Cobalchini está em sua 2º passagem pelo Inter e treinou time profissional aos 25 anos

Cobalchini está em sua 2º passagem pelo Inter e treinou time profissional aos 25 anos

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

Um técnico com 29 anos e histórias para contar. Pode não parecer, mas Ricardo Cobalchini já está na estrada há mais de uma década. Treinador do sub-17 do Internacional, ele conquistou até aqui 10 títulos em uma carreira precoce. Que inclui até o status de treinador mais jovem do Brasil, por ter dirigido o Caxias em uma partida da Copa do Brasil de 2011. Além dos triunfos e de um estágio no Boca Juniors, os jogos de videogame também aparecem na biografia dele.

Elifoot, Pro Evolution Soccer, o popular PES, e um pouco de Football Manager. Este foi o cardápio de Cobalchini nos anos que antecederam sua carreira como técnico, e olha que ela começou bem cedo. Aos 17, logo após entrar na faculdade de educação física, passou a trabalhar nas categorias de base do Juventude.

"Eu fui atleta da base do Juventude, mas achei que não ia ter sucesso como atleta, não me via como um cara diferenciado e resolvi estudar para me preparar", diz Cobalchini ao UOL Esporte. "Comecei no time sub-10, é uma categoria com competitividade, mas acima de tudo com característica de formação. É uma escolinha", completa.

Antes da faculdade de educação física e do treino com os projetos de jogadores, ele experimentou nos games um pouco do que iria desenvolver nos anos seguintes. Em uma escala bem diferente.

"Joguei bastante jogo de videogame, Super Star Soccer. Joguei o PES também, aqueles que permitem mudar os sistemas táticos. Gostava de jogar o Elifoot, mas ali era mais o resultado. Eu joguei, mas pouco, o Football Manager e o Championship Manager. Era mais no final do colégio. Me lembro bem do Elifoot, tu contratavas jogadores. Não sei se dá algum ganho, mas serve como diversão mesmo. Ali você começa a interagir de forma até divertida com o cenário. O campo traz situações bem diferentes daquilo, não contribuiu diretamente para minha formação. Só que sempre agrega, sempre tem uma relação. É uma contribuição pequena, distinta", comenta.

Do sub-10 para as outras fases da categoria de base foi um pulo. E os clubes também foram mudando. Do Juventude para o Grêmio, depois a primeira passagem pelo Inter e a volta à Serra Gaúcha, no Caxias. E lá, o momento mais marcante até agora. Auxiliar técnico de Lisca, Cobalchini foi promovido logo após a demissão do técnico. Dirigiu o time contra o Internacional e diante do Botafogo-PB, na Copa do Brasil.

"Ali eu tinha 26 anos, o Lisca saiu e fiz o jogo que terminou 3 a 3 com o Inter, em Caxias do Sul. Depois começou o segundo turno, veio um técnico e ele não foi bem. A direção me colocou como treinador no lugar dele e fiz a reta final do estadual e a Copa do Brasil", conta.

Contra o Botafogo-PB vitória por 3 a 1 e classificação. Na fase seguinte, porém, derrota e eliminação para o Coritiba. O revés também foi o fim da passagem como interino e o início da nova fase nas categorias de base. Um retorno ao Juventude e novo trabalho com Lisca precederam a chega ao Internacional. E no CT de Alvorada, os elogios não são poucos. Neste ano, Cobalchini conquistou a Copa Santiago, em janeiro.

"Ele passou pela base dos grandes clubes aqui e é um treinador muito bem atualizado, se informa e isso pode explicar como subiu tão cedo. O Ricardo é um cara bem tranquilo de trabalhar, tem uma personalidade tranquila. Sabe trabalhar com formação de atleta", aponta Jorge Andrade, gerente executivo das categorias de base do Inter.

Apontado pelo próprio Cobalchini como exemplo, Lisca vê no pupilo e antigo auxiliar uma capacidade técnica profunda. Um estilo de comando diferente junto aos jovens justamente pela idade, o ponto mais diferente do treinador em relação aos colegas de profissão.

"Ele tem uma concepção de trabalho bem atualizada. Uma ideia moderna de futebol, é um cara responsável para a idade. Tem um vestiário bom, não é só teoria. O Ricardo tem identificação com jogador jovem, conhece bem esse ambiente. É algo bom para ele. Experiência não se vê só em idade, ele desde novo disputa jogos mirim, juvenil", opina Lisca.

No currículo, o treinador mais jovem do Brasil tem 10 títulos como treinador da base. Com destaque para as conquistas estaduais nas categorias infantil, juvenil e júnior por Grêmio, Internacional e Juventude. Como auxiliar, participou do título da Taça Piratini, 1º turno do Gauchão de 2012.

FOTO: UOL

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