A escolha por Mano muda, de fato, alguma coisa? Foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

A escolha por Mano muda, de fato, alguma coisa? Foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

O atual campeão brasileiro começou o ano de 2019 dando indícios de que dificilmente seria destronado por alguma outra equipe. Apesar da queda no Campeonato Paulista, o Palmeiras iniciou o Brasileirão de forma arrasadora e assistiu a Copa América sossegado, na ponta da tabela. Contudo, a queda no desempenho do time mostrou-se nítida após a retomada do futebol nacional.

Há sete rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro e eliminado das duas copas que disputava – Copa do Brasil e Libertadores da América – o Verdão viu o que eram certezas se transformarem em dúvidas e a consequência foi a saída do técnico Luis Felipe Scolari, que havia conquistado o Brasileirão do ano passado em sua terceira passagem pelo Alviverde.

Como já foi exposto em outros textos por mim, sempre foi muito clara a ideia de jogo de Felipão: uma equipe sustentada na força defensiva e na qualidade técnica de seus jogadores para os contragolpes, através de rápidas transições da fase defensiva para a ofensiva.

Enquanto esta filosofia de jogo deu resultados, nenhum torcedor ou dirigente palestrino reclamava. De fato, Felipão foi muito feliz no ano passado ao conduzir o Verdão para mais um título nacional, apesar do insucesso nas copas. Tudo bem, era o seu primeiro ano de retorno e a “torcida que canta e vibra” assimilou bem a desclassificação frente ao Boca nas semifinais da Libertadores de 2018.

Entretanto, era óbvio que a torcida esperava mais para este ano. De acordo com o que os próprios torcedores entoam nos estádios, “a Taça Libertadores é obsessão” e se tornou ainda mais com as possibilidades com as quais o Palmeiras conta: saúde financeira em dia e dinheiro em caixa para realizar grandes investimentos em atletas.

Por esta razão, Felipão não suportou as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores deste ano, somadas à queda na tabela do Campeonato Brasileiro, na qual o Verdão já figurou no topo e hoje se encontra na 5ª posição. O resultado? O desligamento do vitorioso técnico gaúcho, após os 3 a 0 aplicados pelo Flamengo no último final de semana.

Muito se reclamou sobre o estilo de jogo pragmático de Felipão. Bastante gente acredita que ele poderia ter feito mais com os jogadores que tinha em mãos. Alguns se espelharam nas “Academias” que o Alviverde teve ao longo de sua rica história para defender um futebol mais ofensivo, com um time que ficasse mais com a bola e propusesse mais o jogo. Esta última ideia, eu também defendo e acho justo que o torcedor palmeirense queira ver um elenco tão rico, recheado de ótimos jogadores, jogando para frente!

Após a queda de Scolari, muito se especulou sobre a chegada de um treinador que pusesse em prática os anseios da torcida e fizesse o Palmeiras adotar uma filosofia de jogo mais ofensiva. Mas, não foi isso o que ocorreu. Na manhã de quinta-feira (05/09), Mano Menezes foi apresentado na Academia de Futebol. A maioria dos palmeirenses, como era de se esperar, não gostou da ideia, pois o ex-treinador do Cruzeiro também emprega um estilo pragmático e, além disso, tem uma forte ligação com o arquirrival do Verdão.

À parte todos estes fatores, fica o questionamento: o que quer, de fato, a diretoria do Palmeiras? Ao que parece, não é uma mudança radical no estilo de jogo, como muitos esperavam. E você, torcedor palmeirense, acredita que trocar Felipão por Mano é trocar “seis por meia dúzia”? Acha que o novo treinador terá sucesso e fará o Verdão brigar até o fim pelo bicampeonato nacional? O futuro deixará todos estes pontos claros e também exporá se a diretiva alviverde errou ou acertou ao contratar Mano Menezes.

* Renan Riggo é jornalista esportivo (A Folha Esportiva) e assessor de imprensa da PPress Marketing e Comunicação

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