O que sou contra é a simplória observação de que porque perdeu tudo neste ano deve-se fazer uma "limpa" no elenco

O que sou contra é a simplória observação de que porque perdeu tudo neste ano deve-se fazer uma "limpa" no elenco

O mês de dezembro é crucial e determinante para conhecermos os campeões da temporada seguinte. Execução do planejamento -que já deveria ter sido feito anteriormente e agora, de fato, sendo só executado - montagem de elenco, acordos para chegadas e saídas de jogadores, definição de staff, aparelhamento de departamentos, enfim, é neste período sem jogos que as vitórias começam a ser construídas. E se ainda vivemos períodos insanos de trocas constante de treinadores, já dá para ver um entendimento maior dos clubes brasileiros de que competência e inteligência fora de campo aumentam as probabilidades de sucesso dentro de campo.
 
Listas de dispensas e caminhão de reforços não funcionam! Termos cunhados por dirigentes para mostrar "serviço" a torcida, mas que na prática não aumentam as tais probabilidades de vitória, que já citei. Manutenção de uma base, de uma espinha dorsal, é fundamental. Independentemente de a temporada anterior ter sido boa ou ruim. Isso porque futebol é um jogo coletivo, em que quanto mais conhecimento um jogador tem do seu companheiro mais eles conseguem se entender, se entrosar e criar juntos coisas novas e melhores. 
 
Não defendo aqui que elencos sejam imutáveis. O que sou contra é a simplória observação de que porque perdeu tudo neste ano deve-se fazer uma "limpa" no elenco e começar do zero para a próxima temporada e, por outro lado, se houve títulos achar que saídas e até mesmo contratações não são necessárias. 
 
E não se pode tirar da análise que o mercado brasileiro é exportador, Os melhores jogadores, sobretudo os mais jovens, são cobiçados e observados cada vez mais cedo. Mas até para vender dá para ter o "timing" correto de ter o máximo de desempenho possível sem perder valiosos milhões de euros com uma negociação tardia.
 
A figura do executivo de futebol mais uma vez é crucial para o sucesso de toda essa engrenagem. Claro que o treinador deve ser ouvido. Entretanto não podemos esquecer que a média de um técnico no Brasil é de dois meses no cargo. Como deixar o treinador liderar a formatação de um elenco se na sequência por algum motivo ele pode ser demitido ou pedir para sair?! O clube é que deve ser o responsável por, por exemplo, ter relatórios físicos e médicos de todo atleta para ter claro se é momento de negocia-lo ou mantê-lo para o próximo ano. É o clube que deve mapear o mercado e buscar reforços que se encaixem financeira e esportivam

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