Foto: Divulgação

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Nos últimos tempos uma discussão tem tomado conta dos amantes do futebol: o que é mais prazeroso, o futebol raiz ou o moderno? Antes de qualquer coisa é preciso dizer que não é necessário ser defensor radical de uma ou outra corrente. Você não precisa abraçar uma causa para demonstrar o seu amor pelo futebol. Não é uma questão de “muretar”, mas de encontrar positividade em ambos os casos.

Nos últimos tempos a inclusão do VAR no futebol vem motivando raízes e modernos a travar grandes batalhas em torno do tema, Os tradicionais não suportam ver a tecnologia em ação, especialmente quando erra e causa algum tipo de prejuízo. Os “nutellas” não abrem mão da ferramenta e apontam uma maior possibilidade de justiça ao final de uma partida.

O fato é que não há certo ou errado nessa disputa pelo melhor futebol. Eu gosto do VAR, das novas arenas confortáveis, dos gramados impecáveis e da tecnologia embarcada em uma transmissão de futebol, por exemplo.

Também gosto de estádio enfeitado com bandeiras das torcidas, charangas, instrumentos de percussão, fogos, coreografia dos torcedores, juiz vestido de preto, radinho de pilha no ouvido.

Uma coisa não inviabiliza a outra. É possível ter afinidade por coisas presentes nos dois grupos, mas o que se vê muitas vezes é o ódio a determinada corrente como se somente o que estava presente no passado serve e o moderno é descartável.

Talvez alguns jogadores atuais pudessem assistir algumas paridas de décadas atrás para entender como era a relação de paixão com uma camisa de clube. Ou entender o tamanho da dificuldade que se existia em uma bola que não repelia a água, uma chuteira pesada, ou um estádio com campo sem a menor condição de jogo, mas que os craques desfilavam talento. Talvez pudessem valorizar mais os benefícios que possuem nos dias de hoje.

Como profissional do jornalismo, confesso que sou um saudosista. Tenho boas lembranças das grandes coberturas, das viagens pelo mundo, das resenhas com jogadores após os treinos dentro do campo, das entrevistas pós-jogos no interior dos vestiários colocando “escuta” para o âncora mostrar o gol do artilheiro. Mas não tenho nenhuma saudade das brigas entre os repórteres por telefones públicos para enviar matérias, da dificuldade em editar uma entrevista para tirar uma sonora, dos estádios precários.

Acredito que daqui 50 anos vamos sentir saudade de algumas coisas dos dias atuais e exaltar a modernidade que iremos nos deparar décadas adiante, porque assim deve ser o mundo: sem radicalismos, mas aproveitando o que há de melhor em cada momento, inclusive no futebol. Vamos exaltar o passado sem desmerecer o presente, e vice-versa, por favor.

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