Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Foto: Divulgação

Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Foto: Divulgação

Você certamente já ouviu dizer que o futebol brasileiro nada mais é do que um reflexo do país. E nestes tempos de pandemia essa definição parece cada vez mais verdadeira.

Se estamos vivendo como nação um momento extremamente delicado do ponto de vista da economia e da saúde pública, também atravessamos uma tempestade no futebol nacional.

Nos últimos dias foi possível assistir todo o esforço dos cartolas para a retomada do futebol e é aí que eles expõem suas entranhas, seus códigos de ética e sua - ausência de - moral.

Os diálogos vazados da reunião entre o presidente da CBF, Rogerio Caboclo, e os presidentes dos clubes das Séries A e B é o exemplo mais bem acabado de que para se sentar naquela cadeira o primeiro passo é não ter escrúpulo. Outra recomendação importante é não ter educação, respeito e postura. Assim se construiu ao longo de décadas o DNA do cartola tupiniquim. São raras e honrosas exceções que lutam contra este modus operandi e, normalmente, os bons sucumbem e desistem de seguir em frente.

Outro episódio que mostra bem como funcionam os bastidores da bola é a peregrinação da Federação Paulista de Futebol para realizar dois jogos do Paulistão em Volta Redonda. Graças a um prefeito desinformado, a entidade garantiu o agrado aos patrocinadores. Não sem antes doar leitos de UTI para o município. É o dinheiro sempre falando mais alto, se sobrepondo às milhares de vidas perdidas para a covid-19.

Essa difícil equação para um país pobre e subdesenvolvido de salvar vidas e preservar a economia não é fácil, mas vamos precisar seguir firmes e em frente, mirando a luz no fim do túnel que, por enquanto, ainda não está disponível, infelizmente.

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