Fair play e amizade. É através deste lema que a FTT está há 7 anos brilhando com a melhor Comunidade Futebolística do Orkut e Facebook.

Fair play e amizade. É através deste lema que a FTT está há 7 anos brilhando com a melhor Comunidade Futebolística do Orkut e Facebook.

Fair play e amizade. É através deste lema que a FTT está há 7 anos brilhando com a melhor Comunidade Futebolística do Orkut e Facebook. Fundada no Orkut (a maior rede social da época) em 2006, por Bruno Steinberg, mineiro de Belo Horizonte, o seu nome inicial era Melhor Time de Todos os Tempos. A ideia original do Bruno era formar um fórum de discussões onde todos pudessem comentar futebol, enaltecendo os grandes jogadores e equipes sem as costumeiras ofensas tão presentes em outras comunidades, com cada um tendo a sua opinião respeitada e não se formando um local para inimizades, mas sim compartilhando formas de pensar e, porque não, com o objetivo de se formar novas amizades, independente da opção clubística de cada um.
Para garimpar tal utopia, o Bruno teve que pesquisar o perfil de muitas pessoas em outras comunidades futebolísticas para ver se enquadravam ao que ele estava procurando. Claro que inicialmente os primeiros participantes eram amigos de confiança dele, foram surgindo simpatizantes que solicitavam um convite e outros que eram automaticamente convidados por ele mesmo. Felizmente eu, Maurício Sabará, me incluo entre os convidados, pelo fato de um comentário meu numa comunidade que fazia parte (Loucos por Futebol, em homenagem ao conceituado programa da ESPN), agradou-o. A FTT passou a fazer parte da minha vida, sendo que todos os dias que acesso a internet a comunidade faz parte das minhas visitas.
O número de participantes foi aumentando e devido a muitos assuntos serem comentados, obrigatoriamente o nome da comunidade teve que mudar para Futebol de Todos os Tempos, abreviado para FTT. Foi criado um logotipo que permanece até hoje como selo de qualidade. A comunidade foi se destacando não pelo enorme número de participantes como de outras comunidades, mas sim pela qualidade dos tópicos criados, chegando a discussões que duravam semanas. Para entrar na FTT a fórmula era simples, pois bastava o membro ter conhecimento de futebol atual e principalmente histórico, mas acima de tudo entender o lema da comunidade. Conversas acaloradas acontecem e aconteciam (eu me incluo), mas sem partir para a ofensa pessoal, pois felizmente o mentor da comunidade, da mesma forma que os moderadores, estavam sempre atentos a qualquer irregularidade. Infelizmente alguns (poucos) tiveram que se retirar dela, por não entenderem o seu intuito. Os tópicos foram construídos, com temas importantes sendo abordados, reconstruindo a história do futebol brasileiro e internacional, procurando resgatar tijolinho por tijolinho e até mesmo para subsidiar as novas gerações que também participam da comunidade.
E não é somente de futebol que vive a FTT, pois até mesmo outros esportes são comentados e assuntos diversos, claro, sem perder o foco original. Até mesmo um ex-membro resolveu usá-la para desabafar sobre problemas pessoais que estava passando. A comunidade, como uma família que sempre foi, ofereceu ajuda aconselhando-o e tentando entender os seus problemas. Felizmente as palavras de incentivo tiveram grande influência para superar os problemas que estava enfrentando. E claro que o Nome de Deus também sempre foi citado, sem ninguém querer impor uma preferência religiosa.


A marca da FTT foi crescendo, tanto é que foram confeccionadas camisas com o seu símbolo.
Outro fato que sempre foi um marco da comunidade são os famosos dois encontros anuais dos membros. No primeiro semestre sempre ocorre em Belo Horizonte (berço da FTT). E no segundo, um itinerante, com uma cidade à escolha dos participantes. Cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e São Lourenço já foram sedes de tais encontros. São momentos de descontração, onde os amigos se reveem, participando de uma boa conversa, visitando locais das cidades e, na medida do possível, indo conhecer lugares que tem alguma ligação com o futebol. Mas o que diferencia mesmo é a questão de cada pessoa poder usar democraticamente a camisa do seu clube de coração, sem ninguém se ofender, provando que a amizade fala mais alto. Todos que passam no local, vendo tal cena, se surpreendem , revivendo um tempo que não existe mais entre os torcedores.
No ano de 2009 ocorreu o primeiro encontro na cidade da qual nasci e resido: São Paulo. Tive a oportunidade de conhecer pessoalmente meus amigos, que só mantinha contato no universo virtual. Pude finalmente testemunhar o que significava tais encontros. A comunidade já era grande e bem organizada, mas sabia que poderíamos fazer algo a mais por ela. Após uma conversa com o Bruno Steinberg, propus de divulgá-la ainda mais, sugerindo que fosse criada uma revista digital, onde pudéssemos entrevistar ex-jogadores de futebol. Por ser jornalista, assumi a responsabilidade na minha cidade, com o Bruno fazendo a sua parte em Belo Horizonte. Iniciava assim mais uma bela página da FTT com o Blog Futebol de Todos os Tempos (http://www.ftt-futeboldetodosostempos.com/).
Toda a tentativa de contato no mundo do jornalismo esportivo é em algumas vezes complicada, sendo que demorei em obter as minhas primeiras entrevistas. Em BH, o Bruno teve mais sorte, conseguindo uma maravilhosa matéria com Reinaldo, o espetacular centroavante do Atlético Mineiro. Meu primeiro entrevistado tinha que ser alguém com muita história no futebol. Consegui então marcar uma entrevista com Oberdan Cattani, o eterno goleiro do Palestra/Palmeiras. Com o auxílio de Estela Mendes Ribeiro, fizemos uma dupla com muita sintonia, pois eu fazia as entrevistas e ela contribuía com as fotos e filmagens. Tudo feito de forma bem simples, sem microfone algum e a filmagem sendo realizada com uma câmera digital. O resultado ia ficando bom e éramos estimulados por entrevistas cada vez melhores. Tive a honra de entrevistar grandes nomes, como Luis Carlos Galter, Basílio, Cabeção, Dino Sani, Ademir da Guia, Ataliba, Dorval, Gilberto Sorriso, Geraldão, Mario Américo Neto, Ivair, Rafael Cammarota, Mario Travaglini, Tião, Ceci, Leivinha, Zé Maria, Jair da Costa, Julião, Rogério Hetmanek, Yeso Amalfi, Turcão, Edu Bala, Rubens Minelli, Zenon, Félix e uma bela matéria no Memorial da Portuguesa de Desportos. Bruno Steinberg não ficava atrás na sua cidade, entrevistando nomes como Dirceu Lopes, Eduardo Amorim, Palhinha, Caillaux, Jair Bala, Evaldo, Paulo Roberto, Abelardo, Zé Carlos, Paulo Isidoro, Dario, Buião, Tostão, Ronaldo Drummond, Oldair, Vantuir, Vaduca, Marques, Euller, Nelinho e tantos outros. Tivemos também um colaborador no Rio Grande do Sul (Celso Augusto Uequed Pitol), que gentilmente ofereceu uma entrevista que havia feito com o Aírton Pavilhão.
As entrevistas não eram feitas apenas com o foco jornalístico. Conheci pessoas maravilhosas, aprendendo a admirá-las não somente por se tratarem de ex-jogadores, mas também como seres humanos. Houve dois que guardo com emoção o momento que estive junto. Leonardo Colella, o Nardo, se emocionou muito com a lembrança (emocionando-me também).
Tornamos-nos amigos. Pouco tempo depois fiz questão de ligar para a casa dele cumprimentando-o pelo Dia dos Pais e no mês seguinte fiz o mesmo em relação ao seu aniversário de 80 anos. Infelizmente, algum tempo depois, veio a adoecer, fiz questão de visitá-lo no hospital, mas acabou falecendo.
Amílcar Barbuy Filho contou maravilhosas histórias do seu pai. Um simpático senhor que tem mais de 85 anos, com uma memória espetacular e que guarda com carinho uma relíquia do pai que tanto admira que é a camisa vestida por ele na conquista do Sul-americano de 1919, ainda com as manchas de suor do jogo, ou seja, devidamente preservada. Somos amigos até hoje e sempre que posso mantenho contato com esse simpático senhor.
O Blog FTT contribuiu para um crescimento ainda maior da comunidade. Sua marca tornou-se um selo de qualidade. Tive a oportunidade de ser convidado para participar de programas da allTV e das Radios do Corinthians e Piratininga para falar das entrevistas realizadas. Da mesma forma o Bruno Steinberg também foi entrevistado em 2012 pela Radio Globo. Tornou-se também fonte de consultas para diversos sites como Wikipédia e de programas esportivos, pois além da qualidade das entrevistas, as fotos também servem como referência.
Com o tempo a rede social Orkut foi perdendo espaço para o Facebook. A FTT também precisava fazer parte dela, então foi criada uma comunidade por lá. Muitos membros (me incluo) preferiam mais o estilo do Orkut, pois no Facebook os tópicos despencam com muita facilidade, sendo que no outro ficavam por semanas e meses à disposição, tornando as discussões cada vez mais interessantes.
A FTT continua firme e forte. Muita coisa muda na vida e na comunidade não poderia ser diferente. Mas o lema original permanece com o fair play e amizade sendo a sua marca registrada.
Agradeço a FTT pelas oportunidades surgidas, como apresentar um programa na allTV conhecido como Jornalismo e Cidadania (disponível no site da emissora) e da Radio Coringão, além da minha coluna semanal no Terceiro Tempo.
Sempre que for entrevistado deixarei claro que tudo começou com a Comunidade Futebolística Futebol de Todos os Tempos, a melhor do Orkut e Facebook.
Imagem: @CowboySL

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