O presidente do Santos, Andrés Rueda, merece, sim elogios fartos. Foto: Ivan Storti/Santos FC

O presidente do Santos, Andrés Rueda, merece, sim elogios fartos. Foto: Ivan Storti/Santos FC

No meio jornalístico é comum dizer que não se deve elogiar árbitro, goleiro ou dirigente de futebol. Não? Por que não? Não é o caso aqui de fazer elogios a algum goleiro, ou árbitro.

Mas o presidente do Santos, Andrés Rueda, merece, sim elogios fartos.

Cumpre, por enquanto, é verdade, uma gestão exemplar na presidência do Santos, reconquistando a confiança do mercado da bola que o clube perdeu nas últimas administrações, em especial, as duas mais recentes, do Modesto Roma Júnior e de  José Carlos peres, que foi colocado para fora da Vila Belmiro antes do final de seu mandato.

Andrés faz o que pode para tirar o clube do buraco financeiro em que estava atolado e em suas entrevistas, coletivas ou individuais, dá exemplos de transparência, que deveriam ser seguidos, não só pelos demais dirigentes de futebol do país, como também por quem foi eleito para tentar colocar o país no rumo certo.

Mas aí, reconheço, e o cenário de caos atual mostra, é pedir demais. 

Nesta terça-feira, no Sportv, Rueda foi impecável.

Não teve medo de retaliações – sim, no mundo da bola muitas vezes o dirigente que diz o que pensa sofre retaliações -, ao afirmar que não concorda com a iniciativa da Conmebol, que comprou 50 mil doses de vacina da Sinovac (coronavac) e planeja vacinar jogadores, dirigentes e todos que trabalham no futebol durante as competições promovidas pela confederação sul americana de futebol.

“Sou contra. É desumano”, disse, argumentando que quem trabalha como catador de lixo, por exemplo, precisa mais da vacina do que as pessoas que trabalham no futebol.

Foi claro ao falar sobre a situação do atacante Soteldo, que o Santos comprou do Huachipato, do Chile, mas ainda não pagou.

“Estamos negociando. Ou pagaremos o que devemos, ou negociaremos o jogador”, disse, sem vender ilusões, sendo o mais direto possível.

O Santos deve R$ 40 milhões ao clube chileno.

Por causa da dívida, foi proibido pela Fifa de fazer novas contratações.

Pressionado para responder se o Santos vai contratar reforços, quando quitar a dívida com o Huachipato, foi didático.

“Vamos fazer contratações puntuais. O fato de o Santos não poder contratar deu ao clube a chance de promover vários jogadores da categoria de base. Não vamos contratar porque o técnico pediu. Antes de contratar, o jogador passará por uma análise detalhada do clube”, explicando que foi desta forma que o Santos chegou ao nome de Ariel Holan para dirigir o time.

Não fugiu das costumeiras questões que costumam ser feitas nos programas esportivos.

Perguntas que, em relação ao Santos, sempre giram em torno da situação financeira do clube. Saída fácil de entrevistadores que normalmente são desinformados a respeito do clube santista que, historicamente, é sempre colocado em quinto plano pela mídia tradicional da Capital.

Após a entrevista, disse a este colunista que assumiu o Santos para fazer o que pensa que deve ser feito e para dizer a verdade.

“Se eu não puder falar a verdade, fico na minha casa vendo séries na TV, que é o que mais gosto de fazer”, falou.

É isso.

Merece ser elogiado.

Ouso dizer que o entrevistado Andrés Rueda foi muito melhor do que os seus  entrevistadores.

 

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