Imagino o que devem estar pensando os outros jogadores da Seleção Brasileira. Foto: CBF

Imagino o que devem estar pensando os outros jogadores da Seleção Brasileira. Foto: CBF


Neymar, tal como joga, dando sempre um drible a mais, longe da área do rival, e irritando adversários e arbitragem com suas quedas mirabolantes, não é insubstituível, ou imprescindível, como diz Tite.

Neymar só será insubstituível e imprescincível, para a Seleção Brasileira ou qualquer time em que jogar, se começar a exibir seu talento inquestionável em prol de sua equipe, driblando sempre com o objetivo de chegar ao gol adversário, de preferência dentro ou nas proximidades do gol inimigo. É assim que todos os brasileiros e amantes do futebol querem que o craque jogue.

Confesso que estou ansioso para ver a Seleção Brasileira com Neymar, nos amistosos com a Colômbia, nesta sexta-feira, 6/9, e terça-feira, 10/9, diante do Peru.

Ele está há três meses sem jogar uma partida, oficial ou amistosa. E entra em uma equipe que, se não foi brilhante, foi solidária e consistente na conquista da Copa América disputada no Brasil.

Considero um absurdo a convocação do jogador, que neste momento não sabe se fica ou se vai embora do PSG. Adepto da meritocracia, Tite mostrou mais uma vez o quanto é subserviente na sua relação do Neymar.

Em um passado recente, insistiu em lhe dar a braçadeira de capitão. Agora, o convoca, quando o mais sensato seria esperar a sua volta aos gramados, pelo PSG ou por outra equipe.

Imagino o que devem estar pensando os outros jogadores da Seleção Brasileira que atuaram na Copa América conquistada em gramados brasileiros. Claro que eles não vão falar, mas devem achar estranho o comandante trazer para o time um jogador que está há três meses sem entrar campo.

Tite fez o que é mais confortável para ele. O técnico não tem força suficiente para deixar Neymar fora da lista de convocados. Nem Tite e nem qualquer outro treinador faria isso. Neymar é sinônimo de faturamento.

Muitos de seus patrocinadores também patrocinam a CBF. Nãoestou insinuando que houve ingerência da CBF para que Neymar fosse chamado. Nem precisa. Tite, ou qualquer outro técnico de plantão à frente da Seleção Brasileira, o convocaria.

O problema é que Tite, agindo assim, atira na lata do lixo o seu discurso de que o mais importante para ele é a meritocracia. Neste momento, Neymar não faz por merecer ter sido convocado. E, pior, ser escalado como titular em uma equipe que, sem ele, acabou de ganhar a Copa América.

O certo, e inquestionável, é que Neymar tem privilégios na seleção que nem Pelé teve.

 

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