O VAR é imprescindível num jogo que ficou muito mais rápido por conta do aprimorado preparo físico dos jogadores

O VAR é imprescindível num jogo que ficou muito mais rápido por conta do aprimorado preparo físico dos jogadores

No Troca de passes, programa do SporTV, deste domingo, o ex-árbitro Sandro Meira Ricci disse que alguns árbitros (seriam muitos?), sabem pouco de futebol e que só apitam porque tiveram dinheiro para pagar o curso de arbitragem que é realizado pelas federações. Ele disse, está gravado, quem duvida é só ouvir.

Isto é notório, já havia percebido.

Muitos lances que geram confusões, tanto nos árbitros de campo como nos do VAR, seriam facilmente resolvidos se quem estivesse com a latinha na boca tivesse um mínimo conhecimento de futebol.

Cito o lance que aconteceu no Corinthians x Vasco, na manhã deste domingo, na Arena Corinthians, em Itaquera. O árbitro, Ricardo Marques Ribeiro que, como o João da música “Domingo no Parque”, do Gilberto Gil, é o rei da confusão, estava bem próximo da jogada e é impossível que não tenha visto o zagueiro Manoel, do Corinthians, explicitamente escorar Fernando Miguel com o corpo, impedindo assim que o goleiro vascaíno fizesse a defesa. Foi visível. Manoel sai de sua posição para ficar ao lado de Fernando Miguel e impedir seus movimentos.

Ricardo Marques Ribeiro teve de se socorrer do VAR e só desta maneira, depois de longa espera, o lance foi anulado.

O VAR era inevitável. É imprescindível num jogo que ficou muito mais rápido por conta do aprimorado preparo físico dos jogadores de hoje.

A questão é o mau uso que está sendo feito dele. Arnaldo Cezar Coelho, também ex-árbitro, ex-comentarista de arbitragem e durante muito tempo “professor” de comentaristas de arbitragens da Rede Globo, disse em entrevistas que o “negócio VAR é extremamente rentável”. Portanto, Arnaldo não disse, mas é fácil afirmar que como o negócio dá lucro, a sua exposição torna-se cada vez mais necessária.

É o que estamos assistindo nas arenas e na tv. Durante os jogos e nos programas esportivos dos domingos à noite e da hora do almoço, o VAR virou personagem principal.

O VAR também colaborou, sem ter sido o protagonista principal para a grande polêmica da rodada. O Palmeiras reclama do gol anulado contra o Internacional, que lhe daria a vitória no Beira Rio e a possibilidade de chegar aos 48 pontos, e a um, portanto, do líder Flamengo.

O atacante Willian, do Palmeiras, realmente tocou a mão na bola, no lance que resultou no que seria o gol da vitória da equipe paulista. Só que ele foi empurrado antes. E isto não está previsto no adendo à regra feito pela Fifa e que manda anular o lance de gol que resulte de um toque de mão do atacante. Certamente o lance agora será motivo de discussões na entidade que comanda, e muito mal, o futebol mundial.

A alteração foi feita pela International Board em março deste ano. O texto da regra diferencia mão na bola de defensor e do atacante.

O que o texto não previu é que no futebol, seja ele jogado na várzea, na rua, na praia ou nas chamadas arenas dos nossos dias, um defensor pode, por malandragem, e a malandragem sempre existiu no futebol, provocar, seja com um toque sutil de corpo ou mesmo um empurrão, que a bola bata na mão do atacante.

Foi o que se viu no jogo do Beira Rio.

O que se exige, seja de um árbitro ou de quem faça o texto que modifique a lei do jogo, que ele entende pelo menos um pouco de futebol. É pedir muito?

 

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