Categoria dos carros elétricos deve continuar crescendo, mas pode sofrer `baque´em futuro não muito distante. Foto: Jaguar Racing/Divulgação

Categoria dos carros elétricos deve continuar crescendo, mas pode sofrer `baque´em futuro não muito distante. Foto: Jaguar Racing/Divulgação

Em uma categoria internacional como a Fórmula E, que está em sua terceira temporada, foi natural a robusta entrada das montadoras.

Hoje estão por lá a Renault, Audi, Jaguar e BMW (via Andretti).

A Mercedes-Benz virá na próxima temporada e talvez traga consigo uma dupla de peso, apostaria em Nico Rosberg e Felipe Massa.

Porém, os interesses das montadoras no automobilismo, como aconteceu em diversos momentos na Fórmula 1, costumam ser passageiros.

Vão até o ponto em que considerem que a "missão está cumprida".

No caso da Fórmula E, claramente o investimento se atrela à necessidade em desenvolverem motores (e principalmente baterias) para seus carros de passeio, dada a onda verde que assola a Europa em busca da chamada "emissão zero".

Balela.

Emissão zero não existe e nunca existirá.

Para que se produza energia elétrica "limpa", é necessário "sujar" muito o meio ambiente, seja através de termoelétricas, hidrelétricas ou nucleares.

Sistemas eólicos e solares "engatinham".

Imaginem uma grande frota de carros elétricos no Brasil, por exemplo...

Se hoje já vivemos acionando "bandeira vermelha" pela demanda estar próxima do limite de geração de energia, com carros elétricos "saindo pelo ladrão" a situação será impraticável.

Hoje as pessoas chegam em casa, ligam o chuveiro e o ar condicionado no horário "crítico" e há ameaça de "apagão".

Ainda tem o ferro elétrico e a chapinha para os cabelos... Microondas, cafeteiras e toda a parafernália eletrônica nos quatro cantos de uma casa...

Some a isso o sujeito ainda "espetar" o carro em uma tomada. Será o caos...

Bem, voltando a falar de corridas...

As montadoras só dão bola para o automobilismo até o ponto em que, como disse anteriormente, a "missão estiver cumprida".

Assim que a fase de laboratório da Fórmula E tiver passado, a tendência é que tirem seus times de campo.

É natural.

Como foi na F1 em diversas ocasiões. 

A Renault entrou e saiu, a Mercedes também, a Honda idem, a Toyota entrou, saiu e não voltou mais, e segue o jogo.

Somente os "garagistas" resistem mais. Williams e McLaren não me deixam mentir. E de garagistas tornaram-se grandes conglomerados.

Até mesmo a Sauber luta com galhardia.

A Ferrari é um caso à parte.

Por isso, cabe a F-E estar preparada para quando as montadoras derem o ciclo por encerrado.

E talvez isso nem demore tanto, pois a tecnologia anda bem mais depressa que os carros da categoria...

  

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SOBRE O COLUNISTA

Editor de automobilismo do Portal Terceiro Tempo, começou no site de Milton Neves em 10 de março de 2009. Também atua como repórter, redator geral, colunista e fotógrafo. Em novembro de 2010 criou o Bella Macchina, programa em vídeo sobre esporte a motor que já contou com as presenças de Felipe Massa, Cacá Bueno, Bruno Senna, Bia Figueiredo, Ingo Hoffmann e Roberto Moreno, entre outros.

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