Intensidade do Alvinegro contrastou com apatia do Alviverde. Foto: Ivan Storti/Santos F.C

Intensidade do Alvinegro contrastou com apatia do Alviverde. Foto: Ivan Storti/Santos F.C

Na noite de ontem (09/10), o Santos Futebol Clube recebeu a Sociedade Esportiva Palmeiras na Vila Belmiro, em partida válida pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2019. Antes do apito inicial, os palestrinos ocupavam a vice-liderança do certame, com 47 pontos. O Peixe vinha logo atrás, em terceiro, com 44 tentos. Após o final do jogo, os papéis se inverteram. O Alvinegro assumiu a segunda posição com os mesmos 47 pontos do Alviverde, só que com uma vitória a mais. O resultado do embate foi 2 a 0 para o time de Sampaoli, que deu um nó tático em Mano Menezes e conquistou um triunfo categórico.

Se observarmos as estatísticas sem levarmos em consideração o que de fato ocorreu ao longo do duelo, diríamos que tratou-se de um embate equilibrado. O Santos finalizou 15 vezes; o Palmeiras, 13. Dos 15 chutes do Alvinegro, 6 foram em direção ao gol; dos 13 disparos do Alviverde, 3 tiveram a meta como direção. O Peixe ficou com a bola por 57% do tempo e o Verdão, consequentemente, por 43%. O time de Sampaoli trocou 473 passes, tendo um aproveitamento de 89%, ao passo que os comandados de Mano Menezes deram 363 passes e tiveram um aproveitamento de 84%.

Se levarmos em consideração os estilos de jogo de ambas as equipes, poderíamos afirmar que os números, de fato, mostram constância. No entanto, essa suposta regularidade não foi vista dentro das quatro linhas. O que ocorreu, na prática, foi um domínio absoluto santista nos primeiros minutos, o que ocasionou na construção dos 2 a 0 com menos de 20 minutos e, depois disso, um controle seguro das ações, de modo a não ser incomodado pelo rival da capital.

O time de Sampaoli, como é costumeiro quando joga em casa, começou impondo um ritmo alucinante ao jogo. Marcação alta quando o adversário estava com a posse e pressão constante no homem da bola a fim de recuperá-la e atacar através da rápida transição ofensiva. Quando tinha a bola (o que aconteceu na maior parte do tempo), o Santos trocava passes de modo extremamente vertical, sempre em busca do gol. A postura santista resultou nos dois tentos de vantagem antes dos 20 minutos da etapa inicial.

Gustavo Henrique, zagueirão de 1,96, aproveitou cruzamento realizado por Pato Sánchez e subiu livre, no miolo da defensiva alviverde, para testar firme para o fundo do gol de Jaílson, aos 14 minutos. Falha clamorosa da zaga palmeirense. Três minutos depois, o Santos chegou ao segundo gol. Após jogada pela ponta direita, a redonda sobrou oferecida para Pituca na entrada da grande área. O volante do Peixe disparou, Jaílson deu rebote e Marinho conferiu. De início, a bandeirinha havia anulado o tento por impedimento, mas rapidamente o lance foi corrigido pelo VAR e devidamente validado. Santos 2 a 0 e Verdão sem conseguir jogar.

O Santos teve outras oportunidades para aumentar sua vantagem, mas acabou por desperdiçá-las. O Palmeiras também chegou e poderia ter diminuído o marcador, é verdade. Contudo, não se percebia um ímpeto alviverde e qualidade com a bola nos pés para reverter a desvantagem. O Santos mantinha-se soberano. Continuava a marcar alto quando não tinha a bola e trocava passes com autoridade quando a possuía.

Depois da expulsão de Willian, o Palmeiras nada mais pode fazer. Com vantagem numérica, o time de Sampaoli colocou o de Mano Menezes na roda e a torcida santista lavou a alma gritando “olé” a cada passe certo de seu time, desentalando da garganta os 4 a 0 que o Santos havia levado do Verdão no primeiro turno, em São Paulo. O árbitro, percebendo que o Palestra estava vendido e querendo evitar confusão, terminou a partida aos 45 minutos, sem dar nenhum acréscimo.

Mais uma vitória da coragem para cima do pragmatismo. No momento, líder e vice-líder do Brasileirão possuem estrangeiros como treinadores. Há algum tempo atrás, medalhões da área técnica tupiniquim criticaram os “gringos” que atuavam no Brasil e clamaram que eles não traziam nada de novo, que não tinham nada a acrescentar. Será mesmo?

* Renan Riggo é jornalista esportivo (A Folha Esportiva) e assessor de imprensa da PPress Marketing e Comunicação

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