Reflexões de um torcedor após o Réveilln da bola pós-Carnaval e a troca de técnicos que não respeita nem mais o vestiário. Foto: Twitter oficial / Afogados FC

Reflexões de um torcedor após o Réveilln da bola pós-Carnaval e a troca de técnicos que não respeita nem mais o vestiário. Foto: Twitter oficial / Afogados FC

O "Feio" é uma grande figura. A feição virou nome, já que ninguém se encoraja a perguntar o registro da certidão enquanto ele fala do seu Corinthians no bar do Dão. "Que o quê! Futebol é casinha, irmão! Adianta ficar soprando sopa de letrinha e numerinho (sic)?! Nada! Tá na casinha, é bão! Errou a casinha, não tem pranejamento (sic) e nem esquema tático, rapaz", vociferava na mesinha do carteado.

Tudo por causa do Ano Novo da bola, que aconteceu na última quarta-feira de cinzas. Sim, mais uma invenção do Feio, que saiu com esta após uma boa talagada de conhaque genérico, o que reanima, embora nem sempre desça macio. "Visse o Afogados! Lá da minha terra! Botou o galo no bolso e sem pescoço! Foi o Réveillon da bola, nêgo", gritava e gargalhava. O bicho é engraçado; todo mundo cai na resenha em dois tempos. Noves fora o teor etílico, até que o velho tinha razão.

O duelo pela Copa do Brasil entre Afogados e Atlético-MG foi mais um daqueles que justifica o meu carinhoso epíteto de "Copa do Capeta". O pequeno venceu o gigante, nos pênaltis ainda, superando o Avenida-RS e o Brusque-SC, que falharam nas disputas máximas contra o Corinthians. Era a cereja do bolo (para quem gosta, o que não é meu caso) de uma noite de Flamengo campeão e um empate improvável entre Santo André e o Timão do Feio; Feio Timão. 

Lembrei-me do companheiro Raphael Prates, com quem dividi microfone por 5 anos no rádio. Em sua conta apimentada no Twitter, ele sempre sentencia: "Desviou, entrou? Chance de acerto em 99,9%. Desviou, saiu? Chance de erro em 99,9%". Este é o verdadeiro Mito da Casinha. Aquela; retangular, com 2,44 metros de altura e tamanho de 7,32 metros de comprimento. Platão diria que é ele que dirige, de fato, o futebol. Criou mil chances, errou todas e levou um gol? É burro, não serve. Demite! Acertou a única finalização em jogo e ganhou? Genial, planejamento perfeito. 

E assim vivemos sob a pressão do jogo seguinte, demitindo técnicos antes, depois e agora também durante os jogos - o do Olímpia-SP caiu no vestiário no intervalo pela Série A3. Contrata caro e manda embora, promete e não paga. Deve, não paga, nega enquanto puder. E como anda difícil acertar a casinha no futebol brasileiro. Feio tem razão. "Tá ruim que tá danado" mesmo.

 

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