Ambos, Corinthians e Santos, que só se livrou da queda no Paulistão na última rodada, flertam com a degola no Brasileirão

Ambos, Corinthians e Santos, que só se livrou da queda no Paulistão na última rodada, flertam com a degola no Brasileirão

Zé Roberto, ex-meia, Alexandre Gallo e  Willian Thomas receberam propostas para assumir o cargo de diretor remunerado de futebol do Santos e recusaram. O clube, antes de acertar com Fernando Diniz, ouviu um não dos treinadores Renato Gaúcho e Lisca Doido.

Marcelo Frazão, diretor de marketing do clube, já avisou a diretoria que não vai ficar. Everson Rocha, que era do setor de inteligência, que faz prospecção para a contratação de reforços, já foi embora.

A gestão de Andrés Rueda segue à procura de um diretor de futebol. Com a grana curta, está muito difícil encontrar quem aceite receber o que o Santos pode pagar.

O Corinthians demitiu Vagner Mancini há mais de uma semana e só na noite de domingo oficializou a contratação de Sylvinho, ex-lateral-esquerdo da equipe.

Trata-se de um neófito, um aprendiz de técnico.

A sua única experiência no comando de uma equipe profissional foi no Lyon, da França.

Dirigiu o time francês em onze jogos, com três vitórias, quatro empates e quatro derrotas.

Foi demitido.

Fará do Corinthians o seu laboratório.

É o que a diretoria corintiana tem para o momento. O clube foi esnobado por Renato Gaúcho, que também esnobou o Santos. Para se livrar do endividado Corinthians, Renato Portaluppi argumentou que prefere ficar com a família. Mas, claro, não quis mesmo foi se sujeitar ao salário miúdo que Duílio Monteiro Alves lhe ofereceu.

Miúdo para os padrões salariais dos técnicos brasileiros e estrangeiros de ponta que trabalham no país.

Não é o caso do demitido Vagner Mancini, que ganhava R$ 280 mil mensais.

O salário de Renato no Grêmio era de R$ 1 milhão.

O Corinthians teria lhe oferecido a metade (R$ 500 mil).

Renato Gaúcho agradeceu o esforço da diretoria corintiana, mas recuou.

Conselheiros corintianos afirmam que Sylvinho aceitou assinar contrato para ganhar R$ 300 mil mensais.

O último a recusar proposta corintiana havia sido Diego Aguirre. O uruguaio até que mostrou entusiasmo no início das negociações. Mas ao ficar sabendo que também não ganharia mais do que R$ 300 mil de ordenado, agradeceu o convite e encerrou o assunto.

A falta de dinheiro não é o único aspecto que une os alvinegros Corinthians e Santos neste momento.

O problema maior é a falta de perspectivas.

Andrés Rueda assumiu a presidência do Santos no início do ano e até agora não faz outra coisa a não ser quitar débitos deixados pelas administrações anteriores.

Diante do cenário financeiro, já avisou que, mesmo o clube tendo se livrado da punição da Fifa (o Transferban), só vai poder contratar jogadores por empréstimo. 

Ou, que é o que pensa em fazer com o meia Ganso, se o clube que é o dono dos direitos federativos do atleta, no caso o Fluminense, aceitar pagar mais da metade do salário.

Fora isso, nada feito.

Foi por isso que o Santos foi buscar Fernando Diniz, um técnico que não tem por hábito exigir a contratação de grandes estrelas.

Trabalha com a garotada e não faz cara feia.

O Corinthians, afundado em uma dívida de quase R$ 1 bilhão, fora os R$ 569 milhões, que ainda não pagou pela construção de sua arena, também projeta buscar jogadores em suas categorias de base para a disputa do Campeonato Brasileiro.

Que é, aliás, o que está fazendo desde o início da gestão de Duílio Monteiro Alves.

Enquanto o Palmeiras vive uma fase de fartura, proporcionada pelo dinheiro de sua patrocinadora, a Crefisa, e o São Paulo, campeão paulista neste domingo, também tem problemas financeiros, mas ainda pode ir ao mercado e contratar bons reforços, desembolsando grandes salários, a penúria de Corinthians e Santos é de dar pena.

A situação do Santos não surpreende.

O clube é mal dirigido desde a década de 1960, quando tinha um time de estrelas comandado pelo Rei Pelé.

A sequência de péssimas gestões nos últimos anos levou o clube da Baixada ao fundo do poço.

O problema do Santos é maior do que o do Corinthians, pois tem uma torcida infinitamente menor do que o rival da Capital e um número muito pequeno de sócios.

O Corinthians tem uma torcida enorme, só perde para o Flamengo, e um poder midiático e de marketing que pode colaborar para que a recuperação financeira seja, a médio prazo, uma realidade.

Resta saber se Duílio Monteiro Alves, o novo presidente, apoiado pelo ex, Andrés Sanchez, principal responsável pelo caos financeiro, terá capacidade para implementar uma política saneadora das contas do clube, capaz de dar um novo alento à Fiel Torcida.

O que é certo é que a realidade atual aponta que tanto Corinthians como o Santos são grandes candidatos ao fracasso no Campeonato Brasileiro.

Em termos de qualidade de elencos, estão atrás de Flamengo, Palmeiras, Galo, São Paulo, Grêmio, Internacional e Fluminense.

Ambos, Corinthians e Santos, que só se livrou da queda no Paulistão na última rodada, flertam com a degola no Brasileirão.

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