Galo venceu o Unión La Calera na segunda fase da Sul-Americana. Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG/Via UOL

Galo venceu o Unión La Calera na segunda fase da Sul-Americana. Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG/Via UOL

O Atlético-MG mudou a concepção sobre a Copa Sul-Americana em pouco mais de um ano. Depois de desvalorizá-la na temporada passada, utilizando o time reserva e vendo o presidente Sérgio Sette Câmara chamá-la de "Segunda Divisão da Copa Libertadores", o clube adota outra postura e chegou até a preservar alguns atletas visando o jogo de ida das oitavas de final, diante do Botafogo.

Alguns pontos contribuíram para a visão distinta do Galo sobre o torneio. O primeiro é a questão financeira. Em 2018, o Athletico-PR foi campeão e faturou 2,5 milhões de dólares (R$ 9,4 milhões na cotação atual) pelo título. Um ano mais tarde, o campeão será valorizado e receberá 4 milhões de dólares (R$ 15,1 milhões). Ao longo da participação, cada finalista pode arrecadar até 6,75 milhões de dólares (R$ 25,5 milhões) nesta temporada.

Outro aspecto foi a pressão sobre a diretoria desde a postura adotada durante a participação no torneio em 2018. O fato não gerou repercussão positiva nas arquibancadas e culminou em vários protestos contra a atual gestão.

Em maio do ano passado, o Atlético iniciou a sua participação na primeira fase da Sul-Americana. Depois de perder por 1 a 0 na ida, os mineiros entraram com os reservas no jogo de volta e não saíram de um empate sem gols na Arena Independência. Após a eliminação, o presidente Sérgio Sette Câmara fez a sua observação sobre o torneio em entrevista à Fox Sports.

"A Copa Sul-Americana é a segunda divisão da Libertadores da América. É assim que enxergo. Se ela tivesse esse valor muito grande, as duas copas que o Atlético ganhou da Conmebol teriam mais valor do que na verdade têm. E olha que, naquela época, quem classificava não era o nono, o décimo. Era o segundo e o terceiro do Campeonato Brasileiro. A Sul-Americana, além de pagar pouco, ela tem pouco valor, você vê pelos próprios públicos que vêm comparecendo, se comparado com públicos da Libertadores. Entendemos que é um campeonato que poderia ser interessante se tivéssemos passado com essa equipe alternativa. Muito provavelmente iríamos continuar com essa equipe alternativa", disse o cartola, à época.

Um ano depois, a situação é distinta. O Atlético iniciou 2019 na Copa Libertadores e só passou a jogar a Sul-Americana por conta da eliminação na fase de grupos do principal torneio do continente. A estreia foi na segunda fase da competição. A postura, desta vez, foi de valorizá-la. Não à toa os mineiros atuaram com força máxima diante do Union La Calera, do Chile, e garantiram a classificação para as oitavas de final.

Titular do time comandado por Rodrigo Santana, o volante Elias diz que o Atlético sempre valorizou o torneio continental. Ele cita a vitória sobre o Zamora, da Venezuela, ainda na fase de grupos da Libertadores, como justificativa para a sua afirmação - na ocasião, mesmo eliminado, o Galo precisava vencer o adversário para ter uma vaga na segunda fase da competição. A equipe aplicou 2 a 1 no adversário.

"A gente nunca desprezou a Sul-Americana. A gente viu o esforço que foi feito lá no jogo da Venezuela. A gente tinha que ganhar o jogo para se classificar. A gente sabe o esforço que os jogadores fizeram para vencer o jogo. É um campeonato importante. O torcedor, agora, começou a entender isso e vai nos apoiar e muito para o jogo de volta", comentou.

Hoje, o Galo volta a disputar a competição diante do Botafogo. O jogo será às 21h30 (de Brasília) no estádio Nilton Santos (Engenhão) e é válido pela ida das oitavas de final.

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