Vitória e fim de sequência negativa dão esperança ao torcedor. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Vitória e fim de sequência negativa dão esperança ao torcedor. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Na noite de ontem (06/11), o Sport Club Corinthians Paulista recebeu o Fortaleza Esporte Clube em sua Arena, em Itaquera, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem vencer há oito partidas, sequência negativa que resultou na demissão do técnico Fábio Carille, o Alvinegro, comandado interinamente por Dyego Coelho, precisava triunfar e dar uma resposta à Fiel. A vitória veio de forma sofrida, num 3 a 2 após sair perdendo, como estão acostumados os corintianos. Mas, mais do que o reencontro com os 3 pontos, o desempenho do Mosqueteiro no ataque – que vinha sendo o problema mais latente – animou o torcedor.

Coelho, como havia prometido e executado ao longo dos treinamentos que comandou antes do confronto frente ao Fortaleza, levou a campo uma equipe com novas ideias. Taticamente, o time também mudou. Ao invés dos esquemas 4-2-3-1 ou 4-1-4-1 que vinham sendo empregados na maioria das partidas por Carille, observou-se um esquadrão com 3 defensores, um volante protegendo a primeira linha, 5 homens no meio de campo e um no comando de ataque na fase ofensiva, configurando um 3-1-5-1. Ao se defender, o Corinthians lançou mão de duas linhas quatro, deixando Pedrinho e Boselli à frente, com menos obrigações na marcação.

Ofensivamente, a ousadia do interino Coelho deu certo. O Corinthians foi capaz de ter mais posse de bola, como não lograva há tempos, e as triangulações deram vida a um ataque que outrora se viu engessado e sem alternativas. O maior povoamento do meio foi fator fundamental para que a ideia do treinador desse certo. Pedrinho, mais centralizado, atuando na região onde rende melhor, também contribuiu para o bom desempenho do ataque. Com a bola chegando mais frequentemente e com qualidade, Boselli não deixou a desejar e meteu dois gols.

Defensivamente, no entanto, a performance não foi tão boa. O Corinthians deu espaços ao Fortaleza, sofreu dois gols e poderia ter levado mais, não fosse a boa atuação do goleiro Walter. Contudo, se analisarmos friamente, as dificuldades defensivas são normais, tendo em vista que o time atuou num esquema ao qual ainda não está tão habituado. Manoel, Gil e Danilo Avelar formaram a primeira linha. Gabriel fez a função de primeiro volante, logo à frente da defesa. A linha de 5 no meio de campo foi formada por Michel, Mateus Vital, Urso, Pedrinho e Janderson. Boselli – centroavante com mais recursos no elenco – comandou o ataque.

No final das contas, a vitória por 3 a 2 foi justa e demonstrou os pontos positivos e negativos que vieram como consequência das mudanças empregadas por Coelho. Apesar dos espaços cedidos ao adversário, o técnico interino provou que é possível jogar ofensivamente e que o elenco alvinegro possibilita melhores ideias e alternativas quando se tem a bola. No próximo sábado, às 19h, o Corinthians tem o Dérbi frente ao Palmeiras no Pacaembu, com torcida única palestrina. Prova de fogo tanto para Mano quanto para este renovado Corinthians, que ainda busca a participação na Libertadores de 2020. E aí, torcedor, a vaga direta na fase de grupos da Liberta ainda é possível?

* Renan Riggo é jornalista esportivo (A Folha Esportiva) e assessor de imprensa da PPress Marketing e Comunicação

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