Estevam Victor Leão Bourroul Sangirardi morreu em 1994, aos 71 anos

Estevam Victor Leão Bourroul Sangirardi morreu em 1994, aos 71 anos

Estevam Victor Leão Bourroul Sangirardi, o Estevam Sangirardi, o inesquecível são-paulino Estevan Sangirardi, o primeiro rei do rádio esportivo-humorístico, comemoraria nesta segunda-feira (3) 99 anos de idade. 
 
O grande Sanja morreu no dia 27 de setembro de 1994, no Hospital Oswaldo Cruz, bairro do Paraíso, zona sul de São Paulo.

Ele tinha 71 anos (nasceu no dia 3 de janeiro de 1923). Foi casado com Olga Sangirardi, falecida em 10 de março de 2010, aos 86 anos. O casal teve um único filho,  Carlos Alberto Pastore (o famoso Doutor Pilico, hoje um dos maiores médicos do Brasil) e duas netas.

Sangirardi fez há 50 anos parte do que fizeram depois os brilhantes "Cassetas", da Rede Globo. Se eles brincavam com "Gavião Bueno", "Chicória Maria" ou "Pedro Miau", o velho Sanja já fazia isso na Jovem Pan-AM chamando de Osmar Guarujá (Osmar Santos), José Mistério (José Silvério), Fausto Silver (Fausto Silva), Milton Breves (Milton Neves), Wanderley Fogueira (Wanderley Nogueira), dentre outros.

Sangirardi, que trabalhou nas rádios Jovem Pan, Record, Bandeirantes e Tupi, e nas TVs Gazeta, Record e Tupi, além de a "Gazeta Esportiva", a "Gazeta Esportiva Ilustrada", deixou personagens inesquecíveis como Didu Morumbi, Pai Jaú, Comendador Fumagalli, Zé das Docas, além da impagável "Rádio Camanducaia".

Também foi colunista do "Diário da Noite", de 1975 a 1977, e trabalhou como diretor de relações públicas da famosa gravadora Odeon em meados dos anos 60.

Estevam Sangirardi revelou, dentre tanta gente, João Kléber, Beto Hora, Serginho Leite, Carlos Roberto Escova, Ciro "Biro" Jatene, Nélson "Tatá" Alexandre e Cassiano Ricardo.
 

Na pequena foto à direita, podemos ver o saudoso apresentador esportivo Sangirardi e sua equipe, que na época, animavam as tardes com o Show de Rádio


Menino, na década de 30 e nos anos 80


Na confraternização dos tricolores, outra bela imagem de Sangirardi e Antonio Leme Nunes Galvão, no centro da foto. Foto: Sarkis


Sangirardi, o segundo, da esquerda para a direita, segura o boneco de fraque e cartola com o ex-presidente são-paulino Antonio Leme Nunes Galvão. Foto: Sarkis


O bolo caprichado do São Paulo em comemoração do Tricolor. Com o boneco na mão, o saudoso Sangirardi, e o último, à direita, é o grande Odayr Batista. Foto: Sarkis


Na praia, o retrato do amor e da dedicação de Sangirardi à sobrinha Norinha. Foto reprodução do livro "Um show de rádio"


Sangirardi e Kalil Filho, no Show da manhã". Foto reprodução do livro "Um show de rádio"


A Noninha (Sangirardi) à direita e o Comendador Strufaldi (Eduardo Leporace) à esquerda, esbanjaram humor no programa "Praça da Alegria", de Manoel de Nóbrega. Foto reprodução do livro "Um show de rádio"


Ricardo Dias, Otávio Muniz, Sangirardi e Paulinho de Carvalho comemoram, na própria rádio, mais um prêmio conquistado pela Panamericana. Foto reprodução do livro "Um show de rádio"


Sangirardi, ainda em Piracicaba, já se preparava para enfrentar a cidade grande. Foto reprodução do livro "Um show de rádio"


Confira Weber Laganá, Sangirardi, Odair Baptista, Tatá Alexandre e Lua


O time da Rádio Jovem Pan na 1º Estação de Metrô, no Jabaquara, em São Paulo (SP). À frente, Tuta, o proprietário, Tutinha, Milton Parron (o quarto), Dona Ruth, Fausto Canova e Moisés da Rocha. Entre tantos, vemos Olga Sangirardi, Mário Fanucci, Randal Juliano (de chapéu), Aluani Neto, Ana Maria, Franco Neto, Franguinho, Geraldo Barreto, Maurício Calil, Ney Gonçalves Dias, Silvio Malagola, Marco Antonio Gomes, José Carlos Pereira, Chico de Assis, Chico Vieira, Afanásio Jazadji (de óculos escuros), Bento de Oliveira, Osmar Santos e tanta gente mais. Milton Neves, de barba, está lá atrás, bem no centro da foto, atrás de Afanásio Jazadji, encostado no vagão do metrô


Veja capa e contracapa do CD do inesquecível "Show de Rádio". Na foto da direita, vemos, no sentido horário: Cassiano Ricardo, Douglas "Raspitin", Luis Petroni, Ciro Jatene, Ivan de Oliveira, José Manoel (tocando o violão), Estevam Sangirardi e Alaor Coutinho (com o violão "descansando"). Grande time!


A emissora ficou possessa e divulgou manifesto de inconformismo contra o Grupo Globo. Como Edemar Annuseck, personagem desta página foi citado, reproduzimos aqui publicação da época do jornal "O Estado de S.Paulo", alusiva à polêmica e rumorosa contratação de Osmar Santos pela Rádio Globo AM de São Paulo. Na verdade, Osmar Santos, naqueles tempos, era o dono do rádio esportivo de São Paulo. É só foi embora porque seu talento e importância eram muito maiores do que qualquer emissora de rádio, isoladamente. E sua saída foi inevitável, até pela remuneração não compatível que recebia e pela perspectiva, confirmada, de ocupação de novos espaços em um grupo que não era, é ou será só rádio. E quem, fiel à Jovem Pan, não acompanhou Osmar Santos, ficando na emissora com bom aumento de ordenado, teve, mais tarde, o dissabor de ver seus ganhos salariais abatidos pela inflação e ainda considerados como "antecipação", perante futuros dissídios


Nas tabelinhas de futebol da Jovem Pan, nos anos 70 e 80, Sangirardi tinha página especial, merecidamente.


A vida de Estevam Sangirardi , de Carlos Coraúcci, sobre a biografia do ex-radialista.


Outro nome marcante das narrações do Desafio ao Galo: Estevam Sangirardi


 


 


 


 


 


À esquerda está Ney Gonçalves Dias. Dona Olga está de óculos, enquanto o padrinho Fernando Vieira de Mello assina o livro cartorial


Sangirardi está ao lado de Ney Gonçalves Dias e Fernando Vieira de Mello, que assina como testemunha do casamento do velho Sanja com dona Olga Sangirardi. Fernando Vieira de Mello, que hoje mora no céu, é nome do polêmico túnel sob a avenida Rebouças, obra da prefeira Marta Suplicy em 2004. Ela teve uma feliz idéia em homenagear o maior jornalista de rádio da história do Brasil.


Da esquerda para a direita: Vicente Leporace ( o Trabuco), Dr. Carlos Alberto Pastore (o Dr. Pilico), filho de Dona Olga e adotivo de Sangirardi, Emerson Fittipaldi, Sangirardi e Wilson Fittipaldi, o Barão


Esta imagem é de 1973, alguns anos de Serginho começar a trabalhar no Show de Rádio da Jovem Pan, mas vale pelo registro, pois ele ocupou esta mesma bancada com muito sucesso, por muitos anos. Da esquerda para a direita: Geraldo Barreto, Estevam Sangirardi, Odayr Batista e Nelson Tatá Alexandre. Com este quarteto, na avenida Miruna 713, Carlos Roberto Escova fez "trocentas" participações no programa, com a turma do Sangirardi. "Show de rádio, é alegria, ele chega, lá se vai nostalgia...". Quem não se lembra dessa musiquinha, hein?


 


Nesta imagem, presente ao lado de outros grandes jornalistas


Jogo de futebol dos funcionários da Rádio Jovem Pan, em 1973. Da esquerda para a direita, em pé: Hebe Camargo (a primeira e que foi a madrinha da festividade), Afanásio Jazadji (o sexto), Gilberto Pereira (o oitavo) e Estevam Sangirardi (o último). Agachados: Hamilton Galhano (o segundo). Foto enviada por Afanásio Jazadji

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