PARA DEFINIR UMA EQUIPE COMO "PEQUENA"

"O critério principal foi ser uma equipe que não figurasse nos compêndios como uma equipe vencedora na Fórmula 1. Muita gente perguntou para mim: `Ah, Rodrigo, mas a Fittipaldi não venceu e está fora da série´. Pois é, a Fittipaldi é um caso à parte. Tão a parte que eu estou antecipando um dos possíveis próximos livros que pretendo escrever. Outros critérios foram levados em conta, como o histórico, a relação afetiva com os fãs e fatos relevantes como o de uma equipe particular (Team Rebaque), do último piloto privado a marcar pontos na categoria. Isso tem 42 anos, é muita coisa. Os fãs precisam ter ciência do quanto a política matou a categoria a deixando proibitiva para as equipes de menor investimento. Também ficamos livres de muitos picaretas. Mas perdemos gente boa pelo caminho", ressaltou Mattar.

MINARDI, A MAIS QUERIDA DAS "PEQUENAS"

"Quanto a isso, acho que não resta dúvida. Giancarlo Minardi é o puro suco da paixão dos abnegados, dos apaixonados. Um italiano que começou com uma escuderia que não tinha o nome dele, que foi o primeiro e único a alinhar uma Ferrari particular - em corridas não-oficiais, é verdade - na Fórmula 1 e dono de uma equipe que virou o símbolo de luta, garra, entrega, abnegação e entusiasmo. Uma pena o modus operandi do esporte nos ter privado de Giancarlo, que foi pouco a pouco a partir de 1997 vendendo percentuais da equipe e se desfez dela quando Paul Stoddart a comprou. Mas é legal ver que Faenza, a cidade-sede da Minardi, tem que se orgulhar do que se ergueu lá e também das vitórias da Toro Rosso e da Alpha Tauri. Mesmo que ambas não tenham o carisma - e nem, dizem, a comida maravilhosa que era servida nos motorhomes da escuderia", lembrou.

A Minardi de Christian Fittipaldi puxando o pelotão no GP da África do Sul, disputado no circuito de Kyalami, em 1º de março de 1992. Christian, que largou em 20º abandonou na 43ª volta com problemas no motor Lamborghini. O brasileiro é seguido pelos carros do francês Olivier Grouillard, o nº 3 que é uma Tyrrell-Ilmor, a Larousse-Lamborghini (amarela) do belga Bertrand Gachot e, ao fundo, outra Tyrrell, a do italiano Andrea De Cesaris. Foto: Anuário Auto Motor - Reginaldo Leme

TRÊS EQUIPES QUE O ESCRITOR GOSTARIA QUE ESTIVESSEM NO GRID ATUAL

"Se eu tivesse que escolher três entre as 41 equipes que estão no livro e que poderiam estar no grid da Fórmula 1 até hoje, tenho certeza que poderiam estar ainda - se tivessem tido recursos e parcerias sólidas - a francesa Larrousse, a Minardi (óbvio) e a Scuderia Italia", opinou o jornalista e escritor.

UMA EQUIPE "PEQUENA" QUE PODERIA TER SUBIDO DE PATAMAR

"A Onyx poderia ter crescido. Mas a vaidade do belga Jean-Pierre Van Rossem, um mecenas estranhíssimo que a equipe teve durante um ano só e, do nada, ele desistiu da brincadeira e pulou fora pra ser político do senado belga, atrapalhou tudo. Ele tinha jatinhos caríssimos, dizia negociar com a Porsche e em um ano pulou fora do barco. Na temporada seguinte, sem evoluções no carro, os pilotos tinham medo de que as peças soldadas quebrassem a 300 km/h no meio de uma reta, causando um acidente. Antes de uma tragédia sem precedentes, a equipe faliu. Considerando o histórico na F2 e F3000, é uma equipe na qual acreditava seriamente no potencial", ponderou.

Stefan Johansson a bordo da Onyx-Ford em 1989. Sueco conquistou o único pódio da equipe britânica no GP de Portugal daquele ano (terceiro lugar), disputado no circuito do Estoril. Foto: Divulgação

MOTIVAÇÃO PARA NOVOS PROJETOS

"Sim. Estou motivado a escrever pelo menos mais três títulos, Um, já antecipei: a Fittipaldi e sua história, que merece ser celebrada e valorizada da devida forma. Depois, dois livros mais elaborados com a história do Mundial de Endurance e, para 2023, pretendo fazer um dos 100 anos das 24h de Le Mans. Não descartaria, contudo, fazer alguma obra sobre Fórmula Super Vê, Fórmula 2 Brasil e Sudam e Fórmula 3. Uma surgiu no rastro da outra, histórias entrelaçadas que dão um bom livro, também", projeta Rodrigo Mattar.

Satisfeito com sua primeira incursão literária, Rodrigo Mattar tem mais projetos sobre automobilismo em seu radar, incluindo as 24 Horas de Le Mans e categorias brasileiras. Foto: arquivo pessoal de Rodrigo Mattar

 


   

 

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