Rubens Barrichello, então piloto da Brawn-Mercedes, ganhou o GP da Itália, em Monza. Foto: Divulgação

Rubens Barrichello, então piloto da Brawn-Mercedes, ganhou o GP da Itália, em Monza. Foto: Divulgação

Há exatamente dez anos acontecia a última vitória de um piloto brasileiro na Fórmula 1, quando Rubens Barrichello ganhou o GP da Itália, em Monza.

Competindo pela melhor equipe da temporada, a Brawn-Mercedes, Rubens alinhou seu carro naquele 13 de setembro de 2009 na terceira fila, em quinto lugar. e adotou a estratégia de uma única parada para troca de pneus e reabastecimento, assim como seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, que terminou a prova em segundo lugar. No final, Hamilton (o pole), que tentava ultrapassar Button, acabou batendo forte e Kimi Raikkonen (Ferrari), herdou sua posição no pódio, em terceiro.

DECLARAÇÃO DE RUBENS BARRICHELLO APÓS O GP DA ITÁLIA DE 2009:

"Estou sem palavras. É um momento fantástico.  É bom lembrar que há algum tempo eu não tinha sequer trabalho e agora tenho um carro fantástico e vou dar o máximo de mim para conseguir manter a chance de ser campeão. Realmente estou sem palavras, a busca desse campeonato é sensacional e eu vou fazer isso de uma forma sadia. Dedico esse momento aos meus dois filhos, que fazem aniversário neste mês. Obrigado por todo apoio" disse Rubens, referindo-se ao fato de que no final de 2008, com o encerramento das atividades da Honda, tinha futuro incerto na categoria.

O piloto acabou sendo contratado pela Brawn e se animou desde o primeiro teste com o carro, na pré-temporada, em Barcelona. Clique aqui e veja como foi o primeiro teste de Rubens Barrichello com a Brawn-Mercedes.

Antes de vencer em Monza, Barrichello havia vencido outro GP pela Brawn naquela temporada, o da Europa, em Valência.

O triunfo na Itália foi o 101º de um piloto brasileiro na Fórmula 1, 11º de Rubens Barrichello, que encerrou sua carreira na categoria em 2011, após duas temporadas pela Williams, passando em seguida para a Fórmula Indy (2012) e desde 2013 está na Stock Car, onde conquistou o título em 2014.

Depois do triunfo de Rubens Barrichello no GP da Itália de 2009, Felipe Massa foi aquele que chegou mais perto de vencer, subindo ao pódio em nove oportunidades, sempre em terceiro lugar, cinco vezes pela Ferrari e quatro pela Williams.

Ayrton Senna foi o maior vencedor entre os brasileiros na Fórmula 1, com 41 triunfos. Nelson Piquet ganhou 23 corridas, Emerson Fittipaldi 14 e Rubens Barrichello e Felipe Massa 11 provas cada um.

COMO FOI O GP DA ITÁLIA EM 2009...

Na largada, Hamilton manteve-se em primeiro e Sutil perdeu a segunda posição para Raikkonen. Barrichello foi para o quarto lugar, ultrapassando Kovalainen, que na sequência também foi ultrapassado por Button e Liuzzi.

Mark Webber abandonou a prova, após perder o controle de sua Red Bull.

Na quarta volta eram esses os oito primeiros: Hamilton, Raikkonen, Sutil, Barrichello, Button, Liuzzi, Alonso e Kovalainen.

Mesmo estando mais pesado, Barrichello conseguiu abrir vantagem em relação a Button. O brasileiro largou com pneus duros.

Nico Rosberg foi o primeiro a parar nos boxes para troca de pneus e reabastecimento. Os mecânicos também aproveitaram para fazer alguns ajustes aerodinâmicos na asa dianteira de sua Williams. Na décima volta, Robert Kubica recebeu ordem dos comissãrios para entrar nos boxes a fim de trocar a asa dianteira de sua BMW-Sauber, que tinha uma "aleta" prestes a se soltar.

Giancarlo Fisichella, estreante na Ferrari, que largou em 14° era o 11°.

Lewis Hamilton, que largou com sua Mclaren mais leve parou na 13° volta, em 7,8 segundos. O inglês voltou com pneus duros, em quinto lugar. Robert Kubica abandonou a prova.

Raikkonen, então assumiu a ponta, mas com Adrian Sutil no seu encalço. Sutil parou para seu pit-stop na volta 17, em 7,3 segundos, voltando à frente de Kovalainen, na sétima posição.

Na 19ª volta Raikkonen fez sua parada, em 7,2 segundos e Barrichello assumiu a ponta, com Button em segundo, 2,4 segundos atrás do brasileiro.

Na 22ª volta, o italiano Vitantonio Liuzzi que substituia Giancarlo Fisichella na Force India abandonou a prova, com problemas mecânicos.

Button, que largou com pneus moles, começou a se aproximar de Barrichello, reduzindo a diferença, que chegou a três segundos para 1,9.

Fernando Alonso fez seu pit-stop em 9,9 segundos, na 26ª volta.

Na volta seguinte Rubens fez a melhor volta da prova: 1min24s999.

Jenson Button foi para os boxes na volta 28, em 9,1 segundos e voltou na quinta posição.

Na 24ª volta, foi a vez de Barrichello entrar nos boxes, em 8,6 segundos. Ele voltou com pneus macios e à frente de seu companheiro de equipe, na quarta posição.

Fisichella, que fazia uma corrida discreta e estava em sétimo, fez seu pit-stop na 30ª volta e retornou na 13ª posição.

A classificação na volta 31: Hamilton, Raikkonen, Sutil, Barrichello, Button, Alonso, Nakajima e Trulli.

Sebastian Vettel, que também está na briga pelo título ocupava a 12ª posição, fora da zona de pontos, portanto.

Hamilton foi para os boxes na 34ª volta e perdeu a posição para Barrichello e Button, voltando em terceiro. Raikkonen, ainda na pista liderava a prova, mas sem ter feito sua segunda parada e seguido de perto por Adrian Sutil. Os dois entraram juntos para seus pit-stops. Era a volta 37.

Rubens Barrichello assumiu a ponta, com Button em segundo (5,4 segundos atrás) e Hamilton em terceiro, aproximando-se de Jenson.

Restando cinco voltas para o final, os pilotos da Toyota Jarno Trulli e Timo Glock protagonizaram momentos de emoção, tocando rodas na disputa pela 12ª posição. Trulli chegou a utilizar a área de escape mas retornou à pista.

Na última volta, Hamilton que pressionava Button bateu forte, mas saiu ileso do acidente. O safety car foi acionado e Barrichello recebeu a bandeirada em primeiro lugar, com Button em segundo e Raikkonen em terceiro.

CLASSIFICAÇÃO FINAL DO GP DA ITÁLIA DE 2009:

1°  Rubens Barrichello - Brawn-Mercedes
2°  Jenson Button - Brawn-Mercedes
3°  Kimi Raikkonen - Ferrari
4°  Adrian Sutil - Force India - Merdedes
5°  Fernando Alonso - Renault
6°  Heikki Kovalainen - Mclaren-Mercedes
7°  Nick Heidfeld - BMW-Sauber
8°  Sebastian Vettel - Red Bull - Renault
9º  Giancarlo Fisichella - Ferrari
10° Kazuki Nakajima - Williams - Toyota
11° Timo Glock - Toyota
12° Lewis Hamilton - Mclaren- Mercedes
13° Sebastien Buemi - Toro Rosso-Ferrari
14° Jarno Trulli - Toyota
15° Romain Grosjean - Renault
16° Nico Rosberg - Williams
17° Vitantonio Liuzzi - Force India - Merdedes
18° Jaime Alguersuari - Toro Rosso - Ferrari
19° Robert Kubica - BMW - Sauber
20° Mark Webber - Red Bull - Renault

COM A VITÓRIA...

Com aquele resultado, Barrichello reduzia a diferença para o líder do campeonato, Jenson Button. O inglês seguia em primeiro com 80 pontos, contra 60 do brasileiro. No final da temporada, Button foi o campeão e Sebastian Vettel (Red Bull) superou Barrichello para ser o vice. Rubens terminou o ano em terceiro lugar e no ano seguinte transferiu-se para a Williams, onde permaneceu até 2011.

Em 2012 esteve na Fórmula Indy pela KV Racing e passou a competir pela Stock Car no mesmo ano de 2012, disputando as três últimas etapas daquele ano, pela Full Time Sports.

Desde 2013 integra a equipe Full Time Sports, pela qual conquistou o título da temporada de 2014. Entre suas vitórias, ganhou por duas vezes a "Corrida do Milhão", em 2014 e 2018, ambas em Goiânia, a primeira delas no traçado tradicional e a segunda no anel externo. 

Barrichello, que está com 46 anos, também disputou provas de longa duração no exterior, entre elas as 24 Horas de Le Mans e as 24 Horas de Daytona. Seu próximo compromisso na Stock será na abertura da temporada, dia 7 de abril no Velopark, em Nova Santa Rita, região metropolitana de Porto Alegre.

Em 3 de dezembro de 2018 inaugurou em parceria com sete sócios um restaurante em São Paulo, o Cutello Fire & DrinkClique aqui e veja como foi a noite em que o piloto recebeu convidados para a festa.

Em 3 de dezembro de 2018, na inauguração do seu restaurante em São Paulo, o Cutello Fire & Drink.  Da esquerda para a direita, Natalia Costa, Erica Hideshima, Rubens Barrichello, Patricia Alves, Renan Riggo e Fernanda Gonçalves. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

 



   

 

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