Corote foi sondado para fazer parte do elenco do Fluminense, mas preferiu ficar em sua amada Muzambinho

Corote foi sondado para fazer parte do elenco do Fluminense, mas preferiu ficar em sua amada Muzambinho

Um dos maiores craques da história do futebol do Sul de Minas, Adolfo Vieira, popularmente conhecido como Corote, morreu na manhã desta quarta-feira (5), aos 95 anos, em Muzambinho-MG.

Na década de 1950, Corote atuou profissionalmente pelo Rio Pardo FC, Comercial da capital paulista, Muzambinho e Passense.

Em 1952, atuando pelo time de Passos-MG, Corote chegou a marcar um bonito gol em amistoso contra o Flamengo, que tinha Pavão, Dequinha, Joel, Índio, Esquerdinha etc. Já com a camisa do Muzambinho, fez o gol do empate em 1 a 1 contra outro time grande do Rio de Janeiro: o Fluminense de Castilho, Píndaro, Pinheiro, Didi etc.

Após a boa atuação contra os tricolores, foi sondado para fazer parte do elenco do Flu, mas preferiu ficar em sua pacata e amada Muzambinho. Lá, foi funcionário público federal da Escola Agrotécnica. Corote era filho da inesquecível e saudosa Dona Virgínia, portuguesa que montou uma das primeiras "vendas" da cidade do Sul de Minas.

O corpo de Corote será sepultado nesta quarta-feira (5), às 16h30, no Cemitério de Muzambinho-MG.

ABAIXO, CONFIRA O DEPOIMENTO DE MILTON NEVES SOBRE COROTE:

Querido corote, muito obrigado pelo que você fez pela Escola Agrotécnica e pelo futebol de Muzambinho-MG.

Você foi um gênio só não foi jogar no Vasco ou no Flu porque temia perder o emprego público federal. E também por insistência de sua mãe, Dona Virgínia, que ficou com medo `do menino se perder no perigo que era o Rio de Janeiro´.

Corote, você jogou demais!

 

Jogo em Muzambinho-MG, que marcou justa e emocionante homenagem a Corote, em 23 de novembro de 2013. Foto enviada por Lilian Teodoro

 

Corote, no centro, homenageado em Muzambinho, em 23 de novembro de 2013. Foto enviada por Lilian Teodoro

 

 

Elenco completo do Bandeirantes Futebol Clube, de Muzambinho. Em pé, da esquerda para a direita: Tenente Megale (pai de Décio Megale), Nei Baiano, Camila, Zé Milton, Tininho, Fominha, Alúcio, Dedém, Paulo Pingaiada e Pedro Viola. Agachados: Ronaldo Ésper, Ivan Surdão, Ditinho, Jamilinho Elias, Zé Orlando, Márcio Luiz (filho do Delega), Pedrinho do Monte Belo, Tôti, Corote e o saudoso massagista Renê Bernardes

 

 

Time da Associação de Futebol do Comércio de Muzambinho-MG em 1948. Em pé, da esquerda para a direita: Joaquim Teixeira Neto, Cabecinha, Bastiãozinho Pereira, Damiro (goleiro), Luiz Quirino e Zezão Romano. Agachados: Massa, Almírio Borelli (o Mizé), Jamilinho, Corote e Vonzico

 

 

Na foto, tirada no dia 7 de setembro de 1957, antes de Seleção de Muzambinho 3x0 Paraguaçu (MG), você confere, no "estádio" Professor Antonio Milhão, em pé: árbitro Euclides Carli, farmacêutico Salvador, Nino, Corote (era gênio, não é, doutor Antonio Douglas Dallora?), Bira, Bolota, goleiro Deotti, Ronaldo, o técnico José Fernandes e o diretor Ciro Mendonça. Agachados: massagista Benedito Dino (descobridor do radialista Milton Neves), Tatu, Lises, Hélio, Tunico e Paulistinha. Vejam o público lá atrás: um torcedor, além do muro. E o campo era de terra

 

 

Em pé: Tertuliano e Carlos de Pádua. Agachados: Clodoaldo, Rubinho e Corote

 

 

Vejam Corote no centro e Pedro Cartucheira à direita

 

 

Em novembro de 2018, homenageado por familiares e amigos de Muzambinho

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