Lançado no fim do ano passado pela Editora Planeta, Rei é o resultado de anos de pesquisa de Paulo Vinícius Coelho sobre a trajetória de Edson Arantes do Nascimento. Em 272 páginas, o jornalista reconstrói a carreira do maior nome da história do futebol com o rigor analítico que marcou sua obra e com o cuidado de quem entende que falar de Pelé é tratar de um patrimônio cultural do esporte mundial.
PVC revisita desde a ascensão meteórica do garoto de Três Corações, que estreou no profissional aos 16 anos, até a consolidação de um atleta que dominou o futebol por quase duas décadas. O autor percorre clubes, Copas do Mundo, gols decisivos e jogos históricos, sempre contextualizando cada feito dentro de seu tempo e explicando por que números, títulos e impacto simbólico colocam Pelé em uma prateleira isolada.
Mais do que uma enumeração de conquistas, o livro discute os critérios que definem a grandeza de um jogador: longevidade, protagonismo, capacidade de decidir, influência sobre adversários e herança deixada para as gerações seguintes. Para PVC, ser Rei é justamente permanecer como parâmetro por mais de 60 anos — algo que nenhum outro craque conseguiu sustentar com tamanha força.
A obra também se aprofunda em aspectos pessoais e momentos controversos da vida de Pelé, compondo um retrato mais humano e complexo do ídolo. O resultado é um livro que dialoga tanto com o torcedor quanto com o leitor interessado em entender como se constrói um mito esportivo — e por que, mesmo após tantas décadas, o nome Pelé segue sem comparação possível.
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