Contratação do meia do Fluminense perdeu força no Peixe.

Contratação do meia do Fluminense perdeu força no Peixe.

O Santos está muito perto de oficializar a contratação do volante Camacho, que estava no Corinthians. Jogador de confiança de Fernando Diniz, o meio-campista já treina no CT Rei Pelé após rescindir com o Timão e será anunciado nas próximas horas.

A chegada do ex-corintiano praticamente fecha as portas da Vila Belmiro para o retorno de Paulo Henrique Ganso, atualmente no Fluminense.

Responsável por pedir a contratação de Ganso, Diniz estudava utilizar o camisa 10 mais recuado, fazendo a saída de bola da equipe, função antes exercida por Sandry, machucado, e hoje por Jean Mota. Essa é justamente a função de Camacho.

Ganso surgiu para o futebol como “o craque perdido”. O meia clássico, camisa 10 nato, nascido para servir seus companheiros com uma visão ímpar.  Houve quem apostasse que o armador brilharia mais do que seu companheiro de Santos, Neymar. Nada disso se confirmou. Ganso se tornou um jogador obsoleto, de baixíssima intensidade e pouquíssimo brilho. No futebol atual, com tão poucos espaços e marcação cada vez mais incisiva, o camisa 10 revelado no Santos foi “engolido”.

Em 2015, em participação no programa “Bem-Amigos”, do Sportv, Clarence Seedorf comentou que Ganso dificilmente brilharia na Europa jogando como “camisa 10”. O ideal para o meia- segundo o holandês na época, era atuar como volante. Seedorf usou o exemplo de Andrea Pirlo, da Itália. Parte da imprensa brasileira ironizou a avaliação e disse que seria um absurdo “colocar Ganso para marcar” – como se fosse esse o conceito passado pelo ex-jogador do Botafogo.

Hoje é justamente essa a função que Diniz quer para Ganso. Entre o meia do Fluminense e Camacho, parece que o treinador santista ficará com o ex-corintiano e, em todo esse contexto, por incrível que pareça, talvez o ex-volante do Audax seja mais útil ao Peixe do que Paulo Henrique.

Camacho está longe de ser um craque. Tampouco é o diferencial de uma equipe. Mas é um jogador inteligente, de boa dinâmica, bom passe, e que entende bem as ideias de Diniz. Levando em consideração que Ganso também não seria o craque da equipe, há pelo menos nove anos está longe de ser o diferencial de qualquer time, que entrega menos intensidade, é menos colaborativa sem a bola e ainda precisaria se adaptar a uma função nova (fato que poderia ter ocorrido pelo menos seis anos atrás, quando Seedorf deu a dica), não parece que “investir” em Paulo Henrique Ganso seja a melhor opção nesse momento.

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