Abel Ferreira, técnico do Palmeiras. Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras. Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

O Palmeiras ganhou do Defensa y Justicia por 2 a 1, fora de casa, tem 100% de aproveitamento na Libertadores da América, com três vitórias no Grupo A. Mesmo assim, o que o que leio e ouço é que o time de Abel Ferreira “ganhou, mas não convenceu”.

Besteira.

O que quer mais essa gente?

Que o Palmeiras seja o Flamengo? Não o desta temporada, mas o Fla demolidor e encantador de Jorge Jesus, que passava por cima de seus adversários e colecionava títulos a cada semana?

Pois que nem o Flamengo de Rogério Ceni anda tão arrasador assim. Ganha, como fez nesta terça-feira, do LDU, também longe de casa, mas passa apuros, oscila tanto que, muitas vezes, como foi no Equador, tem momentos de brilhantismo, mas deixa buracos em sua defesa, sofre gols, e depois tem de correr muito para não deixar a vitória escapar. 

E aí então quase sempre aparece o talento de jogadores acima do atual nível da bola nacional, como Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta, Everton Ribeiro...Quando estes ficam devendo futebol, o que é raro, Rogério Ceni tem opções aos montes em seu elenco e pode se socorrer de Vitinho, Pedro, Michael...

O Palmeiras não tem um atacante eficiente e acima da média como Pedro, hoje reserva conformado do Flamengo. Não convém nem falar da qualidade de Gabigol, Arrascaeta, Everton Ribeiro e Bruno Henrique, que o time de Abel Ferreira gostaria muitíssimo de ter.

Mas não tem.

O que poucos dizem é que o planejamento de dois anos atrás, com Alexandre Mattos fazendo dobradinha com a dona Leila Pereira da Crefisa, acabou faz tempo.

O time reforçou o seu elenco. Deu chances para jovens, que oscilam, como todos os jovens jogadores, daqui e de fora.

Esqueçam, o Palmeiras não vai encantar como o Flamengo encantou. E muito menos o Abel Ferreira é o Jorge Jesus.

Cada um tem a sua característica.

Abel é mais precavido, aposta em um jogo mais defensivo, com muita velocidade na hora de atacar. Mesmo se tivesse Gabigol, Arrascaeta, Everton Ribeiro e todas estrelas do Fla Abel jogaria assim.

É o seu estilo de jogo.

O Palmeiras não vai dar espetáculos.

Mas certamente vai continuar acumulando vitórias importantes e títulos. 

Não será o Flamengo.

Para desalento de quem, viúvas de Jorge Jesus, palmeirense ou analista, quer ver em um o que enxerga, ou enxergava, no outro.

 

 

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