Foto: Ivan Storti/Santos Futebol Clube

Foto: Ivan Storti/Santos Futebol Clube

O presidente do Santos (no momento é Orlando Rollo, que vai logo avisando que o seu rollo é grafado com dois eles), tem mais uma dívida para pagar. Não bastassem os R$ 32 milhões que o clube deve ao Hamburgo, da Alemanha, pela contratação do zagueiro Cléber Reis, e os mais de R$ 20 milhões, ao Huachipato, do Chile, pela compra de Soteldo, agora vai ter de desembolsar mais R$ 4,4 milhões ao seu ex-treinador Jorge Sampaoli.

O argentino ganhou na Justiça do Trabalho, em primeira instãncia, ainda cabe recurso, o processo que move contra O Santos.

A 5ª Vara de Santos deu ganho de causa ao técnico, que saiu do clube da Vila Belmiro sem receber o 13º, FGTS e premiação pela classificação do Peixe para a Libertadores de 2020.

A argumentação do Santos é que Sampa pediu demissão no dia 9 de dezembro de 2019 e que, pelo contrato, ele teria de pagar uma multa de R$ 10 milhões. Segundo os advogados do Santos, no vínculo havia uma cláusula de que, se saísse antes do dia 10, o treinador teria de pagar a multa contratual.

A defesa do técnico, no entanto, conseguiu provar que Sampaoli pediu demissão do Santos dia 11 de dezembro.

Jorge Sampaoli foi contratado pelo Santos no final de dezembro de 2018. Na época, o presidente do clube, José Carlos Peres, afastado atualmente da presidência pelo Conselho Deliberativo, disse em inúmeras entrevistas que o contrato de Sampaoli tinha validade até dezembro 2020, quando terminaria o seu mandato no clube.

Poucos dias após assinar contrato, Jorge Sampaoli começou a reclamar das condições de trabalho que encontrou no clube.

Pedia constantemente a contratção de reforços.

Seus atritos com Peres se tornaram públicos.

Sampaoli falou várias vezes que gostaria que a sua multa contratual fosse retirada do vínculo com o clube.

Era um sinal claro de que não ficaria no Santos após o final do Campeonato Brasileiro.

Na época, o diretor de futebol remunerado do Santos era Paulo Autuori.

Ele teria sido contratado para ser o elo entre Sampaoli e Peres.

Seria uma espécie mediador.

O fato é que a a multa contratual, prevista para terminar em dezembro de 2020, sem explicações, perdeu a validade no final de 2019.

A pergunta é: Por que a multa, que era para valer até dezembro de 2020, passou a ter validade apenas até dezembro de 2019?

Quem foi o responsável por este “ato de benevolência” com o técnico argentino?

Foi Peres?

Ou foi Paulo Autuori?

Seja quem for, agora quem vai ter de pagar será o Santos.

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