
Sabem que, lá na minha Muzambinho dos anos 1950, absolutamente ninguém torcia pelos clubes de nosso estado?
Naquela época, Atlético, América e Cruzeiro perdiam feio para os times paulistas, dada a proximidade da cidade com São Paulo.
Para vocês terem uma ideia, a capital paulista fica mais perto de Muzambinho do que Belo Horizonte.
E, claro, por causa da força do rádio, os times cariocas também tinham enorme presença na região.
Existiam muitos torcedores do Vasco (muitos familiares meus, inclusive), do Fluminense, do Botafogo e, naturalmente, do Flamengo.
E sabem de uma coisa curiosa?
Naquela época, os rubro-negros não eram detestados pelos rivais como vemos hoje.
Muito pelo contrário!
Eu mesmo via o clube da Gávea até com certa simpatia.
Esse quadro começou a mudar nos anos 1980.
E é compreensível, afinal, nenhum clube monta um timaço como aquele, com Zico, Júnior, Leandro, Andrade, Adílio e cia., sem despertar inveja e antipatia nos rivais.
Depois, nos anos 90 e no início dos anos 2000, o Flamengo virou uma espécie de gigante adormecido.
Fora do Rio de Janeiro, passou a despertar mais indiferença do que raiva.
Mas tudo mudou novamente quando Eduardo Bandeira de Mello colocou as contas do clube da Gávea em ordem.
Graças ao trabalho competente do dirigente, o Flamengo voltou a empilhar títulos.
E, junto com as taças, veio também algo que costuma acompanhar o sucesso: a soberba.
Tanto dos dirigentes quanto de grande parte da torcida.
Desde então, uma sequência de episódios ajudou o Rubro-Negro a nadar de braçada na disputa pelo nada honroso título de clube mais antipático do Brasil.
Primeiro, a postura absolutamente lamentável do clube diante da tragédia que matou os meninos do Ninho do Urubu, em 2019.
No ano seguinte, a pressão da diretoria pela volta do futebol enquanto milhares de brasileiros morriam por dia de Covid-19 também abalou bastante a imagem flamenguista diante da opinião pública.
Em 2022, veio a inacreditável demissão de Dorival Júnior, poucos dias depois de o técnico entregar ao clube duas taças gigantescas: a da Libertadores e a da Copa do Brasil.
E agora, nesta semana, todos assistimos incrédulos à falta de respeito com Filipe Luís, demitido após um ano praticamente perfeito no comando técnico da equipe da Gávea.
Claro que, nesse meio tempo, também surgiram outros episódios menores, mas igualmente reveladores, quase sempre ligados à soberba.
Como aquela frase ridícula pintada em um dos muros do CT dizendo que o Flamengo é o "maior clube do mundo".
Convenhamos, é um papo cansativo e extremamente forçado...
Bem, e é evidente que o Flamengo precisa se preocupar em agradar a sua torcida, e não o restante do país.
Mas, diante de tantas situações, às vezes não parece que o clube de maior torcida do Brasil faz questão de cultivar essa antipatia?
Sinceramente, tenho a nítida sensação de que sim.
Por isso, peço ajuda aos amigos leitores: por que será o Flamengo insiste em ser o clube mais antipático do Brasil?
Difícil de entender…
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Saudade: Luís Alonso Peres, o Lula, vitorioso treinador, nascia há 104 anos

O saudoso Luís Alonso Peres, o Lula, treinador mais vitorioso do Brasil, nascia há exatamente 104 anos, na cidade de Santos.
Lula, que morreu em 15 de junho de 1972, com apenas 50 anos de idade, comandou a equipe do Santos Futebol Clube entre 1954 e 1966, período em que foi campeão paulista de 1955, 1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964 e 1965.
Também foi bicampeão da Libertadores da América (em 1962 e 1963), bicampeão mundial interclubes (1962 e 1963), campeão da Taça Brasil de 1961 a 1965, campeão do Rio-São Paulo de 1959, 1963, 1964 e 1966. Além destes, também conquistou diversos torneios amistosos que o Peixe disputou pelo mundo.
Just Fontaine, que ao lado de Zinédine Zidane rivaliza pelo posto de melhor jogador francês de todos os tempos, morria há exatamente três anos. A causa da morte não foi revelada, e ele estava com 89 anos de idade.
O saudoso ex-atleta, que atuava como atacante, detém um recorde impressionante, como maior artilheiro em uma única edição de Copa do Mundo, com 13 tentos anotados no Mundial de 1958, disputado na Suécia.
No entanto, isso não foi suficiente para que o bom time francês chegasse à decisão, eliminado pelo campeão Brasil na semifinal.
Fontaine, natural de Marraquexe, onde nasceu eme 18 de agosto de 1933, começou sua carreira no Casablanca, do Marrocos, em 1950, para em seguida atuar na França pelo Nice, em 1953, onde foi campeão francês quatro vezes.
O ídolo francês, no entanto, teve sua carreira interrompida de forma precoce por conta de uma séria lesão.
Em março de 1960, após uma entrada em jogo do Campeonato Francês, o atacante sofreu dupla fratura na perna direita.
Ele retornou aos gramados nove meses depois, mas ele sofreu uma nova fratura no mesmo lugar durante jogo em 1961.
Receoso de futuros problemas, ele se aposentou com apenas 28 anos, em julho de 1962, quando defendia o Rems, da França.
CARREIRA COMO TREINADOR
A trajetória brilhante nos gramados lhe rendeu uma sobrevida no futebol, como treinador, com passagens pela Seleção da França (1967), PSG (1973 a 1976) e pela Seleção do Marrocos, onde chegou ao terceiro lugar na Copa da África, em 1980.
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Parabéns, Sérgio Manoel! Exímio nas bolas paradas, ex-meia completa 54 anos

Exímio nas bolas paradas, o ex-meia-esquerda Sérgio Manoel completa 54 anos nesta segunda-feira (2).
Natural de Santos, depois de atuar como amador na Portuguesa Santista e no Santos, Sérgio Manoel Júnior profissionalizou-se pelo Santos Futebol Clube em 1989, permanecendo no na Vila Belmiro até 1994, passando por um período de empréstimo ao Fluminense entre 1992 e 1993.
Apesar de ter passado por mais de duas dezenas de clubes, nunca voltou a defender o Santos.
Em contrapartida, teve três passagens pelo Botafogo (RJ), clube pelo qual conquistou o título do Campeonato Brasileiro de 1995, justamente contra o Santos.
Outro título importante em sua trajetória pelos gramados aconteceu em 2001, pelo Cruzeiro, o da Copa do Brasil.
No exterior, teve uma única experiência profissional, entre 1996 e 1997, pelo Cerezo Osaka (Japão).
Encerrou sua carreira em 2009, pelo Botafogo (DF).
Ao deixar os gramados, passou a trabalhar como treinador em sua escolinha de futebol da Juventus nos Estados Unidos.
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Uma foto, uma história! A emoção incontida de Pelé ao lado de Carlos Alberto Torres

Parceiros no Santos Futebol Clube, onde atuaram juntos entre 1965 e 1974, Pelé (1940-2022) e Carlos Alberto Torres (1944-2016) também jogaram pelo mesmo clube no ocaso de suas carreiras: o New York Cosmos.
A foto que ilustra nossa série especial, da seção "Uma foto, uma história!", mostra os dois no dia 1º de outubro de 1977, dia que marcou a definitiva despedida de Pelé do futebol profissional, no Giant Stadiu, em Nova Iorque.
Pelé, muito emocionado, é consolado pelo amigo Carlos Alberto durante a partida.
Mais de 76 mil espectadores, entre eles Muhammad Ali e o secretário de estado norte-americano Henry Kissinger viram a vitória do Cosmos sobre o Santos, de virada, por 2 a 1.
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França, 50 anos! Veja 20 gols do ex-atacante pelo São Paulo

Quinto maior artilheiro da história do São Paulo Futebol Clube, o ex-atacante França completa 50 anos nesta segunda-feira (2), e para homenageá-lo, buscamos um vídeo com 20 lindos gols que ele marcou pelo clube do Morumbi.
Maranhense do município de Codó, Françoaldo Sena de Souza, o França, começou sua carreira pelo Nacional (AM) em 1993, e no ano seguinte já estava no futebol paulista, mas pelo XV de Jaú.
Dois anos depois chegava ao São Paulo, onde atuou até 2002. Pelo Tricolor, foram 182 gols marcados: Mais que ele, apenas Serginho Chulapa (242), Gino Orlando (233), Luis Fabiano (212) e Teixeirinha (188).
Ao deixar o Tricolor, França não jogou em mais nenhum clube brasileiro. Ele atuou pelo Bayer Leverkusen (Alemanha), Kashiwa Reysol (Japão) e Yokohama FC (Japão), onde encerrou sua carreira, em 2012.
Seria um nome praticamente certo na lista de convocados para a Copa do Mundo de 2002, mas uma lesão impediu que ele estivesse na vitoriosa campanha brasileira no Mundial disputado concomitantemente no Japão e Coreia do Sul.
ABAIXO, 20 GOLAÇOS DE FRANÇA PELO SÃO PAULO, DO CANAL "MORUMBITECA" DO YOUTUBE
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Parabéns Zico, 73 anos! Relembre as canções em homenagem ao Galinho de Quintino

O futebol serviu como pano de fundo para muitas músicas.
Clubes e jogadores receberam muitas homenagens.
Zico, o Galinho de Quintino, que completa 73 anos nesta terça-feira (3), ganhou duas canções, compostas por Jorge Ben Jor e do saudoso Moraes Moreira (1947 - 2020), que era seu amigo particular.
Maior ídolo rubro-negro, Zico chegou à Gávea em 1967, muito franzino mas dotado de um talento fora do normal.
Um intenso trabalho de fisiologia, em um época em que esta ciência dava seus passos iniciais no esporte, foi fundamental para que o menino ganhasse massa muscular e alguns centímetros em sua estatura, para que pudesse estrear profissionalmente pelo time da Gávea em 1971, para sempre ser titular, a ponto de inspirar os versos dos compositores citados.
“Camisa 10 da Gávea” , de Jorge Ben Jor (apenas Jorge Ben na época da composição), faz alusão à principal habilidade de Zico.
Abaixo, durante entrevista de Moraes Moreira e Zico, o cantor e compositor baiano canta "Saudades do Galinho", feita quando o jogador se despedia do Flamengo para jogar na Udinese, da Itália. A canção começa com versos que derramam emoção: "Agora como é que eu fico, nas tardes de domingo, sem Zico no Maracanã..."
CLIQUE AQUI E VEJA A PÁGINA DE ZICO NA SEÇÃO "QUE FIM LEVOU?"
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Um dos mais habilidosos da camisa 11, Júlio César Uri Geller completa 70 anos

Ponta "raiz", um dos melhores de sua geração, jogando pelo lado esquerdo, Júlio César da Silva Gurjol, o Júlio César Uri Geller, completa 70 anos nesta terça-feira (3).
Formado na base do Rubro-Negro, profissionalizou-se pelo clube da Gávea em 1975, e permaneceu lá até 1981, período em que conquistou, entre outros, os títulos do Carioca em 1978 1979 e o Especial de 1979, além do Brasileiro de 1980.
Aliás, falando em Flamengo, Júlio César formou ao lado de Reinaldo e depois de Tita, Claúdio Adão e Zico, uma linha de frente que encantou a torcida rubro-negra.
Em seguida, passou por dois empréstimos, para o América (RJ) e o Remo (PA), para depois transferir-se para o futebol argentino, defendendo o Talleres de Córdoba.
Retornou ao Brasil para jogar pelo Grêmio e voltou à Argentina para jogar pelo River Plate, por empréstimo.
Teve mais uma experiência no exterior, desta feita em Portugal, pelo Farense, entre 1984 e 1985.
No Rio de Janeiro, ainda teve uma curta passagem pelo Vasco da Gama, voltou a jogar pelo América (RJ) e encerrou sua carreira pelo São Cristóvão, em 1993.
Atualmente reside no Rio de Janeiro e trabalha como professor de futebol no CFZ (Centro de Futebol Zico).
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Achados & Perdidos: O dia em que Milton Neves se emocionou conhecendo a Cidade do Galo

Convidado pelo então presidente do Clube Atlético Mineiro naquele 18 de setembro de 2018, o advogado Sérgio Sette Câmara, o jornalista e publicitário Milton Neves conheceu o amplo espaço de treinamento do clube, a Cidade do Galo, localizada em Vespasiano, município limítrofe a Belo Horizonte.
Era uma terça-feira, e embora o elenco principal atleticano (então comandado por Thiago Larghi) não estivesse presente naquela ocasião, alguns membros da comissão técnica recepcionaram Milton Neves, casos de Alexandre Gallo, que era o diretor de futebol, e Éder Aleixo, com quem trabalhou na Band e que era auxiliar-técnico na equipe mineira.
"Sempre fui um homem de estúdio, nunca fui um frequentador de estádios, e muito menos das sedes e centros de treinamentos dos clubes. Porém, sem medo de errar, o que eu vi naquele inesquecível dia em Vespasiano, na Cidade do Galo, me deu a certeza de que as instalações do Clube Atlético Mineiro estão entre as melhores do mundo, com diversos campos de futebol, alojamentos, refeitório esmerado, áreas de convivência, lazer e para palestras impecáveis. O Sérgio Sette Câmara, o Gallo e o Éder me ciceronearam por lá, me recepcionando de uma maneira muito carinhosa que jamais vou esquecer", relembrou Milton em recente entrevista ao Portal Terceiro Tempo.
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Dadá Maravilha, 80 anos! Somente ele, helicóptero e beija-flor param no ar!

Somente três coisas param no ar: helicóptero, beija-flor e Dadá Maravilha.
Assim disse Dario certa vez, um dos maiores goleadores do futebol mundial que completa 80 anos nesta quarta-feira (4).
Centroavante implacável, exímio cabeceador com passagens por duas dezenas de clubes e pela Seleção Brasileira, tendo participado do grupo que conquistou o tricampeonato em 1970, no México.
O carioca Dario José dos Santos, apelidado de Dadá Maraivlha e Dario Peito de Aço, brilhou e marcou muitos gols por Atlético-MG, Internacional (RS), Sport, Bahia e Flamengo, entre outros.
Sempre cobiçado pelo Corinthians, o atacante costuma dizer até hoje que gostaria de ter defendido o clube de Parque São Jorge.
Aliás, foi ao lado de Valdomiro, um dos algozes do Alvinegro na final do Campeonato Brasileiro de 1976, ocasião em que marcou o primeiro dos dois gols do Internacional, no Beira- Rio, na partida que deu ao time gaúcho o bicampeonato brasileiro consecutivo.
Folclórico, costumava batizar seus gols e dizer frases que até hoje são lembradas no meio futebolístico, como: "Podem vir com a problemática que eu tenho a solucionática" e "Não existe gol feio, feio é não marcar gol", entre outras.
Foi personagem central da polêmbica envolvendo João Saldanha, técnico da Seleção Brasileira antes da Copa do México, em 1970. O então presidente do Brasil, o ditador Emilio Garrastazu Médici, queria Dario no time canarinho, que não havia sido convocado por Saldanha.
O substituto de Saldanha, Zagallo, acabou convocando o centroavante, então no Atlético-MG.
Abaixo, com narração do saudoso Fiori Gigliotti, o primeiro gol colorado, de Dario, na final do Campeonato Brasileiro de 1976, que terminou 2 a 0 para o time gaúcho. Dario completou de cabeça, após a bola bater na barreira, em cobrança de falta de Valdomiro. Valdomiro foi o autor do segundo gol, em cobrança de falta.
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Em vídeo, "Antes & Depois" de ex-presidentes de clubes que marcaram época no futebol do Brasil

Nesta semana buscamos em nosso quase infindável acervo da seção "Que Fim Levou?" imagens de "Antes & Depois" de ex-presidentes de clubes brasileiros.
Ao longo das últimas décadas, diversos deles foram fundamentais para que os seus respectivos clubes obtivessem conquistas importantes, casos dos saudosos Vicente Matheus (Corinthians) e Athiê Jorge Cury (Santos) e, também, de outros fora do chamado eixo Rio-São Paulo, que até hoje são reverenciados e homenageados por seus torcedores, como Fernando Carvalho (Internacional), Fábio Koff (Grêmio) e Francisco Horta (Fluminense).
Entre eles, neste vídeo, também está um dirigente que voltou a comandar seu clube de coração: Marcelo Teixeira, do Santos Futebol Clube, que a exemplo de seu saudoso pai (Milton Teixeira), tem uma robusta lista de bons serviços prestados à agremiação da Vila Belmiro.
É uma forma de manter viva a memória do esporte, mostrando dois momentos de cada um dos retratados, um em seu início de carreira, e outro quando esta já estava consolidada ou encerrada.
VEJA, NO VÍDEO ABAIXO, COM SELEÇÃO DE MARCOS MICHELETTI E EDIÇÃO DE KENNEDY ANDRÉS, DO PORTAL TERCEIRO TEMPO
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"Gol de Placa": Há 65 anos, no Maracanã, um momento mágico de Pelé

Em 5 de março de 1961, portanto há 65 anos, o Santos Fuitebol Clube derrotou o Fluminense no Maracanã por 3 a 1, jogo válido pelo Torneio Rio-São Paulo.
Poderia ser apenas mais uma vitória daquele que foi um dos maiores times de todos os tempos, não fosse o segundo gol marcado por Pelé (1940-2022) naquela partida contra o ótimo elenco do Tricolor das Laranjeiras, que tinha Castilho no gol e uma zaga de respeito, com Pinheiro e Jair Marinho, e o meio-campista Paulinho Ladrão, que ganhou esta alcunha pela facilidade em "roubar" a bola dos adversários. Por causa dele, a expressão "Ladrão" no futebol indica o alerta de que um adversário está chegando perto!
O Fluminense ainda contava com Telê Santana, o "Fio de Esperança", que assistiu de dentro do campo o gol genial de Pelé.
Infelizmente, apesar de existirem imagens registrando a partida, o momento do gol foi perdido, embora haja esperança de que algum colecionador possa ter estes preciosos segundos em que Pelé driblou, dizem, sete adversários antes de finalizar.
O lindo gol recebeu uma homenagem, iniciativa do saudoso jornalista Joelmir Beting (1936-2012), que à época trabalhava no jornal "O Esporte", teve a ideia da confecção de uma placa alusiva ao feito. Pagou do seu próprio bolso e nunca foi ressarcido pelo periódico. Daí surgiu a expressão "Gol de Placa".
Muitos anos depois, Pelé, que atualmente faz tratamento contra câncer no intestino, retribuiu a gentileza e fez uma placa para homenagear Joelmir Beting.
O também saudoso Pedro Luiz Paoliello (1919-1998) foi um daqueles que narrou o golaço do Rei na partida disputada no Maracanã.
ABAIXO, A NARRAÇÃO DO HISTÓRICO GOL DE PELÉ NA VOZ DE PEDRO LUIZ PAOLIELLO, QUE ESTÁ EM TRECHO DO FILME "PELÉ ETERNO"
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F1: Novos carros com novos motores iniciam a temporada com o GP da Austrália no próximo domingo

A nova Fórmula 1, com carros diferentes e motores idem, terá sua etapa de abertura no próximo domingo (8), em Melbourne, dia em que acontece o GP da Austrália, no traçado de Albert Park. A largada está programada para 01h00 no horário de Brasília.
Depois de uma temporada que apontou alguns sinais acerca das equipes que apresentaram os melhores desempenhos, no caso a Ferrari, a Mercedes, a McLaren e a Red Bull, outras mostraram-se em um meio-termo (Alpine, Williams, Racing Bulls, Haas e Audi) e duas tiveram muitas dificuldades: Aston Martin e Cadillac.
A Aston Marttin, inclusive, segundo um site italiano (motorsport.com), dificilmente conseguirá cumprir a meta de concluir o GP com sua dupla formada pelo espanhol Fernando Alonso e o canadense Lance Stroll.
A Honda, fornecedora dos propulsores para o time britânico, carece de peças de reposição e apresentou inúmeros problemas nos testes realizados no Bahrein. Especulou-se que uma vibração anormal no carro prejudicou a utilização máxima do conjunto elétrico do AMR26.
ATIVIDADES DE PISTA
Nesta quinta-feira (5), a partir das 22h30 (horário de Brasília) terá início o primeiro treino livre, com duração de uma hora.
NO ANO PASSADO
Lando Norris cnquistou a pole para o GP da Autrália de 2025, com a marca de 1min15s096. Ele mesmo venceu a prova, seguido por Verrtappen e Russell. Clique aqui e veja como foi o GP em Melbourne no ano passado.
MAIORES VENCEDORES
O recordista de triunfos no GP da Austrália é o alemão Michael Schumacher, que subiu ao topo do pódio em quatro oportunidades, todas pela Ferrari, em 2000, 2001, 2002 e 2004.
O britânico Jenson Button ocupa o segundo lugar neste ranking, com três vitórias: 2009, 2010 e 2012. A primeira vitória com Brawn-Mercedes e as outras duas com McLaren-Mercedes.
Entre os brasileiros, apenas Ayrton Senna e Nelson Piquet ganharam na Austrália: Senna em 1991 (McLaren-Honda) e 1993 (McLaren-Ford), e Piquet em 1990 (Benneton-Ford).
Na estatística por equipes, lidernça para a McLaren, com 12 triunfos na Austrália. A Ferrari vem a seguir, com dez vitórias.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA PARA O GP DA AUSTRÁLIA (MELBOURNE) - 1ª ETAPA DO MUNDIAL - HORÁRIOS DE BRASÍLIA
Quinta-feira (5)
Treino livre 1 - 22h30 às 23h30
Sexta-feira (6)
Treino livre 2 - 02h00 às 03h00
Treino livre 3 - 22h30 às 23h30
Sábado (7)
Classificação - 02h00 às 03h00
Domingo (8)
Largada para a corrida - 01h00 (58 voltas) - Extensão da pista: 5.278 metros
CALENDÁRIO COMPLETO DA TEMPORADA DE 2025 DA FÓRMULA 1
1. GP da Austrália - Circuito de Melbourne - 6 a 8/03/2026
2. GP da China - Circuito Internacional de Xangai - 13 a 15/03/2026*
3. GP do Japão - Circuito de Suzuka - 27 a 29/03/2026
4. GP do Bahrein - Circuito Internacional do Bahrein - 10 a 12/04/2026
5. GP da Arábia Saudita - Circuito de Jeddah-Corniche - 17 a 19/04/2026
6. GP de Miami - Circuito Internacional de Miami - 1 a 3/05/2026*
7. GP do Canadá - Circuito Gilles-Villeneuve - 22 a 24/05/2026*
8. GP de Mônaco - Circuito de Monte Carlo - 5 a 7/06/2026
9. GP da Espanha (Barcelona) - Circuito de Barcelona-Catalunha - 12/05 a 14/06/2026
10. GP da Áustria - Circuito de Spielberg - 26 a 28/06/2026
11. GP da Grã-Bretanha - Circuito de Silverstone 3 a 5/07/2026*
12. GP da Bélgica - Circuito de Spa-Francorchamps - 17 a 19/07/2026
13. GP da Hungria - Circuito de Hungaroring - 24 a 26/07/2026
14. GP da Holanda - Circuito de Zandvoort - 21 a 23/08/2026*
15. GP da Itália - Autódromo de Monza - 4 a 6/09/2026
16. GP da Espanha (Madrid) - 11 a 13/09/2026
17. GP do Azerbaijão - Circuito de Baku - 24 a 26/09/2026
18. GP de Singapura - Circuito de Marina Bay - 9 a 11/10/2026*
19. GP dos Estados Unidos - Circuito das Américas (COTA) - 23 a 25/10/2026
20. GP do México - Autódromo Hermanos Rodríguez - 30 a 1/11/2026
21. GP de São Paulo - Autódromo José Carlos Pace (Interlagos) - 6 a 8/11/2026
22. GP de Las Vegas - Circuito de Las Vegas Strip - 19 a 21/11/2026
23. GP do Catar - Circuito Internacional de Lusail - 27 a 29/11/2026
24. GP de Abu Dhabi - Circuito Yas Marina - 4 a 6/12/2026
* ETAPAS COM SPRINT
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Saudade: Há um ano morria Picá, histórico discotecário da Rádio Jovem Pan

Há exatamente um ano morria Picá, o Ricardo Sanchez, histórico nome da comunicação paulista, que trabalhou como discotecário na Rádio Jovem Pan e outras emissoras. Ele sofria de problemas renais e estava com 78 anos.
Seu corpo foi velado e sepultado no Cemitério do Morumby, na capital paulista.
Apaixonado por música e por futebol, as duas atividades estão intimamente ligadas à atividade profissional de Picá, que nasceu na capital paulista no dia 07 de fevereiro de 1947.
Ele jogava na equipe do Bangu de Santana (futebol de salão) e foi convidado para trabalhar na Rádio Record, em 1964, na função de discotecário, justamente para poder integrar o time de futebol de salão da Record.
De fato ele continuou jogando futebol, mas a atividade como discotecário foi ganhando mais espaço e ele trabalhou na Rádio Record entre 1964 e 1973.
Ele até tentou seguir carreira profissional, chegou a treinar no São Paulo sob o comando do técnico Poy, ao lado de Muricy, mas acabou não seguindo no futebol.
Corintiano fanático, Picá deixou a Record para trabalhar na Jovem Pan, a convite de Tutinha, onde permaneceu entre 1975 e 1989, também como discotecário, dos programas "É Noite Tudo Se Sabe", apresentado por Ana Maria e o "Show da Madrugada", este sem apresentador, onde ele fazia toda a seleção musical.
Também trabalhou por um ano na Philips (gravadora), na divulgação de inúmeros astros da música brasileira, entre eles Elis Regina, Caetano Veloso e Raul Seixas.
Quando saiu da Jovem Pan começou a trabalhar na Rádio USP, ficando na emissora entre 1992 e março de 2015, quando aderiu a um plano de demissão voluntária.
Aposentado, era casado com Claudete di Loreto, com quem teve duas filhas: Patrícia (médica) e Christiane (engenheira). Era avô de dois netos, ambos filhos de Patrícia: Mahteus e Raphael.
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Achados & Perdidos: Há 58 anos o fim do tabu! Timão vencia o Santos após 11 anos

Há exatos 58 anos, enfim, o Corinthians quebrava o tabu de 11 anos sem vitórias diante do Santos de Pelé & Cia em duelos válidos pelo Campeonato Paulista.
O Timão permaneceu de 3 de novembro de 1957, quando empatou com o Santos por 3 a 3, até a noite de 6 de março de 1968 sem vencer o Peixe, totalizando 22 confrontos no certame estadual.
Na ocasião em que o tabu foi quebrado, o Corinthians contou com os reforços de Paulo Borges, Buião e Eduardo.
Tinha em seu banco de reservas o técnico Lula, que ironicamente dirigiu o Santos na imensa maioria das partidas em que o Alvinegro do Parque São Jorge não conseguiu derrotar o Alvinegro Praiano.
No primeiro tempo, o jogo terminou sem gols. Mas na etapa final, com grande atuação de Luiz Carlos Galter, o Timão venceu por 2 a 0 com gols de Paulo Borges e Flávio.
A torcida comemorou a vitória como se fosse um título. E deixou o Pacaembu cantarolando "um, dois, três, o Santos é freguês".
CLIQUE AQUI E VEJA A PÁGINA DE PAULO BORGES NA SEÇÃO "QUE FIM LEVOU?"
CLIQUE AQUI E VEJA A PÁGINA DE FLÁVIO NA SEÇÃO "QUE FIM LEVOU?"
CLIQUE AQUI E VEJA A PÁGINA DE LUÍZ CARLOS GALTER NA SEÇÃO "QUE FIM LEVOU?"
ABAIXO, COM LOCUÇÃO DE CID MOREIRA (CANAL 100), OS MELHORES MOMENTOS DA VITÓRIA CORINTIANA SOBRE O SANTOS POR 2 A 0, EM 6 DE MARÇO DE 1968
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O dia em que Milton Neves recebeu o Título de Cidadão de Carapicuíba

Foi no dia 26 de novembro de 2007 que o jornalista e publicitário Milton Neves recebeu o Título de Cidadão Carapicuibano.
Milton esteve presente na cerimônia realizada na Câmara Municipal de Carapicuíba, município da Grande São Paulo, onde foi homenageado pelas autoridades presentes, diante dos munícipes presentes, e fez seus agradecimento público pela outorga que lhe foi concedida naquela ocasião.
"Lembro muito bem daquele dia, já no final do ano de 2007, em que estive na vizinha Carapicuíba. Digo vizinha pois este importante município fica próximo à minha casa, também na Grande São Paulo. Fiquei muito feliz com esta homenagem e por todo carinho que recebi daqueles que reservaram um tempo de seu dia para me ver de pertinho. Quanta alegria! Obrigado, Carapicuíba!", comentou Milton Neves em recente entrevista ao Portal Terceiro Tempo.
Clique aqui e veja a matéria especial com todos os Títulos de Cidadão outorgados a Milton Neves.
EM ORDEM ALFABÉTICA, TODOS OS TÍTULOS DE CIDADÃO OUTORGADOS A MILTON NEVES
Agudos (SP), Alegrete (RS), Alfenas (MG), Araraquara (SP), Araras (SP), Areado (SP), Ariranha (SP), Barra Bonita (SP), Belém (PA), Botelhos (MG), Cabo Frio (RJ), Caieiras (SP), Cambuquira (MG), Campinas (SP), Carapicuiba (SP), Carolina (PI), Cotia (SP), Curitiba (PR), Erechim (RS), Fama (MG), Ferraz de Vasconcelos (SP), Fortaleza (CE), Goiás, Guaranésia (MG), Guaratinguetá (SP), Guarujá (SP), Guarulhos (SP), Guaxupé (MG), Igaraçu do Tietê (SP), Itanhaém (SP), Itobi (SP), Ituverava (SP), Jaú (SP), Lavras (MG), Lins (SP), Machado (MG), Mato Grosso, Mauá (SP), Monte Belo (MG), Natal (RN), Peruíbe (SP), Pindamonhangaba (SP), Piratininga (SP), Porto Feliz (SP), Presidente Prudente (SP), Quadra (SP), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Santo André (SP), Santos (SP), São Bernardo do Campo (SP), São José dos Campos (SP), São José do Rio Pardo, São Paulo (SP), São Vicente (SP), Sorocaba (SP), Taboão da Serra (SP), Tatuí (SP), Teresina (PI), Três Corações (MG), Três Pontas (MG), Uberaba (MG), Uberlândia (MG) e Varginha (MG).
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Saudade: Criador da Academia de Futebol do Palmeiras, Filpo Nuñez morria há 27 anos

Um dos melhores treinadores de sua geração, o argentino Filpo Nuñez morria há exatos 27 anos, em decorrência de problemas cardíacos. Ele estava com 78 anos. A chamada primeira academia de futebol do Palmeiras ficou nacionalmente conhecida sob seu comando, entre 1964 e 1965.
Nelson Ernesto Filpo Nuñez, natural de Buenos Aires, onde nasceu em 19 de agosto de 1920, jogou futebol mas apenas de forma amadora, sem profissionalizar-se.
Sua longeva trajetória como treinador, iniciada em 1948 pelo Independiente Rivadavia (Argentina), contou com passagens por diversos clubes além do Palmeiras, incluindo a Portuguesa de Desportos, Coritiba, Cruzeiro e Corinthians, entre outros.
Mas, além destes grandes clubes, teve um momento especial em sua carreira comandando a Portuguesa Santista, quando o time da Baixada Santista conquistou a "Fita Azul", honraria conferida pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos) pela brilhante campanha invicta pela África, com 15 vitórias em 15 jogos, entre 16 de abril e 28 de maio de 1959.
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Saudade: Há seis anos morria Jair Marinho, ídolo do Fluminense

Há exatamente seis anos, vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral), morria o ex-lateral-direito Jair Marinho, aos 83 anos. Ele estava internado em Niterói (RJ), cidade em que residia.
Reserva imediato de Djalma Santos na Copa de 1962, no Chile, Jair Marinho marcou época no ótimo time do Fluminense entre 1956 e 1964, ao lado de Castilho, Pinheiro, Clóvis, Telê Santana e Escurinho, entre outros.
Ainda jogou pela Portuguesa de Desportos, Cointhians, Vasco, Alianza Lima e Campo Grande (MS).
No dia de seu óbito, o Fluminense divulgou uma nota oficial, que segue abaixo, na íntegra:
“O Fluminense lamenta a morte do ex-lateral Jair Marinho e se solidariza com família e amigos. Ídolo Tricolor, Jair foi campeão mundial de 1962 com a seleção brasileira. Com a camisa verde, branco e grená, disputou 258 jogos e conquistou diversos títulos”.
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Achados & Perdidos: Um golaço de Giba, que hoje completaria 64 anos

O saudoso lateral-direito Giba completaria 64 anos neste sábado (7). Infelizmente ele nos deixou em 24 de março de 2014 aos 52 anos, vítima de amiloidose (doença pouco comum, que provoca o acúmulo de proteína nos tecidos e órgãos),
Em sua homenagem, relembramos aquele que talvez tenha sido o mais belo gol que ele marcou em sua carreira, na tarde de 15 de setembro de 1991, abrindo o placar para a vitória coriniana sobre a Portuguesa de Desportos no Pacaembu, jogo válido pelo Campeonato Paulista.
Aos 25 minutos da primeira etapa, o volante Márcio Bittencourt fez belo passe para Giba, que arriscou de longe para acertar a bola no ângulo direito do goleiro uruguaio Rodolfo Rodríguez, bastante adiantado, que estava no primeiro dos dois anos que defendeu o gol da Lusa.
O Corinthians dominou as ações na partida. Ronaldo, goleiro alvinegro, marcou presença nas poucas chances do time do Canindé, que tinha outro saudoso jogador, Dener, em franca ascensão. Aliás, falando em Ronaldo, aquele foi o jogo 201 do goleiro pelo Corinthians. O zagueiro Guinei, por sua vez, completava sua 100ª vitória pelo clube de Parque São Jorge.
Na etapa final, aos 14 minutos, Neto bateu escanteio com estilo, de "três dedos". A bola cruzou a grande área e Fabinho escorou de cabeça, sem chance para Rodolfo Rodríguez.
O Corinthians, que havia conquistado seu primeiro Campeonato Brasileiro no ano anterior, também fez uma boa campanha no Paulista de 1991, mas acabou derrotado pelo São Paulo na decisão. O Tricolor venceu o primeiro jogo da final (3 a 0, três gols de Raí) e a segunda partida foi 0 a 0. Cilinho foi o técnico do Corinthians naquela temporada.
Giba, o Antonio Gilberto Maniaes, natural de Cordeirópolis, município paulista onde nasceu em 7 de março de 1962, tornou-se treinador de futebol depois de encerrar sua bela carreira nos gramados. O Paulista de Jundiaí (SP) foi a última equipe que treinou, em 2014, ano de sua morte.
ABAIXO, VÍDEO COM OS GOLS E OS MELHORES MOMENTOS DE CORINTHIANS 2 X 0 PORTUGUESA, EM 15 DE SETEMBRO DE 1991, NO PACAEMBU
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Especial: Veja dez gols do aniversariante Casagrande pelo Corinthians
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